25 de junho de 2010

O lado esquerdo do peito...


A amizade costuma ser vista como o vínculo mais autêntico. Isso por ser uma relação que pressupõe escolha e não passa por nenhum outro interesse que não seja a afinidade e a vontade de estar junto. A socióloga americana Jan Yager escreveu o livro Bons Amigos Maus Amigos (editora Gente, 2007), lançado no Brasil ano passado. Nele, analisa quando uma amizade é positiva ou negativa. Mas será que existem mesmo fórmulas prontas? Alguns sociólogos e antropólogos explicam que o conceito de amizade e o que se espera de um amigo varia ao longo da vida, de sociedade para sociedade e de uma época para outra. Os únicos quesitos que parecem ser constantes é a necessidade de confiança e de reciprocidade.

Claudia Barcellos Rezende, professora do departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e autora do livro Os Significados da Amizade - Duas visões de O amigo certo pessoa e sociedade (editora FGV, 2002) fez uma pesquisa na década de 1990 para comparar a amizade entre londrinos e entre cariocas. “São duas sociedades que compartilham valores do mundo ocidental e moderno, mas encontrei diferenças razoáveis na definição de amigo e nas relações de amizade”, diz.


De acordo com Claudia, o que se entende por um “bom amigo” seria diferente no Rio de Janeiro e em Londres. Na Inglaterra, como as pessoas valorizam na maior parte do tempo a contenção das emoções e a polidez nos contatos, a expressão mais espontânea das emoções fica restrita a um grupo pequeno de pessoas - amigos, amores e relações familiares. Uma grande diferença em relação ao Brasil: “Aqui, a amizade não passa por uma questão de revelação emotiva. As pessoas são espontâneas o tempo todo e com qualquer um. Para o brasileiro, amigo é em quem se pode confiar no sentido de ser uma pessoa que lhe quer bem e não tem a intenção de usar essa amizade para qualquer outro fim”, diz a professora. Ela explica que, na Inglaterra, um bom amigo é aquele em quem posso confiar para revelar minhas emoções mais verdadeiras sem ser rejeitado. “Não passa pela cabeça deles ou não é tão importante a preocupação em saber se o amigo é bem intencionado ou interesseiro, como ocorre no Brasil. São sociedades diferentes na maneira de lidar com as emoções”, completa.

Para ver a reportagem completa, clique.

Bom, estava estes tempos falando sobre amizade com uma, lógico, amiga (é você mesmo Pandora Lee!!). Atualmente vemos muitos tipos as fraternais, virtuais, animais e aquelas que a gente acredita que é amigo, mas não é.
Se ela está ou não sendo desvalorizada, não tenho competência para falar sobre o assunto, apenas sei dos meus amigos, que me aturam, me respeitam, me ajudam, enfim são meus amigos.
Eu também tenho vários tipos de amigos: os de balada, os fraternais, os virtuais, e tive uma muito especial que foi uma amizade canina pra lá de duradoura.
Eu me permito sentir saudades, dos amigos de faculdade, dos amigos de infância que a vida afastou, dos amigos que a morte levou... Eu me permito sentir essa falta, a saudade na forma de uma boa lembrança.
Ninguém no mundo está livre deste tipo de sentimento, é normal e completamente natural...
Mas o que mais sinto é um amor imenso por aqueles que permanecem comigo: OBRIGADA!!!



 John Grogan nasceu em Detroit, em 1957. Colunista do Philadelphia Inquirer, tendo já trabalhado como editor-chefe da revista Organic Gardening, além de trabalhos como repórter, chefe de redação e colunista em vários jornais americanos.
Vive atualmente na Pensilvânia, com a mulher Jenny, os 3 filhos e uma cadela labrador de nome Gracie.
Ele escreveu Marley & Eu: A vida e o amor do pior cão do mundo, onde relata sua vida ao lado do bagunceiro, porém carismático cão Marley.
O livro é interessante, por ser uma história simples, sem grandes acontecimentos, mas cheia de emoção e de uma sensibilidade. Um ponto do livro que chama a atenção é a importância que os pequenos acontecimentos da vida, se revelam grandes e cheios de significados em se tratando da convivência com um cão.
Uma leitura muito boa! Se você já teve um cão ou algum animal que amou muito vai chorar no fim...



Vicki Myron de Spencer, como diz em seu livro nasceu em uma fazenda ao sul de Moneta, Iowa (cidade que por sinal não existe mais).
Ela se graduou na Hartley Iowa High School, e se mudou para Mankato, Minnesota, onde viveu. Possuindo uma licenciatura em Mankato Estado e um mestrado em Emporia State University, Emporia, Kansas.
Em 1982, ela voltou a Spencer onde passou a trabalhar na biblioteca pública.
Em 1987 foi nomeada diretora da Biblioteca onde atuou por 25 anos e meio, vindo a se aposentar em 2007, época em que escreveu seu livro Dewey - um gato entre livros, que se tornou best-seller em 2008.
Em seu livro ela conta a história de sua convivência com Dewey, um gato que foi deixado na biblioteca ainda filhote e que desde então foi criado lá.
O interessante é que apesar da fama de animais preguiçosos, e de não serem carismáticos como cães, a história emociona, a capacidade do animal em perceber seu ambiente e as pessoas que dele fazem parte, de criar vínculos e rotinas, que enriqueceram ainda mais o ambiente da biblioteca.
Outro ponto forte do livro é um passeio sobre a vida de uma pequena cidade americana, a forma como o progresso a atinge, como as pessoas vivem em comunidade.
Um livro sensível e emocionante, e sem dúvida alguma vale muito a pena ser lido.


Obs.: As rosas amarelas representam a amizade e a felicidade.

               Portal da Literatura