15 de agosto de 2009

Ódio


E ar se enche e penetra de ódio...
Ele queima como duas estrelas flamejantes...
Ele respira o ar dos pulmões...
Alimenta-se de fogo e de sonho.

Ele dança carente, 
Canta silente...
Arranhando a minha alma

Esse a inunda e encharca
De tanto...
Amor, veneno, amor.

Ele caminha livre
Viaja célere
É um corvo carregando a solidão.
É a borboleta que dorme com a morte

Esse ódio que baila, nos salões da minha alma
Que preenche o vazio...
O vácuo que esta em toda parte
Enche de vida o dia
E de desespero a noite

Ele é meu ódio,
Meu sonho...
E principalmente, meu amante indolor.


Hannibal - A origem do Mal


O filme que conta "o por quê?" do canibal mais inteligente ter começado!!

Um filme excelente, que mesmo sem a presença de Anthony Hopkins dando vida ao personagem, continua (e se possível!) está ainda mais assustador do que nunca!!

- Hannibal, A origem do mal -

Uma Tempestade

A você que sempre vigia, o aviso: isto é apenas para mim.

Descendo, flutuando em degraus
Atravessando pórticos quebrados
Chegando à gaiola do pássaro
Eu vi aquele que sempre sonha

Mil máscaras aos pés
Mil grades entre os dedos
Ele agora abre única porta
E deixa entrar os alheios olhos

Mas, terá o Louco a cura
Para a cura de sua demência?
Insano labirinto, não criado
Mas invocado pelo peito ardente

Invertendo palavras, gritando páginas
Mais uma vez, e mais uma
Ensandecido lacrimar noturno
À manhã, um sussurro dedicado

Sai ele enfim, adormecido
De sua gaiola vê o mundo
Será o mundo mais colorido
Que seu paraíso multifacetado?

Engano, tormenta e olhos esguios
Ácida língua, ferina voz
É o que recebe ao primeiro momento
E um sentimento ingrato após

Olha sempre para suas grades
Sempre encara suas máscaras
Agora, ao sol, ao dia e à luz
Sua pele queima, seus olhos ardem

O escuro foi abrigo, o silêncio companheiro
Barulho, poeira, mentira, vazio
Um Louco lembra de sua própria terra

“Contra ti eu fui, abri-te ao mundo
Encerro-te novamente no peito
És meu, sou teu, pelo amanhecer”

Eu vi, e eis que o sonhador gritou
Mãos ao chão, voz aos céus
Abre os punhos, verte a fonte
Beijando a insana tempestade

“Recebe agora a vida que nunca tive!
Ante a tua imagem, as tuas flores
Minhas pétalas, nossas páginas,
Escrevo a sanguínea sonata do Caos

“Apenas em mim, novamente, sonho
Um Louco, um Coringa, e um Mágico
Uma cortesia – silêncio! – e o riso
Mais uma vez, as notas voam
Minha tempestade, eterna, noturnal”


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Escrito no Jardim, em 14/08/2009

14 de agosto de 2009

Elísio

Oh, tu que ouviste todos os clamores
Que viste minhas noturnas lancinações
Minhas convulsivas obsessões
Mais pura demência, insânia maldita
Que eu abraço como o vampiro abraça

Tu, que recebes em ti pesadelos
Recrio em ti infâncias findas
Acalento em ti labirintos e risos
E o som que agora não ecoa em ti
Te traz inteiro e só a mim

Sempre escuro, ao mundo fechado
Tens teu próprio sol, tua grama
Lobos correm em tua volta
Palavras decoram tuas faces
Anfitrião de meu sacrifício

Um súcubo, um dragão, um pássaro!
Deito em ti como um gato
Lascivo corpo a ansiar teu chão
Sou em ti o que mais desejo
És em mim um infinito mausoléu

Dedico a ti esta e as outras
Que apenas a ti confio encarcerar
Recebe a graça de verdadeiro rosto
Pois apenas quando só nós dois cai a máscara
Beijo a tua face, transcendente elísio!


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Escrito no Jardim, em 05/08/2009. Ao meu infinito pequeno quarto.

Cinza


Em braços que não toquei
Me perdi como criança
Brincando em areia, ao vento
Construí outro mundo, novo castelo

Pois cada dor e cada mágoa
Cada frio, névoa ou temor
Se tornaram pó sobre o piano
Enquanto martelos arrebentam cordas

Cores se perdem nos sons
Mas não voltam, nada volta
Espero que a surpresa venha
Mas só me cumprimenta o silêncio

E cada riso falho que nasceu
Cada ardente olhar que brotou
Tornou-se daninha a crescer
Envolvendo as notas enfermas

Olhos permanecem vivos
Dedos ainda coreografam a dança
Mas foi-se longe o átimo,
O fiasco quebradiço de vida

O corpo que agora abraças
Não passa de pele e ossos
E um fino lápis denuncia
As cartas não entregues

Ainda que de tua fonte beba
Que tua mão eu beije
Que meu pulso dilaceres
Que meus ossos se dissolvam

Não há banquete que acorde
O que no abismo nasceu
Podes avermelhar teus dentes
São tuas as inabitadas veias

Pois a mim resta o tempo
Resta a maldita espera gritante
No vazio cinza que o céu consome
Restam minutos que não dançam

Fica apenas o silêncio interno
Imerso em oceanos de palavras
Tempestade em meus pulmões
Sorrisos em teus lábios

Deixa-me somente o sono
Tira-me o vermelho, o ritmo
Mas deita-me no chão
Canta-me uma cantiga invernal
E em tuas mãos adormecerei.


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Escrito no Jardim, em 01/07/2009

PetShop of Horrors


Sabe quando crianças pedimos para nossa mãe para ter um cachorro? Em geral, elas respondem não porque é muita responsabilidade... Mas sempre acabamos por conseguir, até que começamos a cansar de levar o bicho pra passear, fazer xixi, dar comida, água, banho... E no fim acaba que nossa mãe cuida dele pra gente...

Em geral, não sofremos com nossas falhas!

Mas nesta loja, de animais raros, não cumprir com as recomendações pode ser um perigoso erro!

Um dos melhores animes que já vi!!

PetShop of Horrors - Episódio 1

PetShop of Horrors - Episódio 2

PetShop of Horrors - Episódio 3

PetShop of Horrors - Episódio 4 (Final)



O Vampiro Armand



No filme "Entrevista com o Vampiro" Louis de Point Du Lac em sua busca por outros de sua espécie, se depara em sua viagem para a Europa com Theatres Des Vampires, um teatro formado por vampiros, que enquanto matam publicamente suas presas, uma platéia aplaude.

O aparente líder deste grupo, um vampiro de nome Armand aparece (no filme interpretado por Antonio Banderas), mas sua história é um mistério que nos é desvelado nesta obra.

O vampiro Armand conta a história deste vampiro misterioso, com seu famoso rosto de "Anjo de Boticelli" e uma astúcia de um demônio, sua história se torna uma saborosa aventura sobre as noites de Veneza.

- O Vampiro Armand -