21 de agosto de 2011

Cordel do Fogo Encantado

Uma vez ganhei uma camiseta, foto estranha, e nela estava escrito Cordel do Fogo Encantado. Tempos depois alguém me disse: "Essa banda é boa!"...Passado muito tempo depois... Depois da camiseta, depois da pessoa que me falara, eu vi um poema, e o poema era bom, veio alguém e disse novamente "da banda boa", ai ouvi com atenção, ouvi prestando a atenção devida, ouvi sem interferência da mente...e exclamei "Essa banda é boa!"


A banda Cordel do Fogo Encantado nasceu em Arcoverde, Pernambuco. Formada por José Paes de Lira, ou Lirinha, Clayton Barros e Emerson Calado, mais tarde em Recife, recebeu a adesão de Nego Henrique e Rafa Almeida.
A banda mistura elementos de poesia, música, espetáculo teatral, suas apresentações surpreenderam pela magia do clima teatral, pela força de sua sonoridade, utilizando misturas ousadas de instrumentos percussivos com a harmonia do violão raiz.
Sempre surpreendendo, atraindo críticas positivas sobre o trabalho a banda teve seu fim em fevereiro de 2010, quando Lirinha anunciou a sua saída, alegou que tinha necessidade de trilhar novos caminhos.

Cordel do Fogo Encantado (2001)


O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002)


MTV Apresenta (2005)


Transfiguração (2006)

15 de agosto de 2011

Enelock

"A meu ver, quem escreve para crianças pode abordar seu trabalho de três maneiras: duas são boas, e uma, em geral, é má."

C. S. Lewis, Três Maneiras de Escrever para Crianças

A frase acima inicia um belo ensaio do renomado autor d'As Crônicas de Nárnia - uma das grandes obras da literatura dita "infanto-juvenil". Em tal artigo, Lewis descreve três arquétipos de escritores para crianças, que ao seu ver são de certa forma comuns. Porém, apesar desse ensaio tratar especificamente da literatura para crianças, esses arquétipos podem ser estendidos à literatura como um todo. É possível enxergar, com certa clareza e nitidez, três tipos de escritores - e não apenas hoje em dia, mas em toda a história da literatura:

Há aqueles que escrevem seguindo os paradigmas já presentes, que seguem fórmulas predeterminadas e que, invariavelmente, garantem um sucesso rápido, estrondoso e, naturalmente, momentâneo. Escrever assim é pensar milimetricamente em como agradar ao leitor. Tais escritores conquistam fãs muito mais pela velocidade com que espalham suas obras do que pelo conteúdo delas. Conquistam também o desprezo de alguns poucos. E as obras escritas sob esse arquétipo, apesar de terem por vezes o poder de nos cativar, de nos fazer rir ou chorar, não nos fazem realmente contestar a ordem natural das coisas. Nesse arquétipo podem ser inseridos muitos dos best-sellers atuais e passados.

Há ainda os escritores que percebem essa falta de profundidade e decidem quebrar os paradigmas existentes. Quebram com as ideias, as regras predefinidas e, fazendo as suas próprias e moldando a arte à sua vontade, criam formas novas. Escrever assim é empunhar uma espada. Tais escritores conquistam não apenas seguidores, mas também inimigos. Não há, para estes, o desprezo, pois suas obras não são "mornas", não permitem a indiferença. As obras desse arquétipo normalmente nos chocam, fazem-nos contestar a ordem do mundo à nossa volta. Nesse tipo de literatura podem ser classificadas a maioria das obras imortais, e algumas poucas da atualidade.

E há, por fim, aqueles que escrevem para si mesmos. Não escrevem com fórmulas, ou empunhando armas, mas escrevem com seu sangue, com sua alma. Não seguem nem quebram paradigmas, pois estes não se aplicam a esse tipo de literatura. Tais escritores por vezes não conquistam fama, mas sim a eternidade. Suas obras não são vendidas como água em cada banca de esquina por dois ou três anos, mas são lidas e compartilhadas nas bibliotecas. Tais obras não nos fazem contestar apenas o mundo à nossa volta: fazem-nos contestar a nós mesmos. Todas as obras imortais pertencem a esse tipo, e raríssimas obras atuais também.


Nessa última semana terminei de ler o terceiro e último livro da série Legado Goldshine, Enelock, do escritor Leandro Reis, de São José dos Campos, SP. Que impressão fica nesse fim de trilogia?

O livro começa intenso, e permanece assim ao longo dos capítulos. Seguindo a evolução encontrada nos outros dois livros, cada personagem é desta vez descrito de maneira mais profunda, sendo exibidos os problemas pessoais que levaram aos acontecimentos maiores do universo de Grinmelken.

Galatea Goldshine continua em sua busca pelas três runas sagradas de seu deus, Radrak, mas desta vez não há como alcançar o portador da terceira runa. Seu maior inimigo, Enelock, mantém tal portador como prisioneiro, usando-o como isca para que os exércitos de todos os reinos venham lutar e sangrar em sua própria terra, Ars Nibul. O interessante nesse livro é que Galatea não é mais a guerreira toda-poderosa do primeiro livro, nem planeja com cuidado cada passo como no segundo. Galatea está cansada. Cansada pelo mundo à sua volta, cansada pela sua impotência, cansada por si mesma. Galatea brilha, mas seu brilho não é mais do que o brilho intenso de uma lâmpada antes do fim. A personagem evoluiu, na série como um todo, de uma mera heroína banal, superestimada por todos e extremamente irreal de fato, para uma mulher que não pode aproveitar os poucos momentos bons que tem devido às suas obrigações com seu reino e o mundo, uma pessoa com feridas profundas demais para cicatrizarem.

Iallanara Nindra, por sua vez, segue seu caminho, com suas próprias lutas e seus próprios inimigos. Não é segredo, e isso já desde a primeira resenha que fiz sobre a série, que Iallanara é minha personagem favorita. Mas, em determinados momentos, cheguei a supor que o mais interessante nessa personagem havia morrido com o fim do segundo livro: a dualidade e a profundidade. Não havia mais aquela dúvida quanto aos seus objetivos, e suas intenções pareciam claras demais, óbvias demais. Porém, isso só tornou mais interessante o momento em que Iallanara mostra quem realmente é, e por que ainda estava ali. A personagem, que já possuía profundidade suficiente para torná-la quase real, nesse livro se torna, assim como Galatea, uma mulher dona de suas próprias ações. As obrigações de Iallanara são um tanto quanto diferentes das de Galatea, mas é fato que há também feridas abertas. Porém, há em Iallanara algo dos grandes personagens da literatura: a imprevisibilidade. Não digo isso por uma determinada verdade acerca da personagem, mas sim pela sua própria natureza. Ela não segue a lógica, muito menos a ordem. E, muitas vezes, não segue sequer a si mesma.

Os dois elfos que acompanham Galatea desde o primeiro livro, Sephiros e Gawin, continuam ao seu lado mas, dessa vez, não são apenas coadjuvantes que nos entretem nos momentos de monotonia. Cada um tem seus próprios problemas, seu passado e, talvez, um futuro, ganhando personalidades mais realísticas.

E, por fim, o personagem-título do livro. Enelock, o Lorde Supremo dos Mortos, que mal havia sido citado no primeiro livro, com uma participação quase ínfima no segundo, desta vez se torna o centro das atenções. Diferente do que eu supunha desde o começo desta série, o vilão não seguiu os padrões de outros livros de fantasia - um ser pura e completamente mal. Enelock também tem seus próprios problemas, e até mesmo seus próprios motivos. Em certos momentos, chega-se mesmo a torcer para que ele consiga encontrar sua redenção. E, dessa forma, o fato de seu maior inimigo ser uma mulher faz todo o sentido (quem ler entenderá). Como toda boa história de fantasia, Legado Goldshine possui um vilão de peso, que não mede esforços, que sabe os pontos fracos dos inimigos, mas que desconhece alguns dos seus próprios. Como todo bom vilão, Enelock acredita que o que faz é necessário e correto.

Dignas de nota são também as descrições dos "anões" de Grinmelken. Contrariando as descrições comuns por um lado, e por outro elevando-as ao máximo, o autor criou uma raça de criaturas interessantes, que poderiam certamente ser mais bem descritas em obras posteriores - o que de fato não cabia a esse livro. Também interessante é a descrição da criatura "criadora" dos vampiros. Semelhante às descrições de um certo sistema de RPG, tal personagem incita ao mesmo tempo o terror e a devoção.

Olhando um pouco além dos detalhes, é possível enxergar uma distina evolução entre os três livros da série. Filhos de Galagah, o primeiro, segue todas as fórmulas já bem conhecidas das histórias de fantasia, focando na honra e em personagens poderosos. O Senhor das Sombras, o segundo, quebra com essas mesmas fórmulas, além de romper com o conceito pelo qual uma história de fantasia deve, mesmo que contenha sangue e luta, ser leve - o segundo livro não é nem um pouco leve. E Enelock?

Em Enelock, novamente as fórmulas de histórias de fantasia são quebradas, mas esse não é mais o foco. Nem mesmo a honra e a glória são o foco. É possível sentir aquilo que se sente quando se lê uma história daquele terceiro tipo de literatura. Os principais personagens se tornam reais, é possível quase enxergá-los à nossa frente, não porque suas feições sejam bem descritas, mas porque suas personalidades são plausíveis. É plenamente possível enxergar Galatea em determinadas pessoas, Iallanara em outras, Sephiros, Gawin... E, infelizmente, é também possível enxergar Enelock em muitas pessoas.

Legado Goldshine termina com uma obra que é o que toda arte deve ser: um espelho dos seus espectadores. Porque, afinal, como Oscar Wilde bem disse, é o espectador, e não a vida, que a arte, na verdade, espelha.

No site/blog da série é possível ainda ler contos, ver entrevistas e ler os artigos publicados pelo próprio Leandro Reis e, naturalmente, comentá-los.

Há também uma entrevista dada pelo autor à Revista Fantástica, com uma mensagem interessante a escritores iniciantes.


Este artigo faz parte do Booktour do Legado Goldshine, promovido pelo autor em seu blog. Leia também as outras resenhas feitas aqui no Sonata Escarlate:

E se você ficou curioso acerca das tais 'três maneiras de escrever para crianças', aquele ensaio citado no início deste artigo está no final do volume único d'As Crônicas de Nárnia.

14 de agosto de 2011

William Butler Yeats

William Butler Yeats, ou mais conhecido como W.B. Yeats é um grande poeta nascido em 13 de junho de 1865, em Dublin, Irlanda. Poeta e autor teatral, ganhou o Prêmio Nobel em 1923 de Literatura.

A obra de Yeats compõe-se de poesia lírica e diversas peças de teatro, inspiradas essencialmente na mitologia celta. Algumas de suas obras mais significativas são: "Cathleen ni Houlihan (1902)", "On Baile's Strand (1904)" e "Deirdre (1907)".

W. B. Yeats foi fundador em 1889, juntamente com a escritora Isabella A. Gregorym, o Irish Literaray Theather em Dublin, transformado mais tarde no Irish National Theatre Society, grande impulsionadora do teatro nacional irlandês, encenando peças de Yeats e J.M Synge.

Em 1887, W. B. Yeats se inscreveu em uma "Sociedade Teosófica", em Londres, onde se dedicou ao estudo dos escritos de William Blake e H.P. Blavastsky, além de alquimistas, rosacruzes, cabalistas, Sociedade Hermética de Dublin, a Ordem da Aurora Dourada.

Em 1917, casou-se com Georgie Hyde-Lees, que veio a se descobrir uma médium passando a psicografar.

Foi com os rabiscos produzidos por ela que W. B. Yeats compôs "Uma Visão", um tratado esotérico cheio de gráficos e descrições dos 28 tipos possíveis de personalidade (26 humanas e 2 sobrenaturais), de cuja matemática ele tirou versos e imagens, cumprindo o que sua esposa psicografara: "Nós viemos trazer-lhe metáforas para a sua poesia".


A ILHA DO LAGO DE INNISFREE

Erguer-me-ei e partirei já, e partirei para Innisfree,
E uma pequena cabana erguerei lá, de barro e vime feita:
Nove renques de feijão aí terei, uma colmeia de obreiras e
Viverei sozinho na ensurdecedora clareira.

E aí terei uma certa paz, porque a paz vem lentamente,
Caindo dos véus da manhã, até onde o grilo canta;
Onde a meia-noite é trémula, e o meio-dia é roxo brilho,
E a noite, de asas de pardais se completa.

Erguer-me-ei e partirei já, porque sempre noite e dia
Oiço a água do lago a folhear murmúrios na rebentação;
Quando vou por estradas, ou por passeios cinza,
Oiço-a no lúmen profundo do coração.


LEDA E O CISNE

Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.

Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?

Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto.

Capturada assim,
E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?


UMA CAPA

Uma capa fiz do meu canto
Debaixo a cima
Bordada
De antigas mitologias;
Mas tomaram-na os tolos
Para exibi-la ao mundo
Como se por eles fora lavrada.
Deixa, canto, que a tomem
Pois maior feito existe
Em andar nu.


MORTE

Nem temor nem esperança assistem
Ao animal agonizante;
O homem que seu fim aguarda
Tudo teme e espera;
Muitas vezes morreu,
Muitas vezes de novo se ergueu.
Um grande homem em sua altivez
Ao enfrentar assassinos
Com desdém julga
A falta de alento;
Ele conhece a morte até ao fundo —
O homem criou a morte.

5 de agosto de 2011

Torpor

Anoitece.
Minha sombra fugiu
Meu corpo se cansou
E então desapareço
Na espera por outro dia

Chove.
A lágrima secou
A língua se esqueceu
Do cálido toque
E em torpor se calou

Janelas até batem
Árvores até discutem
Mas ah, braços soltos
Dedos que não tem vontade

Falso interesse onipresente
De todos os lados, vazio
Letargia das letargias
Um quase infindo rallentando

E tanto tempo!
Poeira acumulada
Fino pó na entrada
De um espetáculo interrompido

Levado pelo cálido abraço
Aconchegante rotina que enlaça
Esqueci-me de bater,
De acordar o coração

O sangue até não parou
Mas o olhar arrefeceu
À vista de maravilhas
Enxergar não mais era preciso

Agora, porém, eu vejo
O escuro inevitável
A cela bem vestida
Qual sono primaveril

Fala então, desperta,
Solta a voz esquecida
Deixa-a gritar
Verte tua fúria,
Tua tempestade

Calarei o dia
Alçarei meu próprio vôo,
Corpo em chamas, das cinzas
Em sombra e luz nos céus
De minha longa
Minha eterna noite



Escrito no Circo, em 04/08/2011, às 21:20h

Ouvindo Valsa opus 34 nº 2,
de Frédéric Chopin

4 de julho de 2011

O Retrato de Dorian Gray


Baseado no romance de Oscar Wilde " O Retrato de Dorian Gray", o filme de mesmo nome seria a décima adaptação do personagem de Wilde.

Embora seja a primeira adaptação que assisto, gostei muito, o enfoque da tríade Dorian, Basil e Lorde Henry é interessante, sendo evidenciado todo o processo de decadência pelo qual o jovem Dorian passa. Além da crítica ácida aos modos hipócritas da sociedade tão bem evidenciados no personagem de Henry.

O amor idílico de Basil e o desejo de Henry pela beleza de Dorian, sentimentos que levam a execução do quadro, são mostrados como dois polos que entram em conflito pela posse do jovem, principalmente em relação a Basil, que encontra sua decadência quando transcende a linha entre a devoção e a entrega absoluta.

Dorian por sua vez interpretado por Ben Barnes, não nos é mostrado de uma forma angelical, como no livro, mas sim como um jovem de modos brutos e inocentes que se deixa levar pelo hedonismo londrino. Sua inocência é demonstrada de forma corporal, e não em sua beleza física.

Por fim, o elemento principal, o quadro de Dorian, que sofre todas as agruras do tempo e de seu modo de vida relapso e prejudicial. A transformação mostrada para mim foi um pouco exagerada, mas a relação que Dorian tem com o quadro quando o descobre a verdade de sua existência e o quanto isso o afeta, foi bem explorada, principalmente no diálogo entre Dorian e um padre, onde a maldição do jovem transcende a fé ignorante do padre.

Enfim, um filme muito interessante e bem feito, vale a pena assistir!

Fonte: Site.

20 de junho de 2011

Anjos e Outras Armadilhas


"...Uma história de anjos e demônios, música e plantas, luz e sombras, contada com todas as cores da noite."

Tive de emprestar palavras para poder descrever o quanto apreciei a obra de Pedro Pires, português, nascido na cidade do Porto (Portugal). Anjos e outras armadilhas é uma série de três contos que podem parecer isolados, mas que se completam. Uma narrativa complexa, com uma poesia sensível e perturbadora.

As imagens vem a completar o quadro da narrativa, com ilustrações que nos deixam uma impressão de sonho e irrealidade, atmosfera que a todo momento acompanha a narrativa.

O autor escreveu, ilustrou, produziu a capa, foi responsável pelo projeto de gráfico e as letras da edição publicada pela Devir Editora.

Uma estreia muito boa do autor!!


Sobre o autor, Pedro Pires é publicitário desde 1989, dedicou também especial atenção à ilustração e à pintura. Tendo exposto alguns inéditos coloridos no Salão de Banda Desenhada do Porto de 1999. Dois anos depois, viu editado Desse teu Corpo, a sua primeira história em quadrinhos colorida após as experiências anteriores em preto-e-branco, como Senti-a no Braço (com argumento de Vale da Silva) e Olivião, publicadas na Coleção Quadradinho.

Nos últimos tempos, também tem experimentado a ilustração infantil. Depois de executar alguns trabalhos na área de tradução e design para a Devir em Portugal, teve o primeiro capítulo de Anjos e Outras Armadilhas pré-publicado na revista Comix # 3.

Biblioteca Sustentável


A criatividade das pessoas não tem limites, e enquanto muitos países vivem a falácia de atitudes mais sustentáveis uma cidade da Alemanha inova com um projeto sócio-ambiental que deveria inspirar muitas outras cidades.

A Open Air Library é uma biblioteca construída basicamente com caixas de cerveja doadas por uma empresa local. A população ajudou na construção da estrutura e um escritório de design realizou o acabamento, reutilizando partes da fachada de um armazém abandonado da cidade.

Um projeto completo, a Open Air Library também tem como iniciativa o incentivo a leitura entre a população que doou cerca de 2 mil livros para o acervo. A biblioteca fica aberta 24 horas, sem seguranças, o que não acarretou nenhum sumiço do acervo.

Lições a parte, fica a inspiração para outros países, afinal não foi o dinheiro que construiu a biblioteca, mas a vontade coletiva e o amor ao conhecimento!