14 de outubro de 2009

Vampire: The Requiem “Wicked Dead”


Recentemente saiu o suplemento para Vampire: The Requiem “Wicked Dead”. Que tem seu foco voltado para todo o tipo de criatura que poderia facilmente ser classificado como vampiro, mas que é bastante diferente dos amaldiçoados tradicionais.

O livro é dividido em dois grandes capítulos: “Verdade: Tom, o Vampiro” (onde 12 tipos de vampiros diferentes são apresentados) e “Consequência: Jorge e Miranda” (os terríveis erros que os vampiros criam e se voltam contra eles), que por sua vez possuem capítulos menores dentro de si dedicados a cada um dos novos seres sobrenaturais que aparecem. Como nos demais livros de Réquiem, “Wicked Dead” é inteiramente colorido e possui uma arte belíssima encabeçada por Craig Grant.


Os Aswang: Uma criatura sobrenatural que traça suas origens do sudeste asiático, que representam de certa forma um elo entro os mitos do vampiro e dos metamorfos. Basicamente pessoas comuns durante o dia e que a noite se transformam monstros terríveis que nem eles desconfiam. Esses transmorfos bizarros (um dos tipos é um morcego gigante com garras longas) se alimentam de sangue humano e precisam do mesmo para sobreviver.



Baykosh: Predadores que caçam os sobreviventes de conflitos, tirando o tempo que lhes resta e seus corações e fígados. Eles são fantasmas que vagam pelas zonas de conflito (de guerras mundiais, a batalha contra o narcotráfico nas grandes cidades americanas) se alimentando daqueles participantes que conseguiram sobreviver. O fantasma come o tempo de vida de suas vítimas e no fim também seus órgãos. Um bom antagonista para jogos de Geist.

Os bhüta: Fantasmas que possuem pessoas inocentes e as transformam em monstros. A diferença aqui repousa na conseqüência. Ao contrário dos fantasmas tradicionais, os bhuta destroem completamente o espírito do corpo hospedeiro que possuem, e o próprio corpo começa a se degenerar aos poucos depois da possessão. Para se manter no mundo físico esses fantasmas precisam devorar o corpo e o sangue de outros seres. Outro antagonista para Geist ou Mage, vampiros não saberiam lidar bem com esse tipo de ser.

Cihuateteo: Feiticeiros que buscam escapar da dor e da perda, através da imortalidade e da hematofagia. Humanos que aprendem os velhos ritos do deus asteca Tezcatliploca e conseguem fugir da morte sob a benção sombria desta divindade. Forçados a manter vivos os rituais de sacrifício deste antigo povo.

Cymothoa Sanguinari: Um parasita que se implanta em sua boca, rouba sua mente a coloca ovos dentro de você (alguém, alien?). Preso dentro de sua consciência, você é forçado a ver seu corpo como um zumbi bebedor de sangue. A coisa é mais bizarra do que parece, baseado na Cymothoa Enxigua ele realmente substitui sua língua e começa aos poucos a controlar você. Lembra bastante o Las plagas e outros seres à la resident evil.

Formosae: Desde os tempos Romanos, eles deixam suas vítimas belas e moribundas, se alimentando das frustrações e da feiúra de seus suplicantes. No processo elas se tornam terrivelmente obesas com a inveja e com os desesperos dos mortais que a alimentam.

Ghûls: Baseados nas lendas árabes, eles se espalham pelo mundo em busca da carne de cadáveres. Vivos, mas verdadeiramente imortais, todos os ghûls são vítimas de uma maldição sinistra e de uma existência que é continuamente elevada ao seu limite.

Jiang Shi: Os vampiros saltadores fazem parte das lendas do oriente distante há tempos imemoráveis. Eles são verdadeiros. Uma mistura sinistra entre um fantasma e um vampiro os Jiang Shi assombram as noites asiáticas há muitos séculos, devorando o sangue de inocente e predando sobre aqueles mais próximos de seus grilhões.

Os Mnemovores: Criaturas patéticas, que se alimentam das memórias de suas vítimas. Similares aos vampiros em características, os Mnemovores sabem ainda menos sobre si mesmos, esquecendo-se de seu próprio passado mais rápido do que são capazes de devorar os dos outros.

Os penanggalan: Seres que deixam seus corpos para trás. Cabeças e entranhas flutuantes que voam e gritam pela noite. Esse aqui já inclusive apareceu nas revistas do Hellboy. Originais da Malásia, os penanggalan mantêm similaridades tão grandes com os vampiros comuns (exceto pela forma) que chegam até mesmo a participar das cortes destes, ainda que seja necessário um príncipe local ou louco para aceitar um ser como esse entre os seus.

Ragged Men: Vampiros temem falar sobre estas criaturas, que infestam seus corpos e depois devoram seus hospedeiros. Um parasita com um longo ciclo de vida que perpassa pelos mortos-vivos para ser concluído. Sua forma final meio humanóide/larvesca também é muito resident evil 5.

O aparato de Rizzetti: Ele dá a imortalidade ao seu usuário, construído por um “italiano” do século XVII, ele possui em sua composição umas estrenha bactéria capaz de curar a quase tudo... Mas o preço, é que o aparato o deixa faminto, e uma das poucas substâncias que a bactéria se alimenta é de sangue.


As criaturas do segundo capítulo, ou as conseqüências de ações vampíricas:

Draugr: É um conto de aviso, vampiros que perderam toda sua humanidade e agora são caçados como as bestas que são. Separados de seus colegas mais humanos eles agora são monstros guiados apenas por seus vícios e seus instintos inumanos.

Larvae: Quando um draugr abraça ou um vampiro comete um erro ao criar sua progênie, o resultado é algo horrendo e irracional, um terrível seguidor sanguíneo. Estes Larvae viajam em grupos e são uma grande ameaça a mortais e amaldiçoados. Outros o vêem como poderosos servos a serem domados.

Os Strix: Eles retornaram do seu lugar de descanso. As Corujas possuem e se refestelam fazendo coisas horríveis Eles buscam vingança. Já é o quarto livro no qual esses seres são referidos, aqui finalmente eles ganham sistemas e explicações um pouco mais coesas, assim como seus status nas noites de hoje.

Dampyr: Todos sabem que um vampiro e um mortal não podem ter filhos, exceto quando eles conseguem. Os meio-vampiros sabem demais e muitas vezes possuem um destino. Uma irresistível atração por amaldiçoados, o sangue do Dampyr carrega em si uma maldição que pode destruir para sempre todos os vampiros.



13 de outubro de 2009

Rammstein


A banda de metal alemã, Rammstein sempre gostou de "causar" por meio de suas músicas, clipes entre outros.
No seu site, há algum tempo, está disponível um novo clipe com o nome nada discreto "Pussy" que já está causando furor internet afora. O vídeo, que foi dirigido pelo renomado diretor Jonas Åkerlund (suéco que já trabalhou com bandas como Metallica e Prodigy) é repleto de cenas de sexo e sadomasoquismo. 

A banda alemã Rammstein prepara-se para lançar o seu novo álbum, Liebe Ist Für Alle Da, no dia 16 de Outubro e com tracklist abaixo.

Tracklist:

01. Rammlied
02. Ich Tu Dir Weh
03. Waidmann’s Heil
04. Haifisch
05. B******
06. Fruehling In Paris
07. Weiner Blut
08. Pussy
09. Liebe Ist Fur Alle Da
10. Mehr
11. Roter Sand



fonte: Ambrosia

8 de outubro de 2009

Apocalyptica




É uma banda finlandesa de três violoncelistas, e um baterista (a partir de 2005) formada em 1993 que se reuniram para fazer covers do Metallica no Teatro Heavy Metal Club (ficou melhor que original, na minha opinião).
Em 1996 foi lançado seu primeiro álbum com apenas covers do Metallica, porém em 98 no seu segundo álbum a banda vai além dos Covers, e arrisca regravações de músicas de "Faith No More", "Sepultura" e "Pantera" e mais três faixas compostas por Eicca Toppinen.
Em 99 um dos membros deixa a banda (Antero Manninen) e é substituído por Perttu Kivilaakso. Em 2002 nova baixa, Max Lilja deixou o grupo e uniu-se a uma outra banda finlandesa, os Hevein, deixando os Apocalyptica com três membros.
O grupo costuma executar (e conceder) parcerias de sucesso:

Dave Lombardo / Slayer (Reflections e Apocalyptica)
Emmanuelle Monet (Manu) / Dolly (En Vie)
Lauri Ylönen / The Rasmus (Life Burns! e Bittersweet)
Linda Sundblad / Lambretta (Faraway Vol. 2)
Marta Jandová / Die Happy (Wie Weit/How Far)
Matt Tuck / Bullet for my Valentine (Repressed)
Matthias Sayer / Farmer Boys (Hope Vol. 2)
Max Cavalera / Soulfly, ex-Sepultura e atual Cavalera Conspiracy(Repressed)
Nina Hagen / (Seemann)
Sandra Nasic / Guano Apes (Path Vol. 2)
Ville Valo / HIM (Bittersweet)
Corey Taylor / Slipknot e Stone Sour (I'm Not Jesus)
Cristina Scabbia / Lacuna Coil (S.O.S.)
Adam Gontier / Three Days Grace (I Don't Care)
Till Lindemann / Rammstein (Helden)


Integrantes Atuais:

Eicca Toppinen (formador) - Violoncelo
Paavo Lötjönen (formador) - Violoncelo
Perttu Kivilaakso - Violoncelo
Mikko Sirén - Bateria

Ex-integrantes:

Antero Manninen (toca no grupo como convidado) - Violoncelo
Max Lilja (Atualmente é o violoncelista de Hevein e Tarja Turunen) - Violoncelo


Albúns:

Plays Metallica by Four Cellos (1996)

Inquisition Symphony (1998)

Cult (2000)

Reflections (2003)

Apocalyptica (2005)

Worlds Collide (2007)

Compilações

Best of Apocalyptica (2002) (Japão)

Amplified / A Decade Of Reinventing The Cello (2006)


Vídeos






Site Oficial

Música para o coração



Agência FAPESP – Ouvir música pode ter efeitos benéficos para o sistema cardiovascular – mas só se for música agradável e da preferência do ouvinte. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e apresentada nesta terça-feira (11/11) em reunião da Associação Norte-Americana do Coração, em Nova Orleans.

A pesquisa destaca os efeitos da música no funcionamento da circulação sangüínea. Segundo os autores, músicas selecionadas por voluntários entre as que produziam a sensação de bem-estar, ao serem ouvidas, ajudaram a promover a dilatação dos vasos e a aumentar o fluxo sangüíneo.

Por outro lado, músicas consideradas “estressantes” levaram à contração dos vasos e à redução no fluxo sangüíneo. “Havíamos demonstrado anteriormente que emoções positivas, como o riso, são boas para a saúde vascular. Desta vez, decidimos verificar se outras emoções, como as evocadas pela música, teriam efeito semelhante”, disse Michael Miller, professor da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e um dos autores do estudo.

“Como sabíamos que os indivíduos reagem diferentemente a tipos diversos de música, permitimos que os participantes escolhessem o que queriam ouvir, com base em seus gostos pessoais”, disse.

Dez pessoas saudáveis, não-fumantes, com idade média de 36 anos, participaram em todas as quatro fases do estudo. Na primeira, os voluntários ouviram músicas que trouxeram ou indicaram como favoritas. Na segunda fase, ouviram música que os faziam se sentir ansiosos. Na terceira, foram submetidos a sons destinados a promover relaxamento e, na quarta, a vídeos humorísticos.

Quando não estavam no laboratório, os participantes evitaram ouvir músicas de que gostavam por pelo menos duas semanas. “A idéia era que, ao ouvir as músicas de que mais gostavam, eles tivessem uma dose extra de emoção”, explicou Miller.

Os participantes foram submetidos a testes para determinar como o endotélio – a camada celular que reveste interiormente os vasos sangüíneos e linfáticos – responde a estímulos variados. O endotélio atua na regulagem do fluxo sangüíneo e na coagulação, além de secretar substâncias químicas em resposta a ferimentos ou infecções. Também tem importante papel no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Segundo o estudo, o diâmetro dos vasos sangüíneos analisados (no braço) aumentou 26% após a fase de audição de músicas alegres e contraiu 6% após os voluntários ouvirem música que os deixavam ansiosos. O aumento foi maior do que nas fases de relaxamento (11%) e de assistir a vídeos que estimulavam risadas (19%).

Os pesquisadores destacam que a audição de músicas consideradas alegres pode afetar a atividade das endorfinas. “O componente emocional pode ter um efeito de mediação da endorfina. Mas os resultados do estudo até o momento indicam que a música pode representar uma nova estratégia preventiva para a saúde do coração”, disse Miller.


fonte: Site FAPESP.

Incolor






Meus olhos ardem
Meus dedos não congelam, nem queimam
A ave pálida do Nada pousa
Em ombros que já não a sentem

Meus olhos ardem
E o tempo só esbarra no corpo
No rosto seco que já chorou
Que se fecha num poslúdio sem sabor

Meus olhos queimam
E carícias já não bastam
Notas leves os ouvidos não querem
Eu quero o sforzando de um presto final

Meus olhos queimam
E o corpo pede alimento, negado
Os braços querem calor, negado
O abismo me fita mais uma vez

Meus olhos falham
E a maldita névoa renasce
Com um riso de hiena
E garras - letras indistinguíveis

Meus olhos falham
E a pele pede perfumes
E o pescoço pede teu toque
De puro gelo, delicioso azul

Meus olhos erram
Aquela linda sombra a voar
É reflexo, refração de uma tolice
Idiotice pura de um louco

Meus olhos erram
E as cores dizem adeus
Não brincam em minhas retinas
Em meus salões, agora dançam

Meus olhos pedem
Uma voz, uma cadência menor
Uma diminuta cravejada de dissonantes
E dedos dançantes, ballet sem som

Meus olhos pedem
O que já não posso criar
Meus dedos mortos levantam
Para apenas manchar o papel

Meus olhos gritam
A agonia delicada do incolor
A fuga desesperada no silêncio
O staccato do toque, inerte

Meus olhos gritam
A noite os abraça - escuro
Meu lar, à negra luz,
Multicolorido Vazio dos sons.

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Escrito em 21/09/2009.
Ouvindo Sonata ao Luar, Adagio Sustenuto - L. v. Beethoven

7 de outubro de 2009

O Historiador - Elizabeth Kostova


Livros de vampiros que alcançam relativo sucesso hoje em dia possuem uma característica estranha... São romances água com açúcar.
Agora é moda, histórias melosas com vampiros, é legal, mas não é só disso que o universo vamp vive...

Ele é extenso e complexo, mas principalmente ele conta a história da humanidade. Nos mostra as nossas crenças, e aquilo que acreditamos é o que somos.
O mais famoso vampiro é Drácula, e dele temos uma infinidade de histórias cinematográficas, em contos, livros, games... Mas Drácula existiu, ele foi um personagem da história real (se é que podemos distinguir real da fantasia), e Elizabeth Kostova no seu livro "O Historiador" soube pegar está parte histórica e nos mostrar que o pior do Vampiro Drácula é que ele foi real (ou ainda é!! rsrs).
Uma leitura incrivel!!!



Entrevista com a Autora retirada do site portal livros:

A autora, Elizabeth Kostova, falou deste livro e do seu fascínio por Drácula/Vlad.

Como define o seu romance “O Historiador”? Há uma relação pai-filha, História, viagens, suspense, o mito de Drácula…

Dá-me imensa satisfação reconhecer que até eu tenho muita dificuldade em colocar o meu romance numa única categoria. É literário, histórico, gótico, um mistério, um livro de viagens, uma história familiar, uma história de amor e uma meditação sobre o Bem e o Mal.

É uma história de aventuras sem um herói típico deste género. Pretendeu fazer um tributo aos livros e aos seus admiradores?

É isso mesmo. Eu queria que os heróis e heroínas do meu romance fossem leitores, professores e intelectuais.

O mundo das bibliotecas é o seu mundo ou apenas um “personagem” como qualquer outro?

Eu adoro bibliotecas. Não só os seus livros, mas também os sons e os cheiros de uma biblioteca, o odor de livros velhos, a forma como uma boa biblioteca guarda algo de toda a História do mundo.

Porque optou por escrever sobre Drácula ou Vlad, o Empalador? Para contar, à sua maneira, a história “deles” ou, ao mesmo tempo, para aprender algo sobre “eles”?

Ao escrever sobre os dois Dráculas e ao ligar as suas lendas na ficção quis criar a oportunidade de eu própria fazer muita pesquisa histórica. Também estava fascinada pelo desafio literário de tentar tornar uma figura literária conhecida num ser fresco e vivo.

E qual a razão para optar por colocar a Europa de Leste no centro do argumento? É uma região desconhecida, com histórias tradições e culturas desconhecidas, que quer revelar aos seus leitores?

Coloquei a Europa de Leste no centro da demanda dos meus historiadores porque passei muito tempo naquela região e sempre gostei das suas paisagens, e porque a história da região é bastante complexa e misteriosa para nós, ocidentais.

Precisou de fazer muitas pesquisas e investigação? Que tipo de investigação teve de fazer para poder escrever o romance?


Tive de fazer muitas pesquisas para poder escrever o romance e tentei recorrer a fontes o mais diversificadas possível, de modo a trazer para a realidade as cenas do livro: li histórias tradicionais, mas também memórias de viagens, cartas antigas e jornais; observei fotos antigas e mapas e vi filmes relativos a época, ouvi música e entrevistei habitantes de longa data das regiões sobre as quais escrevi. Foi um processo maravilhoso.

Em “O Historiador” encontramos mais realidade ou ficção?

“O Historiador” tem bastante ficção, mas uma ficção cuidadosamente baseada em factos reais. A história de Vlad Drácula do século XV são factos históricos – tanto quanto sabemos – desde o mistério da sua sepultura, e a partir daí inventei um conto sobre o que poderia ter acontecido aos seus restos mortais (mas não aconteceu). As histórias do século XX são ficção mas todos os cenários e background histórico foram cuidadosamente investigados.

O seu pai contou-lhe histórias como as que são relatadas nesta obra?

Quando era pequena o meu pai contava-me histórias do Drácula enquanto viajávamos pela Europa de Leste com a família, mas eram histórias baseadas no estilo de Bram Stoker, que tinham sido utilizadas nos filmes da sua infância. Essas histórias eram assustadoras de uma forma agradável, e não a verdadeira e sombria história de Drácula que utilizei no meu livro. O que mais me inspirou foi o ambiente de uma filha a ouvir o pai contar histórias de Drácula nas belas paisagens históricas da Europa e da Europa de Leste.

As tradições orais são muito importantes no seu romance – também foram importantes como fonte de informação para a sua escrita?

As tradições orais e a história contada de forma oral sempre tiveram muito significado para mim, assim como os registos escritos sobre esses temas.

É possível constatar que tem uma grande paixão por livros antigos. É capaz de imaginar “O Historiador” enquanto livro antigo, sendo descoberto e analisado em bibliotecas por investigadores?

Que bela ideia! Na verdade nunca tinha pensado nisso.

Acha que Bram Stoker poderia gostar de ler “O Historiador”?

Espero que sim. O livro tem muitas homenagens ao seu romance, especialmente a nível de forma – uma história contada através de cartas e outros documentos.

Tem algum interesse particular em histórias de vampiros?

Nunca me interessou a maioria das histórias de vampiros, exceptuando as de Bram Stoker, mas o folclore e as lendas à sua volta sempre me fascinaram.

Quando escreveu “O Historiador” era capaz de imaginar o sucesso que ele viria a alcançar?

Nunca pensei que tivesse o sucesso que está a ter – ainda me surpreende. Escrevi “O Historiador” quase de forma privada, de uma modo obsessivo, apenas para meu prazer pessoal, e nunca pensei que pudesse ser possível vendê-lo a uma editora porque para isso é preciso conjugar uma complexa combinação de factores. Estou estupefacta por os leitores, aparentemente, estarem a gostar tanto da obra.

O sucesso de thrillers históricos deve-se ao êxito de “O Código Da Vinci” ou o romance de Dan Brown é “apenas” mais um entre tantos outros?

“O Código Da Vinci” alargou de forma notória o público de romances históricos policiais. No entanto, acima de tudo, o que conta é a qualidade da literatura, não o número de exemplares que vende.

É mais difícil escrever uma obra de estreia ou um segundo romance depois do inicial ter obtido tanto sucesso?

Acho que é mais difícil escrever o segundo, mas principalmente porque se fica tão ocupada a viajar por causo do primeiro!

Podemos aspirar a ver Portugal integrar um dos seus futuros projectos literários?

Adorei estar em Portugal e mesmo o pouco tempo que aqui passei levou a que quisesse aprender mais sobre a sua História, que é muito, muito interessante. Não ficaria surpreendida se Portugal aparecesse no meu trabalho.




2 de outubro de 2009

H. P. Lovecraft



Howard Phillips Lovecraft é o nome de um dos maiores mestres da literatura de horror de todos os tempos. Nasceu no dia 20 de agosto de 1890, em Providence, Rhode Island, nso EUA, morrendo prematuramente aos 47 anos, deixando 60 e poucos contos e novelas, sem grandes variações no estilo ou tema.

Viveu uma vida estranha, perdeu seu pai muito cedo e passou quase toda a vida com a mãe, casou-se com uma mulher bem mais velha, após a separação, cinco anos depois, morou com duas tias até a sua morte. Viveu em sua cidade natal por toda a vida, exceto por dois anos em Nova Iorque e algumas viagens.

Era uma pessoa introvertida, preferia contato por carta (sua correspondência chega a 100 mil cartas e foi publicada nos EUA em cinco volumes), adorava gatos. Foi muito produtivo durante a adolescência, mas destruiu e nada aproveitou daquilo que escrevera.

Lovecraft é conhecido como o mestre do Indizível, suas narrativas quase sempre iniciam com o narrador contando ao leitor a ocorrência de um fato tão grotesco e assustador que não pode ser revelado; mas, subitamente, como se instado pelo interlocutor, decide abrir mão do silêncio.
Mestre na arte da descrição, usa de adjetivos pesados e muitas vezes desnecessários, que nada atrapalham a narrativa, Lovecraft nos coloca um mundo de sonhos e criaturas saídas muitas vezes de seus próprios devaneios.

Sua imaginação só é limitada por seu modo de viver isoladamente e a época em que vivia (o que para um leitor atual pode causar mal-estar e xenofobia, que Lovecraft nutria por negros, orientais e todos aqueles que não possuiam uma descendência anglo-saxônica). Seus contos tinham origens em seus sonhos, além de idéias surgidas em trocas de cartas.
Não era à toa que era amigo de Robert E.Howard, autor do famoso Conan, O Bárbaro: ambos compartilhavam características parecidas, como a solidão e o desejo de superação de suas fraquezas humanas: o que este último conseguiu através da criação de um guerreiro forte e imbatível o outro conseguiu com a criação de monstruosidades que desafiam a nossa compreensão.

Lovecraft deixou um legado que influenciou a literatura, o cinema e a música.
Provavelmente a melhor adaptação visual de um conto de Lovecraft fique mesmo com Vento Frio, episódio da série de TV Galeria do Terror, em 1971.
Pois a força de Howard Phillips Lovecraft reside justamente nisso: a força de suas imagens; imagens que prendem o leitor por completo, expondo um terror que nem sempre depende de sangue e nojo, mas do pavor, dos medos ancestrais do homem, de tudo o que é inexplicável e indizível.

Obras:

Dagon,1917
A Tumba, 1917
Polaris, 1918
Beyond the Wall of Sleep, 1919
The Doom That Came to Sarnath, 1919
O Depoimento de Randolph Carter, 1919
The White Ship, 1919
Arthur Jermyn (The White Ape), 1920
The Cats of Uthar, 1920
Celephais, 1920
From Beyond, 1920
A Estampa da Casa Maldita, 1920
The Temple, 1920
Um Frágil Ancião, 1920
The Tree, 1920
The Moon-Bog, 1921
The Music of Erich Zann, 1921
The Nameless City, 1921
The Other Gods, 1921
The Outsider, 1921
The Quest of Iranon, 1921
Herbert West: Reanimator, 1921-1922
The Hound,1922
Hypnos, 1922
Aprisionados pelo Medo, 1923
O Festival, 1923
The Rats in the Walls, 1923
The Unnamable, 1923
Aprisionados com os Faraós, 1924
A Casa Abandonada, 1924
He, 1925
O Horror em Red Hook, 1925
In The Vault, 1925
O Chamado de Cthulhu, 1926
Vento Frio, 1926
Pickman´s Model, 1926
A Chave de Prata, 1926
A Estranha Casa Suspensa na Neblina, 1926
A Cor que caiu do Céu, 1927
O Caso de Charles Dexter Ward, 1927-1928
The Dunwich Horror, 1928
Um Sussuro nas Trevas, 1930
The Shadow over Innsmouth, 1931
Nas Montanhas da Loucura, 1931
Os Sonhos nas Casas das Bruxas, 1932
Através das Portas da Chave de Prata, 1932
The Thing on the Doorstep, 1933
Sombras Perdidas no Tempo, 1934
Nas Paredes de Eryx, 1935
The Haunter of The Dark, 1935
O Clérigo Diabólico, 1937

*Os títulos em português são as publicações realizadas no Brasil.


fonte: Visite!