20 de novembro de 2009

Maquinária Festival 2009

No início deste novembro que agora já quase se despede, São Paulo tremeu sob as pancadas de uma máquina. Não, não a máquina comum do trânsito ou do stress. A máquina da música!

O Maquinária Festival 2009 ocorreu nos dias 7 e 8 de novembro, consolidando-se como um dos maiores festivais brasileiros de música e arte.
Arte? Sim, arte! O evento contou com espaços reservados à arte urbana, onde artistas plásticos puderam exibir suas obras.
Além disso, todo o evento, que ocorreu na Chácara do Jockey, em São Paulo, foi planejado pensando também no meio ambiente. Com triagem e reciclagem (feitos no próprio local) do lixo produzido no evento, auditoria de meio ambiente e atividades interativas, o festival valorizou as exuberantes árvores do local, oferecendo sombra natural nos espaços de convivência.
Espaços de convivência???? Sim! Houve restaurantes (que não estavam tão caros quanto se poderia esperar!), banheiros (os quais eu gostaria de nunca ter visitado!) e um espaço agradável entre os estandes - de marcas como Hurley e UOL - que tornaram possível não só a curtição dos shows, mas também a interação entre fãs de diferentes estilos e esferas musicais.
E música????? Cadê??????

O festival contou com dois palcos: um principal, onde ocorreram as grandes atrações; e o palco MySpace, onde bandas menores e algumas votadas em enquetes exibiram sons novos e diferentes.
Dia 7, no palco principal:
15h00 - Nação Zumbi
16h20 - Sepultura
17h40 - Deftones
19h30 - Jane's Adiction
21h30 - Faith No More

e no MySpace:
14h30 - Stevens
16h00 - Tico e o Rebu
17h20 - Sayowa
19h00 - Maldita
21h00 - Comodoro

Já no dia 8, no palco principal:
17h10 – Duff McKagan's Loaded
18h30 – Dir En Grey
19h50 – Panic At The Disco!
21h30 – Evanescence

e no MySpace:
16h00 - Volantes
16h40 - Terceira Edição
18h00 - Silicon Fly (oh não, eles não se contentaram com as vaias de 2007!)
19h20 - Hori
20h40 - Danko Jones

Opinião do autor!

Apesar de apenas ter ido no segundo dia, 08/11, queria muito poder estar presente em ambos. Isso porque o festival, o clima e o próprio espaço davam um ar de Woodstock a tudo! Incrível ver clássicos headbangers para ouvir Duff McKagan, metaleiros saídos de animes para ver Dir En Grey, seres saídos de High School Musical e Crepúsculo para ver Panic At The Disco! e todos estes e mais outros de muitos outros estilos para ver Evanescence!

Parece que a mistura não foi apreciada, certo? Errado!

É uma experiência única estar reunido com milhares de pessoas, todas em prol da música, seja esta na forma de um rock n' roll, um j-rock death metal, uma boy band ou um ex-pseudogothicpop rock. Isso porque as conversas, as zoações e, claro, os gritos desesperados ficam na sua cabeça horas a fio depois do show. E dias, semanas, meses, e talvez até anos!

O mais legal do Maquinaria Festival não é ver aquele(a) artista que você ama/adora/idolatra ali a poucos (ou muitos) metros de distância. É ver outros fãs gritando para outros artistas com a mesma lealdade que você! E, acima de tudo, é sentir a máquina da música pulsar acima, abaixo e, principalmente, DENTRO de você!

Site Oficial do Maquinaria Festival 2009

Abaixo você confere fotos e vídeos feitos por mim (!) do evento (quase nenhum está completo. Sinceramente, prefiro apreciar o show que ficar com uma câmera na minha frente olhando a telinha de LCD pra ver se enquadrei bem!). A ordem é Duff McKagan's Loaded, Dir En Grey e Evanescence (perdão aos fãs de Panic At The Disco!, mas não liguei minha câmera durante o show deles).











Vídeos:
























P.S.: Acho que não é difícil saber de qual show gostei mais, certo?
P.S.2: Agradeço muito ao Guilherme, por me acompanhar nessa excursão maluca que nos levou ao Maquinaria, e à Gabi, pela companhia perfeita durante o show do Evanescence.

13 de novembro de 2009

O Palco



Ah como a visão é bela!
Que a criança não vê mais
Olha no Espelho e não se vê
Bate no Relógio e não ouve

Que ela perdeu seus dedos!
Ah que é bela a melodia
Que as aranhas tecem e fiam
Em seus cabelos envelhecidos

As feras uivam à porta
Os pássaros batem nas janelas
E ela pede a mim perdão
A mim! Eis que ela já morreu

E ah pois eu me retorço em risos
Ao ouvir suas unhas quebrarem
Nas teclas amarelas do mecanismo
Que um dia à sua frente cantou

E ah que eu me delicio em vícios
De vê-la rabiscar o papel
Com a mão trêmula de um velho
E com a embotada luz da escuridão

A criança relê ainda! Uma vez mais
E então retorna a página
E retorna o verso e a estrofe
Ah que ela perdeu a doce metáfora!

Não, não me acuses de assassino
Sou a platéia que o poeta desejou
Sou os aplausos que o pianista implorou
Eu sou a dúvida impressa no silêncio dos olhares

Pois enquanto ela dançava, e ria
E sonhava Inércias, Ausências e Jardins
Eu jazia inquieto na minha poltrona dura
Vendo um péssimo teatro de quinta!

Ah, o fim sempre cobra seu preço!
Pois enquanto eu em bocejos assistia
Ela engasgou com o vinho de mil risos
Ela tropeçou na cratera de cinco elogios

E eu, que não sou tolo, ah não sou
Subi ao palco e meu tom acendi
Sem pedir a luz, tomei meu lugar
Pois este palco merece alguém digno

Agora inerte, nem mais enxerga, a criancinha!
É pena, pois apreciaria seu olhar
Enquanto ergo meus dedos nas teclas
E um presto brilhante rasga o silêncio

Ali, no canto, ficou o corpo fraco
Da alma nobre que me acolheu
No teatro de uma única cadeira
Eu clamo apenas à noite, ao escuro
Paz, um fim, eis que ela já morreu

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Escrito no Jardim, em 12/11/2009.


Ouvindo Adagio Sustenuto da Sonata ao Luar,
L. van Beethoven


Imagem: Capa do álbum Live, Lacrimosa

8 de novembro de 2009

Versailles Philharmonic Quintet


Versailles Philharmonic Quintet, ou somente Versailles (ヴェルサイユ・フィルハーモニック・クインテット) é uma banda de visual key japonesa, formada em março de 2007 por KAMIJO (ex. LAREINE) e HIZAKI (ex. SULFURIC ACID). Logo depois, Jasmine You, que fazia parte do projeto solo de HIZAKI, HIZAKI grace project, juntou-se ao grupo. Por último, TERU (ex. Aikaryu) e YUKI (ex. SugarTrip) foram bastante recomendados pela casa de shows Rock May Kan, e então também juntaram-se à banda.

KAMIJO e HIZAKI já tinham um conceito para uma nova banda desde o outono de 2006, e levaram cerca de seis meses para encontrar os membros adequados para que pudessem expressá-lo corretamente. Então, os membros foram anunciados no dia 29 de março, enquanto o nome da banda foi divulgado no dia 30.


No dia 2 de maio, eles postaram um trailer da aparição do Versailles no YouTube. Desde então, o grupo vem recebendo inúmeras propostas de turnês e entrevistas da mídia internacional. Até o momento eles haviam feito somente entrevistas com a imprensa internacional.

No fim de maio, uma TV alemã de documentários foi ao Japão e a banda foi entrevistada. Em junho, as entrevistas com a TV alemã foram divulgadas no Sankei Newspaper (um dos jornais mais comuns do Japão), e o Versailles era encontrado no artigo. Por causa da grande resposta que obtiveram, "Versailles Band" ficou entre as cinco primeiras expressões mais procuradas do Yahoo. Desde então eles vêm sendo chamados de "a banda do momento".

O Versailles fez sua primeira aparição no dia 23 de junho, seguida de sua primeira performance no dia 24. Nesses dias, o grupo distribuiu seu primeiro single e DVD, The Revenant Choir. No dia 31 de outubro, eles lançaram seu primeiro mini-álbum, Lyrical Sympathy, tanto no Japão quanto na Europa. Em seguida lançaram o DVD Aesthetic Violence, que podia ser encontrado em cinco versões diferentes, uma para cada membro, que incluia um perfume específico para cada um.

A banda começou 2008 lançando uma música na compilação CROSS GATE 2008~chaotic sorrow~, que foi produzida por KISAKI e KAMIJO. No mesmo ano, o Versailles atendeu aos pedidos dos fãs de outros países. Imediatamente após o lançamento de seu segundo single, A Noble Was Born in Chaos, eles embarcaram em uma turnê européia junto com a banda visual kei indies MATENROU OPERA. Depois dos seis shows, que aconteceram em março e abril, a banda voltou ao Japão para dois shows em maio. O primeiro foi a oportunidade de se apresentar no hide Memorial Summit, e o segundo foi o primeiro show one-man do Versailles, no dia 6 se maio.

O Versailles nunca se esqueceu dos fãs americanos, aparecendo na convenção A-kin, no Texas, no fim de maio, e se apresentando na Califórnia alguns dias depois. Como se não estivessem ocupados o suficiente, em julho eles lançaram seu primeiro álbum, NOBLE, que também chegou á Europa e aos Estados Unidos.



Pouco tempo depois, a banda anunciou em seu site oficial que teriam de mudar de nome devido a problemas legais com outro artista americano que já utiliza esse nome. Os fãs tiveram a oportunidade de enviar suas sugestões e o nome Versailles -Philharmonic Quintet- foi escolhido para ser usado nas atividades americanas para evitar problemas legais.

Em outubro, a banda voltou para os Estados Unidos, dessa vez para uma apresentação na convenção Anime USA, na Virgínia. Infelizmente, durante o evento, o Versailles enfrentou diversos problemas, que deixaram os fãs, a convenção e a banda decepcionados.

PRINCE & PRINCESS, seu terceiro single, foi lançado em dezembro. Mais uma vez, ele foi disponibilizado em diversas versões, dessa vez uma regular e cinco versões individuais de cada membro.

Após tanto trabalho duro e grandes feitos em tão pouco tempo, foi inevitável que uma gravadora major expressasse seu interesse pelo Versailles. Então, não foi uma grande surpresa quando foi anunciado, em dezembro, que a banda se tornaria major.

A primeira parte de 2009 trouxe à banda várias novas apresentações, como sua última turnê indies, que começou em março e se estendeu até junho. Em maio, a banda lançou dois DVDs por sua própria gravadora, a Sherow Artist Society. Em junho, eles fizeram seu primeiro lançamento major, o single ASCENDEAD MASTER, pela gravadora Warner Music Japan. Pouco depois desse lançamento, eles anunciaram o lançamento de um segundo álbum em setembro.

Recentemente, os fãs receberam a triste notícia da morte de Jasmine You (em 9/8/2009), como os membros da banda, assim como todos os fãs se ficaram muito abalados, então pararam de forma indefinida suas atividades.


Discografia:

Albúns
Noble

EPs

Lyrical Sympathy
The Revenant Choir
A Noble Was Born in the Chaos
Prince & Princess
Ascendead Master

Coletâneas
Cupia
Tokyo Rock City
Cross Gate 2008 -Chaotic Sorrow
(PRINCE)Versailles and Chariots Coupling CD

DVDs
Aesthetics and Violence - 5 Versões
History Of The Other Side
Chateau de Versailles - Live at C.C LEMON HALL



Vídeos:

Aristocrat's Symphony


Ascendead Master


Prince [Live - Chateau de Versailles]




7 de novembro de 2009

Sherlock Holmes


Sherlock Holmes é um personagem ficcional da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle.
Holmes é um investigador do final do séc. XIX e início do séc. XX que apareceu pela primeira vez no romance "A Study in Scarlet" (Um estudo em Vermelho) publicado originalmente pela revista Beeton's Christmas Annual, em novembro de 1887. Sherlock Holmes ficou famoso por utilizar, na resolução de seus casos, o método científico e a lógica dedutiva.

Holmes costuma ser uma pessoa arrogante, que está correta sobre inúmeros assuntos e com palpites certeiros. Doyle descreve um personagem como uma pessoa sem defeitos, apesar de Holmes apresentar alguns.
Além do aspecto erudito, não demonstra muitos traços de sentimentalismo, preferindo o lado racional de ser. Apesar disso, em alguns contos o Dr. Watson diz que a "máscara gelada" de Holmes cai às vezes, dando mais humanidade a Sherlock Holmes.
Orgulhoso, parece dominar vários assuntos sem Doyle descrever seus estudos. Holmes apresenta alguns hábitos peculiares como a prática de boxe.
Além disso, diz-se que é um exímio violinista.
Não se vê Holmes estudando sobre tudo, mas domina misteriosamente e incrivelmente uma vasta quantidade de assuntos do conhecimento humano, tais como História, química, geologia, línguas, etc.
Segundo Conan Doyle, Sherlock Holmes viveu em Londres, num apartamento na 221B Baker Street, entre os anos 1881 e 1903, durante o último período da época Victoriana, onde passou muitos anos na companhia do seu amigo e colega, Dr. Watson. Hoje esse endereço é um museu dedicado a Sherlock Holmes.

Para criação do personagem Doyle se inspirou no Dr. Joseph Bell (1837 - 1911), um cirurgião de Edimburgo, que era habilidoso em deduzir muito da vida e hábitos de um estranho apenas depois de observá-lo.
Bell inspirou não somente a criação da personalidade de Holmes, mas também o porte físico do detetive. Em um texto publicado no periódico The National Weekly em 1923, Doyle conta como foram seus anos na faculdade de medicina, quando iniciou o processo de criação de seu personagem mais famoso. Neste, o aluno descreve seu notável professor Bell:

"Era magro, vigoroso, com rosto agudo, nariz aquilino, olhos cinzentos penetrantes, ombros retos e um jeito sacudido de andar. A voz era esganiçada. Era um cirurgião muito capaz, mas seu ponto forte era a diagnose, não só de doenças, mas de ocupações e caráteres."
Pelo caráter arrogante de Holmes, Bell negou a inspiração e tomou-a como pejorativa à sua pessoa.

Já Sherlock Holmes, por sua vez, vem servindo de inspiração para muitos outros personagens literários ao longo das últimas décadas. Um dos mais recentes é a adolescente detetive Dixie Tepper, que incorpora muitas das características de Holmes, trazendo para a Nova York de nossos dias toda a astúcia do velho detetive. Outro exemplo bastante famoso é o detetive Adrian Monk, da série de TV homônima, que tem um senso de observação e dedução do mesmo nível de Sherlock, mas destaca-se pelo seu transtorno obsessivo-compulsivo (que, por sinal, são parte de seu sucesso como detetive). Outro personagem inspirado em Sherlock é Gregory House, da série de TV americana House M.D., chefe da ala de diagnósticos que utiliza lógica dedutiva para desvendar as mentiras de seus pacientes; House costuma sempre dizer "Todo mundo mente". As semelhanças entre Holmes e House são muitas: o homem que atirou em House se chama Moriarty, maior inimigo de Holmes, House também é viciado, também tem gosto pela música e mora no número 221.
Jô Soares também escreveu um romance (O Xangô de Baker Street, que também foi filmado), onde o famoso detetive e seu colega são mostrados de uma forma cômica perante a diversidade de nosso país.

Romances

Um estudo em vermelho - (A Study in Scarlet) - romance publicado em 1887.
O signo dos quatro - (The Sign of the Four) - romance publicado em 1890.
O Cão dos Baskervilles - (The Hound of the Baskervilles) - romance publicado em 1902.
O vale do terror - (The Valley of Fear) - romance publicado em 1915.


Contos

As Aventuras de Sherlock Holmes - (The Adventures of Sherlock Holmes) - série de 12 contos publicada em 1892.

Memórias de Sherlock Holmes - (The Memoirs of Sherlock Holmes) - série de 11 contos publicada em 1894.

O Retorno de Sherlock Holmes - (The Return of Sherlock Holmes) - série de 13 contos publicada em 1905.

Os Casos de Sherlock Holmes - (The Case-Book of Sherlock Holmes) - série de 12 contos publicada em 1927.

O último adeus de Sherlock Holmes - (His Last Bow) - série de 8 contos publicada em 1917.


Agora Sherlock Holmes aparace nos cinemas sendo representado por Robert Downey Jr. e seu ajudante Dr. Watson será vivido por Jude Law.
O filme será baseado na HQ de Lionel Wigram intitulada Sherlock Holmes, a temática mais cerebral, tão comum aos contos de Sir Arthur Conan Doyle, dará um pouco mais de espaço à ação. Novas habilidades de Holmes, principalmente do que diz respeito à sua aptidão para artes marciais, serão exploradas em conjunto às já conhecidas capacidades de investigação do detetive.
O trailer com certeza mostra bastante cenas de ação e comédia nesse filme que estréia por aqui em Janeiro de 2010.

Vídeo

Trailer Legendado


Trailer


5 de novembro de 2009

Tristania

Com um estilo que vai desde o symphony metal até o death metal, passando por doom e black metal (esses rótulos às vezes irritam), Tristania é uma banda tão rica em sonoridades que é impossível enquadrá-la em um único estilo.

A banda norueguesa foi formada em 1996, por Einar Moen (sintetizador), Kenneth Olsson (bateria) e Morten Veland (guitarra e vocal). Para uma primeira demo, a vocalista Vibeke Stene foi convidada, vindo logo depois a se tornar membro oficial da banda.

Uma coisa importante (e muitas vezes ruim) no Tristania é a saída de seus integrantes...
Em fins de 2000, Morten Veland sai da banda por diferenças pessoais e monta o Sirenia. Østen Bergøy, que até então fazia vocais limpos como convidado, se torna membro oficial, e Kjetil Ingebrethsen substitui Veland.
Em 2006, Kjetil deixa a banda, sem ressentimentos, e em 2007 Vibeke Stene, o brilho intenso na sonoridade do Tristania, deixa a banda, para lecionar canto.
Em outubro de 2007 a cantora italiana Mariangela "Mary" Demurtas é anunciada como nova vocalista da banda. Porém, até agora nenhum álbum com Mary foi lançado.

As músicas incluem vocais líricos e dramáticos (Vibeke Stene), vocais masculinos limpos e muito graves (Østen Bergøy) e vocais guturais extremos (Morten Veland e posteriormente Kjetil Ingebrethsen), violinos, órgão de tubos, flautas, violoncelo, além de guitarras pesadas e uma bateria admiravelmente criativa e pesada ao mesmo tempo.


Observação: Para descompactar os arquivos é necessária a senha: sigmametal.blogspot.com

Demos e Singles:

Tristania - 1997
Angina - 1999
Sanguine Sky - 2007

Álbuns:

Widow's Weeds - 1998
Beyond the Veil - 1999
World of Glass - 2001
Ashes - 2005
Illumination - 2007

Live:

Widow's Tour - 1999 (áudio)

Site oficial da banda


Vídeos:









Links: Blog Sigmametal

Marionete



À furtiva luz de um rubro crepúsculo
Repousa a bela marionete caída
Descansa o corpo preso a fios
Olhos vítreos, frios, a não-enxergar

Pois eis que ela acordou mais uma vez!
Trouxeram os pássaros o seu manto
Alva seda a contornar uma pele rija
Suas lágrimas queimaram os fios

Anda, como a criança a aprender
Chora, como o cego a rever
E ouve sua voz, trôpega, a gritar
Que a noite uma vez mais a abraçou

Salta a janela, segue estrelas
E corre! Pés livres, olhos vivos
Alma a dançar com a dádiva almejada
Uma noite a mais como um anjo

Enxerga o mesmo lago, espelhado
Acaricia sua face mais uma vez
Como tantas vezes fez o bufão
Em um torpe espetáculo ao dia

Mas desta vez, ah que é ela mesma
Não um boneco, matéria inerte
De volta ao seu lar, ganha asas
Como um sonho, vê na água o paraíso

Mas o céu a acolheria agora?
A lua refletida a convida
À longa jornada ilusionada
Em cem mil noites de cárcere

Asas de pano, ela pensa
Corpo de um boneco, ela sente
Ah, que o sonho da criança é ofuscado
Pelo espinho impiedoso da Razão

Mas pássaros voam, a chamam
As copas das árvores a convidam
Nuvens a convocam como a mais bela dançarina
Que o balé dos céus já acalentou

Pois então tenta, bate as asas
Reaprende e saboreia como delícia
O vento a erguer seu lacerado corpo
E chora, ao seu lar retorna, viva.

Mas ah, que o sol agora acorda
E o sonho acaba, e a música cessa
E de um céu antes noturno despenca
Um boneco vestido de anjo

Em seu lago mergulha, e dorme
Longe dos céus, perde as asas
Longe dos fios, finalmente sorri
Livre, ante o céu, a sonhar


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Escrito no Jardim, em 26/10/2009.

Imagem: esboço de Sasha, personagem de Misty Circus, por Victoria Francés

31 de outubro de 2009

Halloween


O Halloween, também conhecido como o Dia das Bruxas, começou como uma comemoração de países anglo-saxônicos, como os Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Inglaterra.

A origem da comemoração está por volta do ano de 600 a.C. entre os povos que viviam na Gália e as Ilhas Grã-Bretanha. Inicialmente era apenas uma comemoração do Samhain (lê-se Sou-en), que significa fim do verão, na língua celta.

O Samhaim (irlandês: Samhain/ Gaélico escocês: Samhuinn/ Manês: Sauin e em Gaulês Samonios) era o festival que comemorava o Ano Novo Celta, também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos 8 Sabbats dos Bruxos, além do mais conhecido e comemorado por não iniciados .


A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (1 de novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século VII, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos, é observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.

No Hemisfério Norte é comemorado no dia 31 de outubro e no Hemisfério Sul no dia 1 de maio.

Os antigos acreditavam que durante esse período as almas dos mortos retornavam a seus antigos lares para visitar suas famílias, e para buscar alimento e se aquecerem no fogo. Era nesta época que os véus que separam os mundos (sobrenatural do real) se tornava mais fino, e os Portões das Sidhe está aberto, onde humanos e fadas podem estar juntos.

É a noite onte o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas semanas. O Sol se encontra o mais baixo no horizonte, sendo o momento para se refletir e quando nos lembramos daqueles que partiram para o País de Verão.

Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.

Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as "descansar" durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.


Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O'Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. As sombras provocadas pela face esculpida na abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.
Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.



O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating, nas noites de Halloween, é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelo seus habitantes. O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.

Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.

Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.

Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.


Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.

Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas: preta, laranja.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolotas, giesta, maçãs beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, folhas do carvalho, abóboras, sálvia e palha.



Mas e no Brasil?


No Brasil o dia 31 de outubro não é Halloween, na verdade desde de 2003 segundo a Lei Federal nº 2.762 (ainda não aprovada) é o DIA DO SACI!!!
Meio Xoxo?! Se você não conhece...Talvez?! Vamos falar um pouco sobre ele:



Não existe uma origem certa para o mito do Saci, e mesmo a figura do negrinho do gorro vermelho e pito na boca pode variar.
Os primeiros relatos deste ser datam do séc. XIX na Região Sudeste, em Minas e São Paulo. E em Portugal existem relatos de uma entidade semelhante.

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo.



Entre os Tupinambás existe uma ave de nome Matintaperera, que com o tempo passou a se chamar Saci-pererê, e a figura de ave foi substuída por um caboclinho de uma perna só.
Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações: por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda. Há uma versão que diz que o Caipora é seu Pai. Dizem também que eles – um bando de Sacis – costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer. O Saci tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.

Pretinho arteiro, traquinando e assobiando pelas estradas em horas-mortas, amola os animais, com suas travessuras, trançando-lhes as crinas. Com efeito, o viajante que, no sertão, ao cair da tarde, cochilando o seu cansaço, as pernas caídas sobre o estribo da sela, busca o pouso para descansar os membros doloridos da jornada, ao encilhar a montaria, na manhã seguinte, para seguir viagem, encontrará muitas vezes, a crina do animal emaranhada.

Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”.


De todos é provavelmente o que conseguiu se manter mais nitidamente como uma entidade benevolente, quando muito um tanto brincalhona, mas inofensiva.
Monteiro Lobato foi responsável pela popularização desse duende travesso. Em suas histórias, Lobato conta que os sacis nascem em “sacizeiros”, taquaruçus que ficam na parte mais espessa das florestas. Ficam sete anos dentro dos gomos antes de poderem sair, e depois vivem no mundo por 77 anos. Depois, viram cogumelos venenosos ou orelhas-de-pau. Nos taquaruçus eles se escondem durante o dia, já que o sol é seu maior inimigo. Segundo as próprias palavras do saci para Pedrinho, no livro de Lobato, eles não precisam aprender nada, pois já nascem sabendo tudo o que precisam.

Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras.

Rapidinhas com o Saci:

1. Ele tem as mãos furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos.


2. O saci nasce e vive nos bambuzais mas não se pode olhar no oco do bambu para vê-lo pois ele pode soprar a brasa do seu pito no olho e cegar o curioso.


3. Existem três espécies de saci: trique, saçurá e o pererê. O saci-trique emite um ruído característico ("Trique"), o saçura é um negrinho de olhos vermelhos e o saci-pererê é o mais comum e corresponde às descrições por nós conhecidas.


4. Segundo as superstições, quando se perde algum objeto, pega-se uma palha e dá-se três nós, pois se está amarrando o pênis do saci. Enquanto ele não achar o objeto desfaz os nós. Ele logo faz a gente encontrar o que perdeu porque fica com vontade de mijar.


5. Apenas mais tarde que o tornaram negro, o saci era uma ave na tradição indigena.


6. O Saci entra por alta noite nas alcovas, e pelo buraco da fechadura da porta. Tem na cabeça um barrete encarnado, escarrancha-se à vontade em cima das pessoas e a ele são atribuídos os grandes pesadelos. Só quando a pessoa acorda, é que ele vai embora. O pesadelo é o Diabo que vem com uma carapuça e com uma mão muito pesada. Quando a gente dorme com a barriga para o ar, o pesadelo põe a mão no peito de dorme e não deixa gritar. Se alguém lhe pudesse agarrar na carapaça, ele fugia para o telhado, e era obrigado a dar quanto dinheiro lhe pedissem, enquanto não lhe restituíssem a carapuça.


7. A carapuça do saci é o chamado "Pileus Romano". O pileus era uma carapuça de forma oblonga, de cor vermelha. Era o legítimo e mais tradicional símbolo popular de liberdade. É a origem do barrete frígio, tornado posteriormente a imagem da liberdade individual e coletiva, materialização do governo republicano. O Pileus posto na cabeça de um escravo era a libertação. Para o saci, o pileus significaria que ele é livre para importunar a paciência alheia ligado a idéia de encantamento, da força misteriosa dos talismãs. Converge ainda a cor vermelha, sugestionadora e com séculos de significação sagrada.



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