Passeando pelos blogs desta vasta rede, encontrei um texto que apreciei muito. O li, e resolvi publicá-lo aqui, não sei o nome de seu autor, desconheço completamente sua história, mas acho que vale a pena colocá-lo, de forma muito respeitosa aqui, a fonte do texto se encontra ao final, estando ele na integra, apenas tomei a liberdade de acrescentar a foto:
30 de abril de 2011
O Amor Comeu Meu Nome...
29 de abril de 2011
A Menina que Brincava com Fogo
Ocasionalmente, encontramos eventos (in) esperados! Foi o que aconteceu ao perceber que a sequência do filme "Os Homens que Não Amavam Mulheres" já havia saído...
O filme como dito anteriormente, é a adaptação da série de livros de Stieg Larsson. Nesta continuação a hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist se vêem investigando assassinatos brutais, redes de prostituição e tráfico de mulheres. Novamente, vemos um clichê de filmes policiais ser transformado, ao nos apresentar a história de Lisbeth Salander, que se vendo acusada dos brutais assassinatos, encontra com seu passado.
Ao mesmo tempo Blomkvist tenta provar a inocência de Lisbeth, descobrindo aos poucos a história de sua misteriosa amiga.
"A Menina que Brincava com Fogo" é um título bem sugestivo, e define muito bem o filme, que vale muito a pena ser visto!
The Runaways

19 de março de 2011
De Profundis
Em qual outra peça
Dança qual outra lançar-me
Feito o pássaro que na noite voa?
Que não basta, não me bastam
Os dissabores cotidianos
Ainda desejo a lascívia
De sozinho rasgar o silêncio
Banhar-me em outros cachos
Amar-me em outros espelhos
E nos muitos réquiems vindouros
Odiar-me na minha própria face
Mas não mais, não mais aqui
Não neste corpo e nesta ária
Vê! Que ninguém ficou
Apenas tu – Anjos te avisam!
E mesmo as deliciosas misturas,
Volúpia nas Flores do Mal,
Te amargaram os lábios
Do vinho não mais podes tomar!
Deixa-te metamorfosear
Em inseto ou no que mais queiras
Conquanto reflitas a tua
A áurea pequenez de espírito
E deixa que te julguem
Cortar-te-ão a cabeça
E te lançarão no banquete
De tuas muitas almas pútridas
Andar nas calçadas
Assistir ao espetáculo perfeito
Da lenta humana decadência
Atingir o seu puro grand finale
No mais fraco poeta
Eis o homem, eis!
Aquele que elogia a Loucura
Enquanto das trevas suga
Seus parcos versos falsos
E eis a pena, a sina e a música
Que este maldito ungeziefer fraco
Jamais teve a força de compor
Mesmo que seu peito rasgasse
Seus olhos ardesse e nublasse
E mesmo que um dia o faça
Eis, ah, jamais será de fato
Em qual outro verso, qual outro?
Abraço qual outro, mãos, quais outras?
Se nem em mim descanso
Em qual realidade mergulhar
Feito o pássaro que perdeu asas
Ou aquele que jamais as teve
15 de março de 2011
Filhos de Galagah
Ganhando detalhismo milimétrico com Tolkien, significado espiritual com C. S. Lewis, sarcasmo com Lemony Snicket, non-sense absoluto e insubstituível com Lewis Carroll (o matemático do parágrafo anterior), coerência científica e teológica com Philip Pullman ou mesmo pitadas (muitas vezes grandes pitadas) de terror e profundidade com Gaiman, a fantasia na literatura descende diretamente dos contos de fadas medievais, que por sua vez descendem das respectivas mitologias e culturas dos povos que criaram estes contos. Até hoje a fantasia leva milhões às páginas, de papel ou eletrônicas, de livros e mais livros com histórias e mais histórias, cada uma tentando conquistar o seu lugar ao sol. Algumas até conseguem a sua luz, mas por não terem “raízes” acabam sendo queimadas e logo perecem no esquecimento.
E qual não foi a minha surpresa ao descobrir, num lugar que jamais presumiria tal coisa, um escritor de fantasia bem próximo do meu cotidiano?!
Basicamente, é uma história de heróis, dragões, magos e senhores do Escuro. Basicamente, eu disse. Passando por vários, inúmeros lugares comuns – heróis cheios de fé em algum código de justiça que sequer ousam pensar em desafiar, raças e mais raças de criaturas praticamente iguais, vilões absolutamente e completamente maldosos e malignos e cruéis – o livro não surpreende de início. Parece mais um dos muitos ecos do que foi J. R. R. Tolkien. Até entrar a Bruxa Vermelha em cena.
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| Iallanara, a Bruxa Vermelha |
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| Galatea Goldshine |
Além das duas personagens opostas, há mais alguns outros personagens, que em alguns momentos chegam mesmo a ser interessantes, chegam a chamar a atenção, porém esses momentos não parecem ser muito aproveitados. Mesmo os vilões não tem nenhuma dualidade, nenhuma escolha: são de certa forma iguais a Galatea, pois apenas cumprem seus papéis de matar, pilhar e destruir. Não há confrontos internos, não há como não odiar o vilão. Não fosse por Iallanara, o livro seria inteiramente maniqueísta.
Quanto ao universo criado, de nome Grinmelken, há pontos muito bons e alguns não tão bons. A engenhosidade de alguns cenários, como a cidade voadora de Lemurian, realmente impressiona: mesmo que de início a ideia pareça bizarra, em pouco tempo faz total sentido dentro das explicações dadas. O primeiro livro se atém a poucos cenários, o que é bom, pois permite que estes sejam mais bem descritos e construídos. A mitologia criada também é muito boa, contendo a ideia central do equilíbrio entre tudo. Porém, em certos momentos há algumas incoerências com esse suposto equilíbrio: a própria vitória absoluta que Galatea tanto almeja não equilibraria as forças. Há de se falar também das magias lançadas por magos, feiticeiros e pela própria Bruxa Vermelha: há uma forte ressonância com magias de alguns sistemas e cenários de RPG. As magias são bem usadas, criando batalhas interessantes, porém o típico “dedo de Deus“ nas situações em que o bem perderia realmente chega a irritar.
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| O Aspecto de Orgul |
Li somente o primeiro livro por enquanto, que segundo o próprio autor foi mais uma experiência que uma tentativa de fato. Levando isso em conta, e considerando ainda que a história nasceu de uma crônica de RPG (que amiúde não segue os padrões de roteiro de um livro comum), Filhos de Galagah é uma ótima estreia. O segundo livro da série, O Senhor das Sombras, contém, segundo críticas, mais profundidade que o primeiro. Quanto ao terceiro e último livro, Enelock, ainda está sendo escrito por Leandro Reis, e deve ser lançado em alguns meses.
Há também um site, que contém contos, trechos dos livros e curiosidades sobre o mundo de Grinmelken. Vale a pena conferir, é uma ótima prévia:
22 de fevereiro de 2011
Pequena Lembrança
9 de fevereiro de 2011
Allegro Sustenuto
No palco, pequenos passos
Cortinas abertas, a espera
Silêncio! Começa o Ato
"Eis que eu danço
Para a alvorada audaz
Que matou minhas origens
A ela oferto a canção
Nascida da minha tempestade"
E salta, e gira, e voa!
Segura-se em tal trapézio
Mas não há cordas?
A criança corre sozinha
Ouvindo a música que não soou
"Eu canto a ária infeliz
O movimento calmo
De uma enferma sonatina"
Apanhou invisível pincel
E traçou um incolor arco-íris
Ela brinca, e ri
Pois veste a fantasia mais bonita
Que seu sonho permitiu
"E abraço o céu e a terra
Que o meu peito se abriu
E dele nasceu a fênix
Mas esta, esta podia voar!
"Eis, que eu traço o fogo
Que consome as esquinas
E teço a rapsódia fria
Que ouço derramar-se nas ruas
"É o silêncio que me enleva
É o incolor que me diverte
Pois há melhor momento
Que a folha ainda branca?
"Pois então dançarei
Hei de cantar à noite
À lua pálida que me observa
A sinfonia indelicada das cores
"Hei de desenhar notas
E pintar o mais belo cenário
Até que meu espetáculo termine
"E não há ninguém que possa
Ao meu palco subir?
Há então alguma outra criança
Ou haverei de brincar sozinho?
"Cala-te! Aos estilhaços
Eu traço a rubra sonata
O silente réquiem incolor"
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Escrito no Circo, em 08/02/2011, às 03:45h.
Ouvindo Gloria, Kalafina








