28 de março de 2010

Uchpa


Uchpa é uma banda de rock e blues rock, originada em Trujillo, Peru. É uma banda muito curiosa por que a maioria das suas músicas, são cantadas em Quíchua, língua nativa dos antigos Incas, que ainda é muito falada no Peru, Bolívia, Chile, Equador e algumas regiões do México.
Iniciando em 1994, com Freddy Ortiz, que foi o idealizador de uma banda que utilizasse a língua Quíchua em suas músicas.
Um detalhe curioso dessa banda é que eles faziam covers do Nirvana na língua Quíchua até que alcançaram seu próprio sucesso em seu país.

Os integrantes da banda são:

* Freddy Ortiz na voz;
* Marcos Maizel na guitarra base;
*Julio Valladares na guitarra solo;
* Miguel Ángel Cruz no baixo;
* Ivo Flores na bateria;
* Juan Ezpinoza (Waqrapuku, instrumento musical inca tradicional).


Discografia:

* Wayrapim Kaprichpam (1995)

* Qauka Kausay (1994)

* Lo Mejor De Uchpa (2005)

* Concierto (2006)






Fonte: Leptossomico.

27 de março de 2010

O Chá


E se pudéssemos parar?
E o mundo, como um fragmento
De sonho, se perderia
Em desnudadas fantasias

E se eu pudesse alcançar
A porta dourada, e abrir
Para uma furiosa ventania
Os tais embotados pulmões?

E se pudéssemos ver
Além das cinzas e das muralhas
Os tais verdes campos, e o orvalho
A beijar nossas cicatrizes?

E se tirássemos de ti
Todos os pequeníssimos clamores?
E a vida, em estilhaços
De ilusões, partir-se-ia

E se pudéssemos andar
Tão-só acima do rápido e sensato?
E a noite, com suas crias
Daria um banquete de Utopias

Ah, que o chá enfim terminou
E sozinha, na mesa, a criança
Ergue a xícara, turva lembrança
De um sonho do qual não bebeu

O largo sorriso, ela espera
Que surja do deserto das árvores
E as tais negras asas encubram
Um rosto que empalideceu

E o julgamento, perdido!
Ela encara o processo infindável
Do não-ser, vazio indecifrável
Ah, que o chá enfim terminou

E se pudéssemos te ouvir?
Os olhos, acinzentados
Que te vêem, não te enxergam
A ordem dissolveu suas cores

E se eu pudesse sorver
Da pequena garrafa um único gole?
Na dança-corrida tomar parte
Entre doces perfumes de eternidade

E se pudéssemos tomar
Das mãos do Ter o cetro?
E os pés, em anistia
Refariam os teus caminhos

E se pudéssemos quebrar
A tão-bela lógica do correto?
E de um novo chá, sem grilhões
Pudéssemos enfim tomar?

E se, de tudo, restasse o sonho
Que ninguém jamais sonhou?
À noite, Alice, eu cantaria
Tua sanguínea sonata eternal.

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Escrito em 13/03/2010.
"escrito parcialmente entre cinzas"

Dedicado a alguém que soube e pôde me ouvir,
mesmo no mais completo barulho,
e que aceitou ler, mesmo no mais completo caos.
A Marcelo Campos.


Imagem retirada do filme Alice in Wonderland, de Tim Burton.

23 de março de 2010

The Idan Raichel Project - הפרוייקט של עידן רייכל

Passeando pela internet, procurando sei lá o que, dei de cara com Idan Raichel Project, em hebraico: הפרוייקט של עידן רייכל.



O idealizador do projeto é o tecladista que dá nome a ele: Idan Raichel (em hebraico: עידן רייכל).
Nasceu em 1977, em uma pequena cidade (Kfar Sava) perto de Tel Aviv, onde ainda mora.
Seu primeiro instrumento foi um acordeon, e desde de muito novo sentia-se atraído pela sonoridade exótica do tango e da música cigana. Quando serviu no exército, aos dezoito anos, integrou uma banda de rock do exército como diretor.
Trabalhando como conselheiro em uma escola para imigrantes, Idan conheceu jovens de lugares como Etiópia, passando a frequentar bares e clubes etíopes. Nesta época, Idan também se juntou ao popular artista israelense Ivri Lider.
Para realização de seu projeto Idan convidou 70 amigos de diversos cenários musicais para participar das gravações, entre eles: artistas de Israel, Colômbia, Ruanda, Mali, Índia, Etiópia e Cabo Verde.


Resumindo tudo, Idan Raichel Project é um ótimo exemplo da qualidade musical israelense, que de uma forma própria une várias músicas folclóricas, experiências e tradições, trazidas por variadas pessoas de diferentes regiões em uma única linguagem musical. Diversidade formando uma unidade surpreendente, na qual você percebe as nuances e o todo ao mesmo tempo, e que te enleva e propõem a imaginar a origem de cada som, e até mesmo a degustar a pronúncia de cada letra da música.



Links para Download:

Within My Walls



Sites:


18 de março de 2010

Família Burton...ou melhor: Addams!




E Tim Burton não para...

Segundo o site Omelete, ele mal saiu do País das Maravilhas, entrará no mundo de fantasia mórbida da "Família Addams".
O mencionado artigo conta que o cineasta dirigirá um longa em stop-motion 3-D, baseado nos primeiros desenhos do cartunista Charles Samuel Addams (1912-1988). 
Antes os desenhos eram propriedade da revista New Yorker, mas foram comprados pela Ilumination Entertainment, produtora sediada na Universal.
Chris Meledandri, presidente da produtora desde 2007 (ano de sua fundação), será um dos produtores do filme. E ainda procura-se um roteirista.



Agora é esperar e ver no que vai, pra sentir a pitada de Burton, neste clássico, que teve muitas adaptações desde os anos 60, mas nunca a Tim Burton.

15 de março de 2010

Versailles Philharmonic Quintet - Jubilee


Pra quem acreditava que após o trágico acontecimento, que constituiu a morte de Jasmine You, a banda Versailles não fosse se recuperar, eles apresentam o seu novo trabalho: Jubilee.
Com destaque para a música de trabalho que apresenta não só um clipe muito bem feito, característica da banda, como também uma bela sonoridade.
O cd é em sua totalidade muito bom, são 12 músicas, sendo que algumas já são reconhecidos sucessos como Ascendead Master, Prince, Gekkakou.

Vale a pena conferir!!





Tiarra


Se você está procurando uma banda com uma sonoridade diferente, fatalmente terá de ouvir Tiarra.
Com músicas em romeno e inglês, com uma temática que remete a vida e a alma a banda cativa com o seu som.




Formada em 2004 a banda é original de Bucareste- Romênia, contando com os seguintes integrantes: Anda Pascu (Vocal), Tudor Scanteie (Guitarra), Pomponiu Ion (Teclado), Sebastian "Natas" Macovei (Bateria), Robert Ardeleanu (Baixo), Diana Miron (Violino), Alexandru Pantea (Indianu), Iulia (Cello).


DISCOGRAFIA




Link 1

Link 2 







Fonte: Elegia 

Você é um bom homem, Charlie Brown!

Estreou nesse sábado (dia 13 de março), no Teatro Shopping Frei Caneca em São Paulo, um dos espetáculos musicais com maior número de montagens na história do teatro americano. Meu Amigo, Charlie Brown (You’re a Good Man, Charlie Brown) chega pela primeira vez aos palcos brasileiros. Uma superprodução para todas as idades, baseada na célebre história em quadrinhos, a Turma do Snoopy (Peanuts no original americano), criada pelo desenhista Charles M. Schulz, em 1950, que até hoje é publicada em diversos jornais de todo o mundo.

O texto original de Schulz foi traduzido e adaptado por Mariana Elisabetsky, com direção geral de Alonso Barros, cenografia de Chris Aysner e iluminação de Paulo César Medeiros. Os figurinos de Jô Resende são uma releitura da criação do autor, em que os personagens estão sempre com as mesmas roupas. A montagem conta com uma pequena orquestra com sete músicos, regida pelo diretor musical Marconi Araújo, que tocará a trilha que será interpretada no palco pelo elenco.

O elenco da adaptação brasileira é formado por Leandro Luna (Charlie Brown), Frederico Silveira (Snoopy), Mariana Elisabetsky (Sally Brown), Paula Capovilla (Lucy Van Pelt), Felipe Caczan (Schroeder), Thiago Machado (Linus Van Pelt), Maria Bia Martins (Swing Feminino) e Beto Sargentelli (Swing Masculino). As canções originais são de Clark Gesner e canções adicionais de Andrew Lippa.

Uma das histórias em quadrinhos mais populares e queridas de todos os tempos, a turma de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e companhia foi adaptada para  o cinema, séries e especiais de TV, discos, livros, parques temáticos e, claro, espetáculos musicais. You’re a Good Man, Charlie Brown estreou Off-Broadway, em 1967, com cerca de 1600 apresentações. Uma segunda versão foi montada em 1971. A versão definitiva é a de 1999.
A trama

Os autores resumem a história como um dia normal na vida de Charlie Brown. Um dia recheado de pequenos momentos da vida do personagem. Do Dia dos Namorados à temporada de beisebol, do extremo otimismo ao desespero total, tudo isso misturado às vidas de seus amigos, com a ação se passando em um único dia, de uma linda e incerta manhã a uma noite estrelada e cheia de esperança.

O universo de Charlie Brown se caracteriza pelo humor delicado e melancólico, com personagens inteligentes, sensíveis, mordazes e criativos, que provocaram uma revolução no mundo das histórias em quadrinhos. Afinal, o protagonista é um menino cheio de preocupações e com algumas frustrações; Schroeder vive debruçado ao piano e tem Beethoven como herói; Linus não desgruda de seu cobertor; Lucy tem uma banca de analista e Snoopy é absolutamente extraordinário. Todos os personagens refletem sobre a simplicidade e a complexidade do cotidiano, além de questionarem e tentarem entender tudo o que os rodeia


Charles Schulz

Em 1947, Charles Schulz vendeu uma tira chamada Lil' Folks para um jornal de sua cidade natal, o St. Paul Pioneer Press. Lil' Folks foi publicado semanalmente por dois anos. Porém, quando Schulz pediu para que a tira fosse diária, acabou sendo despedido.

Em 1948, Schulz vendeu um painel de tira cômica para o Saturday Evening Post e continuou a vendê-los entre 1948 e 1950.

Em 1950, Schulz foi para Nova Iorque com muitos projetos de desenhos para uma reunião que foi muito importante em sua carreira. Ele foi a uma reunião da United Feature Syndicate. E então, no dia 2 de outubro de 1950, Peanuts, nome de que no começo Schulz não gostou, fez sua estréia em sete jornais dos Estados Unidos e logo transformou-se em um grande sucesso.

O sucesso das tiras nos jornais foi tão grande que em 1973 transformaram-se em desenho animado, com o episódio A Charlie Brown Thanksgiving (algo como O Dia de Ação de Graças de Charlie Brown). A popularidade tornou-se maior ainda, levando à criação de vários produtos com o tema Peanuts, desde cadernos e camisetas a pastas de dente. Peanuts teve também quatro longas-metragens.

Em dezembro de 1999, Schulz anunciou sua despedida dos jornais, devido a problemas de saúde. Um mês após a publicação de sua última tira, em 3 de janeiro de 2000, Charles Monroe Schulz faleceu em Santa Rosa, EUA, no dia 12 de fevereiro de 2000, aos 77 anos de idade. Porém seus desenhos e personagens mantêm-se imortalizados no mundo todo.
 

Fontes: