16 de fevereiro de 2014
Gravidade
6 de fevereiro de 2014
Deixa Ela Entrar - John Ajvide Lindqvist
Informações do autor
2 de fevereiro de 2014
Medusas
23 de outubro de 2013
Guerra Mundial Z
O livro
19 de outubro de 2013
A Frozen Flower
Por sua vez, o Rei cresce apaixonado por Hong Rim, tornando-o seu amante. Porém, mais tarde forçado a tomar uma esposa para prover um herdeiro para o reino, não consegue se relacionar com sua jovem esposa, o Rei propõem que seu amante tome o seu lugar ao lado da Rainha para que ela possa conceber.
Está atitude desencadeia o ponto central da trama, pois Hong Rim e a Rainha se apaixonam, passando a manter um relacionamento às escondidas.
Paralelo a isso, a corte vive em clima de um golpe iminente, e o Rei passa a descobrir a traição de seus cortesãos, e no processo de descobrir os traidores, acaba por perceber que o Hong Rim passa faltar com seus deveres desconfiando do que se passa entre ele e a Rainha.
Bom, aos poucos a trama vai se desenrolando, só assistindo para saber. O filme é de 2008, dirigido por Yoo Ha, com atuação de Jo In-Sung (Hong Rim), Joo Jin- Mo (Rei) e Song Ji-Hyo (Rainha).
O filme se passa durante a Dinastia Goryeo, sendo baseado, ainda que não totalmente no reinado de Gongmin de Goryeo (1330 - 1374). De acordo com a história, após a morte da primeira rainha, de origem mongol. O Rei se cerca de belos guardas de origem nobre para servi-lo em todos seus desejos.
Quando sua segunda esposa, engravida de um deles, Gongmin tenta matá-lo para acabar com o escândalo, mas é morto pelos próprios guardas que o serviam.
A história em si tem muitas controvérsias, pois muitos creditam que está versão é uma tentativa de caluniar Gongmin, justificando a fundação da Dinastia Joseon.
O filme é intenso, perturbador, e pra minha surpresa extremamente erótico (afinal, esperava algo mais histórico). Levantando questões interessantes sobre amor e deveres.
Outro ponto positivo do filme, fora seu roteiro, é toda sua produção e estética, uma trilha sonora impactante vem a coroar a obra. Vale a pena conferir!!
23 de julho de 2013
De protestos, paranoia e outros...
12 de fevereiro de 2012
Profissão: Músico
– E o que você anda fazendo da vida?
– Continuo com meu trabalho como músico, né, cada vez mais.
– Ah que legal!!! E qual é a sua profissão???
...
A música é sem dúvida uma das manifestações artísticas mais poderosas que existe. Como dito no prefácio de um livro de história da música (de cujo autor infelizmente não consigo me recordar), ela é a única das artes que não nasce da imitação da natureza. É o completo triunfo da natureza humana.
A despeito disso, é raro encontrar alguém que considere a música como profissão (mesmo dentre musicistas). Normalmente o conceito que vemos e ouvimos é de que músicos são boêmios, não estudam, não trabalham, levam uma vida fácil
. E, curiosamente, essa última afirmação ainda lembra a profissão dita mais antiga do mundo
. Duvido realmente que aquela profissão mais antiga
fosse realizada sem nenhuma música de fundo...
Ocorre que ser músico é uma profissão, e das mais difíceis.
Profissão: Músico é um documentário (relativamente curto) realizado pelo Projeto Comma juntamente com Daniel Ignácio Vargas, que trata da difícil batalha diária que todo músico (que abraça a sua causa) enfrenta. Mostrando artistas do Brasil e de vários outros países, o documentário nos dá uma visão ampla de como é, hoje, a vida de um músico. Combate, por exemplo, a ideia de que baixar músicas de graça na internet deixa os músicos mais pobres. Mas combate também a noção de que ser músico é apenas farra, apenas sexo, drogas e rock'n roll
.
Para interessados, o blog Profissão Músico contém mais informações sobre o documentário.
Com vocês, a profissão realmente mais antiga do mundo: músico!
18 de janeiro de 2012
O pequeno Frank de Burton
Frankenweenie, animação em stop-motion de Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), ganhou mais uma nova imagem.
O longa é adaptação de curta-metragem homônimo do próprio Burton, de 1984, que ganhará versão em 3D nos cinemas. Conta a história do jovem Victor Frankenstien que realiza um desastrado experimento para trazer de volta à vida seu cachorro Sparky, atropelado por um carro.
Para dublar os personagens, Tim Burton chamou alguns velhos conhecidos como Winona Ryder (Edward Mãos de Tesoura), Catherine O'Hara (Os Fantasmas Se Divertem), Martin Short (Marte Ataca!) e Martin Landau (Ed Wood).
A estreia do filme está prevista para 2 de novembro deste ano. Abaixo, o terceiro filme da carreira deste grande diretor.
28 de novembro de 2011
Vida e Morte da Porraloca!

Ninfomaníaca? Bêbada? Viciada? Não existem adjetivos próprios e impróprios que descrevam Rê Bordosa. A diva do mundo underground é uma criação do cartunista Angeli.
Criada em 1984, Rê Bordosa era o símbolo de uma época: mulheres entrando na meia idade que viviam seus problemas existenciais em meio ao sexo livre, drogas e tudo o mais que viesse. Uma personagem de caráter escrachado e sem qualquer pudor, o que confere todo seu charme.
Personagem de maior sucesso de Angeli, Rê Bordosa fez sua primeira aparição na antiga revista Chiclete com Banana, e fez grande sucesso. Tamanho, que foi morta pelo autor, para que ela não estigmatizasse a carreira do mesmo. Aqui uma entrevista retirada do site Universo Hq, onde o autor comenta sua conturbada relação com a personagem:
Pergunta - Exatos 13 anos depois da morte da Rê Bordosa, a personagem ainda te incomoda?
Angeli - Bom, creio que não me incomoda mais. Até porque o que mais me angustiava era a possibilidade da existência dela se tornar um grude na minha carreira. Daí a decisão de matá-la.
Pergunta - Você já comentou que começou a se sentir incomodado com a possibilidade da personagem ficar maior do que o autor. Foi isto que o levou a parar de publicar tiras da personagem?
Angeli - Sim, é verdade. Sempre me irritou muito em entrevistas de outros desenhistas aquela coisa do "mundo encantado de Maurício de Sousa", ou "mundo encantado de Saci Pererê" (Ziraldo). Enfim, o mundo encantado de qualquer coisa. O meu projeto não tinha muita pretensão de seguir uma trajetória específica, mas a visão que eu tenho do meu trabalho é que, no todo, ele resulte em uma crítica de comportamento, no qual todos os personagens, charges e textos se juntem em uma crítica só.
Pergunta - No caso de Rê Bordosa, a personagem seguiu um caminho diferente, fugiu a seu controle?
Angeli - Quando eu percebo que alguma coisa está tomando um rumo que sai um pouco fora deste projeto, começa a me incomodar. E a Rê Bordosa, de alguma forma, estava apagando o brilho dos outros personagens.
Pergunta - Como assim?
Angeli - Ela era uma personagem muito forte e gostosa de trabalhar, mas problemática. O meu medo foi sempre de ter que carregá-la e me ver obrigado a desenhá-la até por uma questão de mercado. O leitor gosta, funciona, claro. Mas se eu fosse fazer um livro tinha que botar ela na capa, e isso começou a me incomodar. Qualquer proposta que de trabalho, era com a Rê Bordosa em primeiro lugar. E meu objetivo era fazer uma coisa mais ampla do que uma personagem.
Pergunta - A Rê Bordosa foi assassinada há 14 anos. Ela era muito voltada a mulher daquela época (1984 a 1987). Você acha que atualmente existem muitas Rê Bordosas por aí?
Angeli - As leitoras da época da Rê Bordosa continuam muito fiéis a ela. As mulheres de hoje que não a leram, possuem os mesmos problemas que ela tinha na década de 80. Creio que agora a autodestruição, através do sexo, do álcool e do cigarro é menor. Esta geração ainda tem um sentimento de culpa, problemas de adequação com o sexo oposto, com uma sociedade machista e também diante do que as mulheres acham o que é certo ou errado.
Pergunta - Como você contextualizaria sua personagem naquela época?
Angeli - A Rê Bordosa era um corpo estranho no movimento feminista ou machista, seja o que isso fosse. Então, hoje em dia ainda tem esses problemas, mas a forma de atuar é diferente. Talvez a droga que se usa hoje seja diferente e o álcool não esteja tão presente. E tem também a AIDS, que mudou muito o comportamento das mulheres.
Pergunta - A Rê Bordosa nasceu em 1984 e morreu em 1987. A AIDS já estava começando a ser discutida. Hoje, você acha que, com o tempo, a AIDS poderia mudar o comportamento da personagem?
Angeli - Acho. Eu não gostaria de mudar o meu personagem por causa de uma doença que surgiu. Mas, sem dúvidas, o comportamento sexual da mulher de hoje mudou. Fazer loucuras sexuais não é mais a mesma coisa de quando a Rê Bordosa fazia. Como, por exemplo, levar um time de futebol para dentro da banheira. Acredito que isto não existe mais.
Pergunta - Em algum momento da vida você se sentiu Rê Bordosa?
Angeli - Pode falar de uma década toda (risos)
Pergunta - Conte uma história de Rê Bordosa que você tenha vivido...
Angeli - Uma vez rolou uma bebedeira muito grande, e eu e o Homero (amigo de infância) acabamos presos na 4ª delegacia. Fizemos um teatro lá dentro, estávamos tão bêbados que começou a achar engraçado tudo aquilo. Tomamos umas porradas e pontapés e mandaram a gente embora.
Tinha um poste na frente da delegacia, e a coisa que nós dois mais queríamos era fazer xixi. Então, descemos as escadas, paramos no poste e começamos a mijar, um de cada lado do poste. Acho que isso é uma atitude de Rê Bordosa.
Tem também um outro caso que aconteceu em Ouro Preto, Minas Gerais. Eu e Glauco (cartunista) ficamos bebendo uma semana inteira, e fomos atrás das menininhas da cidade. Nessa mesma viagem, arrumei uma namoradinha e fui para a casa dela. Fiquei lá um tempo, namorei e tudo. Umas 6h da manhã, eu falei: "Não vou dormir aqui, vou para minha casa". Saí de lá, mas esqueci que Ouro Preto é feita de ladeiras intermináveis, e eu não havia calculado o quanto tínhamos andado de madrugada até chegar na casa da menina. E foi um sufoco até chegar no hotel, eu me arrastava por aquelas ladeiras, com os bofes para fora. De repente abrem uma fresta de uma janela e gritam: "Aí, Angeli, tá longe de casa, hein, meu?" Eu só consegui lançar uns grunhidos, mas não tinha nem ideia de onde vinha o grito.
Para matar a saudade dos fãs, a Devir / Jacarandá lança uma coleção com as obras de Angeli. Rê Bordosa, vida e obra da porraloca é o terceiro volume da série Sobras Completas do autor.
Outra grande homenagem à personagem foi Dossiê Rê Bordosa, um curta metragem, feito em stop-motion, dirigido por César Cabral, que tenta explicar os motivos que acarretaram a morte de Rê Bordosa por seu próprio criador, o cartunista Angeli.

Sites Interessantes:
- Universo Online - onde se encontra uma novela feita especialmente para internet, em que o autor ressuscita sua falecida personagem.
- Dossie Rê Bordosa - um site onde você pode encontrar maiores informações sobre o curta.
- Devir - site onde você pode encontrar informações sobre as publicações de Angeli.
6 de novembro de 2011
Flor de Neve e o Leque Secreto

Flor de Neve e Lírio são duas meninas que vivem na China do século 19. Embora vivam em condições de vida diferentes, elas possuem as mesmas obrigações: a de serem esposas perfeitas de maridos que nunca viram. A única escolha de uma mulher seria a da amizade, assim elas se tornam Iaotong, amigas por toda eternidade.
Mais tarde separadas elas passam a se comunicar por meio de leques, onde escreviam utilizando a escrita Nushu, conhecida somente por mulheres.
Paralela as histórias de Flor de Neve e Lírio, Nina e Sophia, duas amigas que vivem no século 21, descobrem a beleza da tradição do Iaotong, mas também descobrem a dificuldade de mantê-lo atualmente.
Flor de Neve e o Leque Secreto é baseado no livro de mesmo nome da autora Lisa See, e apresenta de forma sensível o universo dessas mulheres que sofriam a mutilação de seus pés, pois isso era o padrão de beleza da época. Embora aparentem fraqueza, as mulheres possuíam um universo único, paralelo ao mundo em que viviam. Tal universo ao meu ver é representado na escolha do Iaotong, o laço de amizade e amor que unia duas mulheres.
Contudo, o filme apresenta paralelamente a história de Nina e Sophia, que embora vivam em uma sociedade menos opressora, também possuem suas obrigações e tragédias pessoais. Assim, elas encontram na tradição do Iaotong uma forma de superação.
As duas tramas são emendadas, colocando uma nova perspectiva na história, que até então girava somente em torno do laço forte de amizade.
O silêncio que muitas vezes toma conta da cena é impressionante, sendo então completado por uma trilha sonora tocante. O filme conta um segredo para o espectador, e aqueles que interagem com as personagens parecem alienados, muitas vezes não compreendendo o comportamento das Iaotong.
Por fim, o filme termina com cenas belíssimas de telas em preto e branco.
Vale a pena conferir!
5 de outubro de 2011
A Invenção de Hugo Cabret

O livro conta a história do órfão Hugo Cabret, que vive em uma estação de trem na França no início do século XXI, onde cuida da manutenção dos relógios do lugar. Hugo possui um segredo, e este segredo lhe consome, porém sua vida muda ao ser pego roubando da loja de brinquedos da estação, onde o idoso dono do lugar e sua sobrinha aos poucos descobrem a verdade sobre o menino, e este aos poucos descobre que o seu segredo é bem maior e mais profundo.
O enredo do livro nos apresenta um pouco da origem do cinema, trazendo as emoções das primeiras apresentações de filmes ao grande público, a sensação de novidade, o medo, e principalmente toda a magia contida.

Lembrando um pouco de Will Eisner, o livro mescla ilustrações com texto, onde o autor tenta impregnar seu livro com um ar cinematográfico. Com ilustrações bem feitos, cenários bem construídos por meio do desenho, o autor não perde tempo descrevendo nada, concentra-se somente na história. Existem partes puramente visuais, e os efeitos de edição, os desenhos, além das sombras e enquadramentos, conferem uma atmosfera de suspense e perseguição como em um cinema.
O livro já foi adaptado para os cinemas sob a direção de Martin Scorsese ("Ilha do Medo"), e conta no elenco com: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Helen McCrory, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Ray Winstone. Deve estrear nos cinemas em 2012.
Um livro que vale a pena ler, uma leitura fácil, rápida (ainda que ele tenha 500 páginas), e leve. Vale a pena conferir o site do livro!
28 de agosto de 2011
Edith Piaf
Não! Sem arrependimentos
Não! Eu não terei arrependimentos
Todas as coisas
Que deram errado
Pelo menos terei aprendido a ser forte

Este trecho define muito bem Edith Giovanna Gassion, ou como ficou mundialmente conhecida Edith Piaf. Cantora e letrista francesa, nasceu em Paris em 1915, filha de um contorcionista acrobata e de uma cantora de cabaré.
A infância de Edith foi muito difícil, marcada por desgraças: seus pais eram alcoólatras, tendo sido abandonada pela mãe.
Aos 16 anos, ficou grávida de Marselle, que morreu aos dois anos. Marcada por essa tragédia, Piaf continuou a cantar nos cafés e clubes da Rua Pigalle, endereços recomendados na Paris da época.
Piaf teve sua vida transformada por Louis Leplée, proprietário do cabaré Gerny's, um dos mais conhecidos de Paris. Com seu sucesso, ficou conhecida como "Mome Piaf" (pequeno pardal).
Contudo, a vida voltou a castigar a jovem Piaf, visto que Leplée foi encontrado morto no clube que dirigia. A cantora foi suspeita do assassinato. A imprensa a acusou e a elite parisiense lhe voltou as costas. Assim, Edith Piaf voltou a misturar-se com as pessoas dos piores bairros de Paris, levando uma vida desregrada.
Piaf, no entanto, voltou a brilhar ao final da 2ª Guerra Mundial, voltando aos grandes cenários da França, Europa e da América. Tornou-se a grande dama da canção francesa, ajudando talentos emergentes. Em 1946, foi para New York onde conheceu o boxeador Marcel Cerdan, morto em 1949, quando sofreu um acidente de avião. Isso causou em Edith uma profunda depressão, que a fez utilizar álcool e tranquilizantes para superar o trauma. Esta foi a época de seus grandes sucessos: La Vie En Rose e Le Trois Cloches.
Em 1950, triunfou no Olympia, e em 1956 no Carnegie Hall, em New York. Porém, depois de um acidente, Piaf ficou desfigurada e tornou-se viciada em morfina. Com saúde frágil, em 1959 teve seu diagnóstico de câncer.
Morreu aos 47 anos, em Florence no ano de 1964.
Algumas obras de Edith Piaf:

Piaf - Um Hino ao Amor, em minha opinião, é uma belíssima homenagem a esta cantora. A caracterização da atriz Marion Cotillard se percebe nos trejeitos, resumindo a força e a fragilidade de Piaf.
A tragédia, as drogas, tudo é tratado de forma sutil, evidenciando a pequena e frágil Pardal, que se torna um verdadeiro cisne em palco.
O filme é uma delicada biografia, um trágico conto da vida de Piaf, mas também é um filme que nos fala de amor, em todas as formas, inclusive as mais cruéis.
4 de julho de 2011
O Retrato de Dorian Gray

Baseado no romance de Oscar Wilde " O Retrato de Dorian Gray", o filme de mesmo nome seria a décima adaptação do personagem de Wilde.
Embora seja a primeira adaptação que assisto, gostei muito, o enfoque da tríade Dorian, Basil e Lorde Henry é interessante, sendo evidenciado todo o processo de decadência pelo qual o jovem Dorian passa. Além da crítica ácida aos modos hipócritas da sociedade tão bem evidenciados no personagem de Henry.
O amor idílico de Basil e o desejo de Henry pela beleza de Dorian, sentimentos que levam a execução do quadro, são mostrados como dois polos que entram em conflito pela posse do jovem, principalmente em relação a Basil, que encontra sua decadência quando transcende a linha entre a devoção e a entrega absoluta.
Dorian por sua vez interpretado por Ben Barnes, não nos é mostrado de uma forma angelical, como no livro, mas sim como um jovem de modos brutos e inocentes que se deixa levar pelo hedonismo londrino. Sua inocência é demonstrada de forma corporal, e não em sua beleza física.
Por fim, o elemento principal, o quadro de Dorian, que sofre todas as agruras do tempo e de seu modo de vida relapso e prejudicial. A transformação mostrada para mim foi um pouco exagerada, mas a relação que Dorian tem com o quadro quando o descobre a verdade de sua existência e o quanto isso o afeta, foi bem explorada, principalmente no diálogo entre Dorian e um padre, onde a maldição do jovem transcende a fé ignorante do padre.
Enfim, um filme muito interessante e bem feito, vale a pena assistir!
13 de junho de 2011
O Nome da Rosa
Fazia um bom tempo que estava para assistir "O Nome da Rosa", estava um pouco receosa sobre esse filme, contudo ao assistir fiquei extremamente satisfeita.
O filme é baseado no livro de Umberto Eco, que se passa na última semana de novembro de 1327 num mosteiro do século XIII onde ocorrem assassinatos misteriosos.
Este mesmo local, onde ocorrem tão sinistros assassinatos, receberá uma importante discussão, e resolução de um impasse, entre duas ordens distintas do clero da época: os franciscanos, que pregam a simplicidade e humildade, e os beneditinos, que vivem de uma forma luxuosa.
O personagem central William de Baskerville é um franciscano, porém é também um homem de conhecimento, justo, e apegado a "razão", contrastando com os valores pregados pela Igreja. Possuidor de um astrolábio, um quadrante e lentes de aumento, o autor completa a figura de William como um filósofo e um pensador, não sendo então, um joguete da igreja.
Seu pupilo Adson, é jovem, sua juventude e inocência, o protegem de ser manipulado, e sua visita a abadia faz com que ele conheça uma jovem garota, que devido a sua pobreza é usada pelos monges para satisfazer seus desejos sexuais em troca de alimento. Adson se apaixona por ela, e tem sua primeira experiência sexual, esse acontecimento lhe trás um elo entre o que ocorre fora da vida eclesiástica, lhe trazendo a realidade dos gentios explorados pela Igreja.
Assim, William e Adson, como Sherlock Holmes e Watson, tentam buscar por meios lógicos os culpados dos assassinatos que ocorrem na abadia, em meio a histeria da crença de obras demoníacas.
O nome do filme tem referência na expressão usada na Idade Média que servia para denotar o infinito poder das palavras, mas para mim em uma das cenas finais, essa expressão muda de sentido denotando a "eterna dúvida". Enredo interessante e completo, cenários bem construídos, boas atuações, personagens profundos e bem elaborados, e uma história que prende do começo ao fim, fazem com certeza valer a pena assistir a esse filme!
Onde Vivem Os Monstros
Baseado no romance de Maurice Sendak "Onde vivem os Monstros" conta a história de Max, um garoto de nove anos de idade que aprende a lidar com seus sentimentos, com destaque para raiva.
Após uma explosão de raiva, ele foge de casa e se esconde, e é levado para uma terra estranha onde vive sete monstros, ali Max é coroado rei.
Cada monstro vem a representar um aspecto da personalidade de Max, sendo Carol a representação de sua raiva e impulsividade, logo ele se torna o mais próximo do menino. Seus enfrentamentos com cada um dos monstros e sua relação com eles aos poucos vão desvendando a Max aspectos de si mesmo, de uma forma infantil ele observa a si mesmo, e seu relacionamento com a mãe (representados nos momentos com KW).
O filme é bem interessante, mas deixa um pouco a desejar em muitos aspectos, principalmente para seu público alvo (infantil), o filme sofreu um atraso de 2 anos, por falta de verbas e pela insatisfação dos produtores com obra. A trilha sonora, idealizada por Karen O. deixa a desejar nos momentos em que se exige seriedade, mas orna perfeitamente com os momentos de bagunça e selvageria vividos por Max e seus súditos monstruosos.
No geral, acho que a proposta de reflexão do filme é muito boa, e a forma como a personalidade de cada monstro foi trabalhada é interessante. Vale a pena assistir!