22 de dezembro de 2009

Romances e Gaarder


Em meados do ano 1001, a nobre japonesa Murasaki Shikibu escreveu o primeiro romance da história. Conhecido como uma obra literária clássica de maior volume, apresentando 54 capítulos e mais de 600 mil palavras, Genji-Monogatari (Contos de Genji) descreve a elegante e requintada vida da corte, os sentimentos do personagem principal, Hikaru Genji, em relação às mulheres com quem se envolve e as intrigas pelo poder, retratando usos e costumes e pensamentos da Era Heian.


Embora muitos achem que romances são meras histórias de amor, eles vão além, podendo demonstrar muito mais do que uma simples história de amor, quando bem escritos eles revelam pensamentos de toda uma época, os costumes, a moral, enfim como as pessoas encaravam e enfrentavam a vida.
Então o que dizer sobre um romance da história da filosofia?


O escritor norueguês Jostein Gaarder (nascido no dia 8 de agosto de 1952, em Oslo, Noruega), é autor de livros de romances, contos e histórias infantis. 
Ficou conhecido por sua publicação de 1991: "O Mundo de Sofia" um romance, cujo tema é a história da filosofia, utilizando do personagem de Sofia, que ao longo de sua instrução no mundo da filosofia, descobre a verdade de sua existência.

O livro foi traduzido em 53 línguas, com 26 milhões de cópias impressas, sendo 3 milhões dela vendidas apenas na Alemanha.

Até então, ele lecionava filosofia na Escola Secundária Pública Fana, na cidade de Bergen, mas com o sucesso, passou a dedicar-se apenas à produção literária.


Retirado na íntegra do Wikipédia:

iagnosen og andre noveller (O Pássaro Raro) (1986)
Barna fra Sukhavati (Viagem a um Mundo Fantástico) (1987)
Froskeslottet (O Castelo do Príncipe Sapo) (1988)
Religionsboka (1989) - em parceria com Victor Hellern e Henry Notaker (O Livro das Religiões)
Kabalmysteriet (O Dia do Curinga) (1990)
Sofies verden (O Mundo de Sofia) (1991)
Julemysteriet (Mistério de Natal) (1992)
Bibbi Bokkens magike bibliotek (A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken) (1993)- em parceria com Klaus Hagerup.
I et speil, i en gåte (Através do Espelho) (1993)
Hallo? Er det noen her? (Ei! Tem alguém aí?) (1996)
Vita Brevis (Vita Brevis) (1996)
Maya (Maya) (1999)
Sirkusdirektørens datter (O Vendedor de Histórias) (2001)
Appelsinpiken (A Garota das Laranjas) (2003)
Sjakk Matt' (Xeque-Mate) (2006)
De gule dvergene (Os Anões Amarelos) (2006)


Entrevista com o autor, Publicado na Folha Online no dia 18 de agosto de 2005:

Folha - Em "O Mundo de Sofia" você ensina filosofia. Agora, em "A Garota das Laranjas", busca ensinar algo sobre o Universo?

Jostein Gaarder - Realmente falo bastante do Universo no livro, mas não tinha a ambição de ser um professor quando o escrevi. Queria escrever uma história de amor. O que acontece é que o personagem não tem qualquer filtro cultural entre si mesmo e o mundo, preferindo relacionar-se diretamente com o Universo. Vive, assim, uma existência mais nua do que em "O Mundo de Sofia".

Folha - A literatura é uma boa forma de transmitir conhecimento, como ciência ou filosofia?

Gaarder - É a segunda melhor maneira. A melhor é a conversa, o diálogo com os jovens ou entre professor e aluno. Sempre, desde a antiga filosofia grega, o diálogo entre as pessoas vivas foi a melhor maneira de lidar com a filosofia.

Folha - Filosofia e ciência devem se popularizar?

Gaarder - Com certeza, especialmente a ciência. Muito pouco da ciência moderna está popularizado. Não leio mais tanta filosofia nem tantos romances, leio biologia, astrofísica. As grandes questões filosóficas, como a natureza do Universo ou a existência de Deus, hoje são discutidas pelos cientistas, não mais pelos filósofos. Filósofos agora discutem linguagem, arte, coisas assim.

Folha - Como concilia essa atenção à ciência com a religiosidade e o misticismo que há em seus livros?

Gaarder - Pertenço à Igreja Católica e, embora não creia nela como revelação da verdade divina, encontro nela a mais importante filosofia moral. Tenho uma aproximação religiosa da vida porque sinto que minha vida e a existência do Universo são um truque mágico. Acredito na natureza do Universo por si só, e o experimento como uma revelação. O que é místico são essas existências.

Folha - Você sempre usa uma linguagem acessível a jovens. Que idade prefere para seus leitores?

Gaarder - Varia de livro para livro. Mas acredito que uma boa história para crianças pequenas será também uma boa história para adultos, embora o contrário não seja sempre verdadeiro.

Folha - O mais importante na literatura é a história?

Gaarder - Sim, não precisamos dos livros, mas das histórias. Diversas sociedades no mundo nunca tiveram livros, mas nenhuma prescindiu das histórias. Na sociedade moderna, perdemos o hábito de contá-las e começamos a esquecê-las. Por isso, tivemos que escrevê-las. Cem anos atrás, por exemplo, não havia qualquer livro infantil na Noruega. Mas havia muitas histórias, mais do que podemos encontrar hoje.

Folha - Você escreve o mais profunda e eloquentemente que pode ou prefere a simplicidade?

Gaarder - Tento ser simples. O pensamento claro é simples e pode ser explicado facilmente. E procuro a beleza também. Como seres humanos, temos um senso estético e somos especiais por podermos ver algo como bonito.

Para ver a reportagem na íntegra, clique. E para ler a entrevista dada a revista Super interessante, clique.


Trecho da Minissérie baseada no romance " O mundo de Sofia":



Links:














19 de dezembro de 2009

Sebos


Existem alguns lugares que por terem um nome estranho parecem irreais, se você fala que foi a uma livraria, não diz muita coisa, mas quando você fala que frequentou um sebo, soa um tanto estranho.
Assim como as bibliotecas, os sebos possuem uma aura de magia impressionante. 
Faz tempo que não frequento um sebo, o último que fui,  eu adquiri o livro "A Volta ao Mundo em 80 dias - Julio Verne", nem preciso falar que gostei, não conhecia Verne e ter entrado naquele local me trouxe novas experiências... 

Mas qual é a história desse lugar que vende tantas histórias?

O nome "sebo" vem do tempo em que não havia energia elétrica e as pessoas liam à luz de velas amarelentas, sujando e engordurando os livros. O contato com as velas deixava o livro todo engordurado, ensebado, sebento, termo que evoluiu a sebo.
Outra teoria defende que a palavra decorreu de várias derivações: do particípio presente "sapiente" se fizeram várias derivadas: "sabença" ("sapientia"), no português arcaico "assabentar", "sabentar". Desta forma verbal "sabenta" e por fim "sebenta" - a obra, a coleção de notas de classe que tornava o estudante mais preparado, mais sábio.-(Silveira Bueno).

No Brasil, "sebo" tornou-se a forma vulgarizada de designar a livraria onde se vendem livros usados e raros, conforme consta no livro "Guia dos sebos do Brasil" de Jorge Brito, e no minidicionário "Aurélio".

Na obra de Brito, o autor revela que os primeiros sebos surgiram na Europa em meados do século 16, quando os mercadores e pesquisadores de papiros vendiam documentos importantes da época. O historiador Leonardo Dantas Silva conta que estes mascates eram chamados alfarrabistas (alfarrábio significa livro velho e raro), nome que os acompanha até hoje em países como a França e Bélgica, em que a atividade dos sebistas é considerada essencial para historiadores e pesquisadores em geral. Os sebos também são chamados de alfarrábios.


No Brasil, o comércio de livros usados precedeu mesmo o início da Imprensa. Devido à dificuldade de importação havia intermediários de livros já no século XVII. O comércio desenvolveu-se mesmo após a chegada Família Real (1808). 

É possível reconhecer, em linhas gerais, alguns traços comuns entre as pessoas que visitam sebos regularmente. Dentre os principais atrativos listados pelos assíduos, estão a raridade de títulos e os preços inferiores aos dos livros novos. Parte desse público aprecia antiguidades de uma forma geral e ainda há os colecionadores, que buscam, por exemplo, obras autografadas ou não mais publicadas.

A maior parte dos clientes possui uma formação educacional média ou superior. A maior demanda é do acervo de literatura clássica, poesia e das obras cujo conteúdo se relaciona ao campo de formação de cada leitor.

O público é composto em geral por apreciadores de livros que têm um prazer intelectual na leitura das obras e na preservação da memória delas.E eles se demoram, muitos passam horas descobrindo os livros e decidindo quais comprar naquela visita. Professores, escritores, acadêmicos, jornalistas e colecionadores formam uma parcela significativa dos frequentadores de sebos. 

 



A economia em torno do sebo

Uma das razões que explica o crescimento da procura pelos sebos é a diminuição do poder de compra da classe média que busca alternativas mais apropriadas a sua renda. A maior circulação dos livros pode indicar também uma perda da “aura” que, muitas vezes, acompanha essas publicações. Os livros deixam de pertencer a um dono só. A existência dos sebos contribui, de alguma forma, com a democratização do acesso ao livro.

Dentre as sugestões de melhorias dos sebos, os clientes destacam preços mais baixos na venda e mais altos na compra de livros acrescentados ao acervo. O processo de formação do preço dos livros usados segue alguns critérios gerais, segundo o blog do sebo "traça":


-livros comuns em catálogo custam, em média, metade do preço de novos

-livros comuns fora do catálogo, com procura, até a totalidade do preço de novos

- livros comuns fora do catálogo, sem procura, até metade do preço de novos

-livros raros: dependem exclusivamente da oferta e da procura

Algumas obras muito raras chegam à casa de milhares de reais, enquanto outras não chegam a R$ 1. Há até sebos com "moeda própria".O sebo carioca Berinjela estabelece seus preços na “moeda berinjela”, cada uma equivale a R$ 2




Sebos : vestígios e futuro

Os livros usados além de levar como quaisquer outros, o conhecimento procurado, revelam curiosidades e marcas. Suas páginas têm acontecimentos, experiências, sentimentos encobertos. Há memórias por detrás das anotações, dedicatórias e folhas marcadas. A aparência não revela tudo o que um livro provocou em alguém. O novo dono desconhece o caminho de seu livro até ali.

A socióloga Márcia Delgado, autora do livro Cartografia Sentimental de Livros e Sebos , marca em sua obra alguns destes vestígios e histórias. Ela escreve que boa parte do acervo dos sebos de Belo Horizonte foi vendida por viúvas. Várias delas costumam vender a biblioteca dos maridos assim que eles morrem. Há as que se desfazem da coleção para não sofrerem tanto com a lembrança de seus esposos. Outras sentem por esses livros raiva, por terem recebido a atenção que elas queriam. Para estas e aquelas o destino das lembranças foi o sebo.

Cada obra do grande acervo dos sebos forma repertórios intelectuais e concepções de mundo. Forma gente e histórias. 

Eles estão perto, acomodam-se em beiras de calçadas, entradas de metrôs ou portinhas escondidas nos centros das cidades e demonstram ser hoje um importante e crescente espaço de trocas entre gerações e culturas. Em um momento no qual o número de leitores de livros do país é ainda muito pequeno, os sebos se colocam como possibilidades de acesso à produção de idéias de uma sociedade além de importantes centros de conservação das memórias intelectuais.. Aquela idéia que se tinha deles como lugares sujos, vazios, com livros amontoados e em péssimo estado vai perdendo lugar. Os sebos se mostram hoje espaços de convivência entre a tradição e um público cada vez mais atento às possibilidades das novas mídias. Um jeito antigo e atualizado de vender aquilo que ultrapassa tempos e previsões alarmistas de fim.



A cidade dos Sebos


 
Há uma cidadezinha chamada Hay-on-Wye, no País de Gales, que é considerada a cidade dos livros. Dizem seus moradores, cerca de duas mil pessoas, que é a Meca dos bibliófilos, principalmente para os que preferem livros usados. A maioria das livrarias são sebos. Desde 1998 há um festival literário, quando mais de 80 mil pessoas visitam a cidade. Vários nomes importantes da literatura participam deste evento patrocinado pelo jornal The Guardian.

Sebos Online:





Site de busca de sebos:


              Jornalismo Online
              Recanto das Palavras

18 de dezembro de 2009

Quadrinhos


Segundo reportagem no site da Pesquisa FAPESP, revista de cunho científico, em 1944, a Revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), do Ministério da Cultura, publicou ao longo de três edições um estudo bombástico a partir de uma pesquisa feita com professores e estudantes sobre as histórias em quadrinhos, um produto de massa surgido no país na década anterior. A conclusão era das mais alarmistas: os comics constituíam um nocivo instrumento que estava prejudicando o aprendizado escolar de diversas formas: desestímulo ao estudo das disciplinas, abandono dos livros infantis e, pior, causavam preguiça mental, ao viciar os estudantes com imagens e poucos textos. Seguiu-se, então, uma guerra em escolas de todo país, quando fogueiras foram organizadas para queimar gibis. Mais lenha foi jogada no incêndio quando o professor Antonio D’Ávila publicou, em 1958, A literatura infanto-juvenil, um tratado em defesa dos livros para crianças e contra as revistinhas.

Essa idéia persistiu durante muito tempo, duas décadas se passaram antes que editoras como Ibep e Ática adotassem essa linguagem em suas publicações.
A partir daí, as coisas foram mudando, e percebeu-se que as revistinhas eram quase sempre o primeiro contato de várias gerações de crianças ( e alguns adultos, pq não?!) com a leitura.

É o que argumenta em sua tese a pesquisadora Valéria Aparecida Bari, onde ela discute a importância das histórias em quadrinhos na formação do gosto pela leitura das crianças, a partir de experiências de 2 países (Brasil e Espanha).

Para ver a reportagem na íntegra clique.

Agora quando você estiver vendo aqueles quadrinhos, não se sinta culpado por lê-los ao invés daquele livro enorme de 500 págs., quadrinhos também podem ser um instrumento interessante para veiculação de cultura, lembrando também que ele é constituido de dois elementos distintos (texto e desenho) que se completam, formando uma arte única, diferente e própria.

No blog já foi postado quadrinhos, tirinhas como Garfield, Calvin & Haroldo, Sandman, Morte, e aqui vai mais um:





MAFALDA - Quino 

Mafalda é uma tirinha escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino, a personagem foi, de nome inspirado da novela Dar la cara (David Viñas e outros), foi criada em 1962 para um cartoon de propaganda que sairia, originalmente, no diário Clarín, mas com o cancelamento do contrato, a campanha foi cancelada.

Mafalda só veio a luz do público por sugestão de Julián Delgado, na epóca editor-chefe e amigo de Quino do hebdomadário (publicação semanal) Primera Plana.

Foi publicado no jornal de 29 de Setembro de 1964, apresentando somente as personagens de Mafalda e seus pais, e acrescentando Filipe em Janeiro de 1965. Uma disputa legal surgiu em Março de 1965, e assim a publicação acabou em 9 de Março de 1965.

Uma semana mais tarde, dia 15 de Março de 1965, Mafalda começou a aparecer diariamente no Mundo de Buenos Aires, permitindo ao autor cobrir eventos correntes mais detalhadamente. As personagens Manolito e Susanita foram criadas nas semanas seguintes, e a mamãe de Mafalda estava grávida quando o jornal faliu em 22 de Dezembro de 1967.

A publicação recomeçou seis meses mais tarde, em 2 de Junho de 1968, no hebdomadário Siete Días Illustrados. Como os quadrinhos tinham que ser entregues duas semanas antes da publicação, Quino era incapaz de comentar as notícias mais recentes. Ele decidiu acabar com a publicação das histórias em 25 de Junho de 1973.

Desde então, Quino ainda desenhou Mafalda algumas poucas vezes, principalmente para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Por exemplo, em 1976 ele fez um pôster para a UNICEF ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Na Cidade de Buenos Aires existe uma praça chamada Mafalda




O mundo de Mafalda

A maioria das histórias que não eram intimamente relacionadas com a atualidade da época e com eventos hoje esquecidos têm sido reeditadas em livros. Isso exclui os primeiros, publicados no Primera Plana, mas jamais reimpressos em livros até 1989.

Mafalda (1966)
Así es la cosa, Mafalda (1967)
Mafalda 3 (1968)
Mafalda 4 (1968)
Mafalda 5 (1969)
Mafalda 6 (1970)
Mafalda 7 (1972)
Mafalda 8 (1973)
Mafalda 9 (1974)
Mafalda 10 (1974)
Mafalda Inédita (1989)
10 Años con Mafalda (1991)
Toda Mafalda (1992)
El Mundo de Mafalda (1981) (desenho animado)


Apesar de a maioria das histórias terem sido traduzidas em diferente línguas européias, bem como em chinês tradicional e simplificado, elas foram raramente publicadas em inglês; na verdade, jamais nos Estados Unidos.
Uma adaptação de Mafalda foi criada em desenho animado por Carlos Márquez em 1982, apesar da oposição de Quino em adaptações ao cinema ou teatro. O desenho é pouco conhecido e divulgado.


Links para alguns arquivos:


Fonte: Wikipédia e Pesquisa FAPESP online.

17 de dezembro de 2009

Globo de Ouro


No dia 15 de dezembro saiu a lista dos candidatos ao prêmio 67º Globo de Ouro (Golden Globe), sendo entregue no dia 17 de janeiro. Agora é torcer para os preferidos.

MELHOR SÉRIE – DRAMA

BIG LOVE (HBO) 

DEXTER (SHOWTIME) 

HOUSE (FOX)

MAD MEN (AMC) 

TRUE BLOOD (HBO)


MELHOR ATRIZ – DRAMA

GLENN CLOSE (DAMAGES)

JANUARY JONES (MAD MEN) 

JULIANNA MARGULIES (THE GOOD WIFE)

ANNA PAQUIN (TRUE BLOOD) 

KYRA SEDGWICK (THE CLOSER)


MELHOR ATOR – DRAMA

SIMON BAKER (THE MENTALIST)

MICHAEL C. (HALL DEXTER) 

JON HAMM (MAD MEN)

HUGH LAURIE (HOUSE) 

BILL PAXTON (BIG LOVE)


MELHOR SÉRIE – COMÉDIA OU MUSICAL

30 ROCK (NBC)

ENTOURAGE (HBO) 

GLEE (FOX)

MODERN FAMILY (ABC) 

THE OFFICE (NBC)


MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL

TONI COLLETTE (UNITED STATES OF TARA) 

COURTENEY COX (COUGAR TOWN)

EDIE FALCO (NURSE JACKIE) 

TINA FEY (30 ROCK)

LEA MICHELE (GLEE)


MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL

ALEC BALDWIN (30 ROCK)

STEVE CARELL (THE OFFICE) 

DAVID DUCHOVNY (CALIFORNICATION)

THOMAS (JANE HUNG) 

MATTHEW MORRISON (GLEE)


MELHOR MINI-SÉRIE OU FILME PARA TV

GREY GARDENS (HBO) 

INTO THE STORM (HBO)

LITTLE DORRIT (PBS) 

TAKING CHANCE (HBO)


MELHOR ATRIZ EM MINI-SÉRIE OU FILME PARA TV

JOAN ALLEN (GEORGIA O'KEEFFE)

DREW BARRYMORE (GREY GARDENS) 

JESSICA LANGE (GREY GARDENS)

ANNA PAQUIN (THE COURAGEOUS HEART OF IRENA SENDLER) 

SIGOURNEY WEAVER (PRAYERS FOR BOBBY)


MELHOR ATOR EM MINI-SÉRIE OU FILME PARA TV

KEVIN BACON (TAKING CHANCE)

KENNETH BRANAGH (WALLANDER: ONE STEP BEHIND) 

CHIWETEL EJIOFOR (ENDGAME)

BRENDAN GLEESON (INTO THE STORM) 

JEREMY IRONS (GEORGIA O'KEEFFE)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINI-SÉRIE OU FILME PARA TV

JANE ADAMS (HUNG)

ROSE BYRNE (DAMAGES) 

JANE LYNCH (GLEE)

JANET McTEER (INTO THE STORM) 

CHLOË SEVIGNY (BIG LOVE)


MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINI-SÉRIE OU FILME PARA TV

MICHAEL EMERSON (LOST) 

NEIL PATRICK HARRIS (HOW I MET YOUR MOTHER)

WILLIAM HURT (DAMAGES) 

JOHN LITHGOW (DEXTER)

JEREMY PIVEN (ENTOURAGE)

16 de dezembro de 2009

Réveillon das Letras


A Revista da Cultura, publicada mensalmente pela Livraria Cultura, publicou um artigo interessante sobre o réveillon deste ano e sobre algumas crenças e mandingas populares que alguns escritores usam.

Mas o mais interessante é justamente o início do artigo. São listados vários prêmios literários brasileiros que dão ao escritor dos dias atuais uma esperança de poder viver de sua arte.

Parece algo pequeno, mas se pararmos para pensar que a vasta maioria dos grandes escritores da humanidade não viviam de suas obras ou, se viviam, era de uma maneira precária e subumana, então o significado dessa perspectiva começa a ficar mais nítido. Grandes como Edgar Allan Poe, Franz Kafka e Augusto dos Anjos sofriam para ver suas obras publicadas, sem nunca receber o devido reconhecimento. O próprio Shakespeare, cujo nome qualquer criança de oito anos já ouviu pelo menos uma vez na vida, e cujas obras ultrapassam qualquer marco de espaço e tempo, não vivia nas melhores condições.

Hoje, a situação é diferente. É mais fácil (relativamente) publicar um livro, e, se o autor realmente for bom e lutar para ser reconhecido - e também tiver paciência - sua obra pode ganhar tamanha notoriedade que muitos autores atuais se tornaram celebridade. Claro que o mercado literário brasileiro é minúsculo se comparado ao de países europeus ou orientais, mas mesmo esse obstáculo não impede iniciativas como os prêmios Jabuti, Portugal Telecom e Machado de Assis.

Enfim, o escritor de hoje tem a perspectiva de viver (bem) de sua arte. E, assim, pode festejar melhor um réveillon de letras!

Artigo Réveillon de Letras, Revista da Cultura 12/2009

Alice - novo trailer



Tim Burton é conhecido como um dos diretores mais malucos de Hollywood. Bem, todo maluco nos surpreende! E é o que ele fez.

Foi lançado recentemente o trailer oficial de Alice no País das Maravilhas. Diferente do trailer teaser, lançado anteriormente e que mostrava apenas cenas rápidas mas nenhuma história, este nos dá uma (ótima) ideia do que vem por aí.

Alice, com 19 anos de idade, é pedida em casamento de maneira inusitada por alguém que obviamente ela não deseja, e foge aflita para uma floresta próxima. Olhando por uma toca de coelho...... até aí nada de surpreendente. O que (me) surpreende é o uso maestral de todos os elementos da obra original de Lewis Carroll: as flores irritantemente falantes, Tweedledum e Tweedledee fugindo de um corvo misterioso, a insânia brincalhona do Chapeleiro Louco e a insânia megalomaníaca da Rainha Vermelha, além de outros personagens, como a Rainha Branca, tão tranquila e pacífica quanto no livro, e o porco aos pés da Rainha Vermelha (?!), que tem relação com várias partes dos livros originais.



Talvez você não tenha notado, mas aqui me refiro à Rainha de Copas como "Rainha Vermelha". Isto porque a personagem de Helena Bonham-Carter é uma fusão (muito bem feita) da Rainha de Copas de Alice in Wonderland, de 1865, todo ambientado em elementos do baralho, com a Rainha Vermelha de Through the Looking Glass (Alice no Reino do Espelho, ou Alice Através do Espelho, ou ainda Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá, nas versões brasileiras), de 1871, todo ambientado no xadrez. A Rainha Branca provém desse último livro, assim como Tweedledum e Tweedledee e o jardim de flores falantes e, claro, Jabberwocky, ou Jaguadarte (na melhor versão que conheço), "o que não morre", o tal monstro gigante que destrói tudo no trailer.

O trailer e o próprio site também prenunciam uma trilha sonora magnífica, uma das marcas registradas de Tim Burton. O site, aliás, apesar de estar ainda em construção exibe fotos e imagens interessantes.


O filme será lançado em 5 de março de 2010 nos EUA, e por aqui deverá ser lançado na segunda ou terceira semana de abril. Agora é esperar (ansiosamente) para ver e ouvir o épico retorno de Alice ao seu País de Maravilhas / Reino do Espelho!

15 de dezembro de 2009

Versailles - Philharmonic Quintet


A banda de metal e visual kei Versailles - Philharmonic Quintet revelou novos detalhes sobre seu aguardado álbum.

O disco estava programado para sair em setembro deste ano, porém, a gravação teve que ser interrompida e o lançamento adiado devido à repentina morte do baixista Jasmine You.

Novidades sobre o álbum, no entanto, foram anunciados há pouco tempo no site oficial da banda: ele se chamará JUBILEE e será lançado em 20 de janeiro de 2010. Duas versões, limitada e regular, estarão à venda, a primeira contendo um DVD com o PV de ASCENDEAD MASTER (single de destaque do grupo) e de uma música inédita.

Um mês após o lançamento de JUBILEE, a banda embarcará em sua primeira turnê mundial. Entretanto, somente as datas japonesas foram agendadas até agora, começando no Yokohama SUNPHONIX HALL em 28 de fevereiro e terminando no JCB Hall, em Tóquio, no dia 30 de abril, num total de 14 shows.


Vídeo de Serenade, música que fará parte do albúm JUBILEE:


Fonte: Jame-World.