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16 de julho de 2010

O Cemitério de Gaiman


Neil Gaiman lança no Brasil pela editora Rocco no selo Jovens Leitores, O Livro dos Cemitérios, uma história que lança um olhar mágico e surpreendente, em um universo já conhecido por seu terror, mas nunca por sua essência.

Ninguém Owens, antes de assim ser chamado, era um bebê bem ativo que não fazia ideia do que lhe esperava. Em uma noite nevoenta, um homem chamado Jack entra em sua casa, mata seus pais e sua irmã mais velha e deixa o último membro da família escapar. O pequeno garoto, sem saber do que acontecia, vê a porta aberta e foge para o cemitério próximo de casa, um lugar repleto de fantasmas que o adota e protege. Assim “nasce” Ninguém Owens, ou Nin, ou o menino vivo.

Mas o lugar não é um simples cemitério assombrado. Ele é mágico. Nin tem a liberdade de poder andar por onde quiser entre os limites do solo sagrado, podendo inclusive desaparecer e passar pelas paredes. O que o diferencia dos outros moradores do lugar é a sua condição de vivente. Lá dentro ele cresce, é educado por Silas, seu guardião misterioso que também não pertence àquele lugar. Em meio a histórias contadas pelos fantasmas, ele se transforma em um garoto curioso e querido por todos que lá vivem. Um lugar que mete medo em muitos é aquele que o protege dos perigos de fora.

Cada capítulo de O Livro do Cemitério mostra Nin em tempos diferentes vivendo várias aventuras. Há um fino fio que liga diretamente um capítulo ao outro, que superficialmente parecem ser histórias separadas. Mas o perigo sempre ronda o protagonista, e no fim esses vários elementos tratados durante a trama se unem transformando o desfecho da história de Nin em algo único. O garoto é encantador, mostrando ser mais sensato que muitos adultos, tendo um pensamento aguçado e sincero por ter crescido em ambiente tão diferente. Ele é mágico, assim como o lugar onde vive.

Gaiman faz o leitor simpatizar instantaneamente pelo protagonista e os fantasmas que vivem com ele. Narrando de forma simples e detalhando apenas o principal para montar os cenários, ele utiliza formas de linguagem pertinentes à época em que cada fantasma viveu e familiariza o leitor com o cemitério detalhando inclusive as lápides de cada personagem importante para a trama. Por mais fantasiosa que a história possa ser, Gaiman faz parecer que tudo poderia ser realmente real.

O Livro no Cemitério convida a explorar não só a história de Nin, mas o mundo onde o próprio leitor vive. É isso o que o garoto faz durante toda a trama, e é essa a mensagem que Neil Gaiman deixa no final. Aproveitar enquanto se é vivo para conhecer tudo o que está ao alcance e tentar chegar àquilo que não está. O livro encanta por tratar de forma tão leve e bem humorada um assunto como a morte, e ainda traz boas passagens fantásticas que misturam o real ao imaginário onde tanto a trama quanto as personagens cativam.

Assim como fez em Coraline e Os lobos dentro das paredes, Neil Gaiman cria um mundo fantástico e fascinante, desta vez dentro de um pequeno cemitério. Ninguém e seus companheiros de cemitério são personagens adoráveis e mesmo os mortos são cheios de vida e alegria como raramente se acha em outros livros. Mais uma vez com o acompanhamento de luxo das belas (e sombrias) ilustrações de seu velho colaborador Dave Mckean, Gaiman apresenta um livro estupendo. E fica claro porque é um dos mais badalados escritores da atualidade.

Retirado na íntegra de Ambrosia, com alterações.

Outras fontes: Livrorama

3 de janeiro de 2010

Coraline



"Coraline descobriu a porta pouco depois de terem se mudado para a casa."
(...)
"Das portas que encontrou, treze abriam e fechavam. A outra - a porta grande e de madeira escura esculpida, no canto mais afastado da sala de visitas - estava trancada."

Assim começa uma história aparentemente infantil, aparentemente banal, em um livro aparentemente dispensável. E, pra ser sincero, eu não cheguei primeiro ao livro. Para ser bem sincero, eu primeiro conheci o jogo baseado no filme, depois fiquei sabendo do filme e, só aí, em uma livraria que mais parece um sebo, me deparei com o mesmo título - nada tão especial, se não fosse pelo nome estampado acima de "Coraline": Neil Gaiman.

Coraline conta a história de uma menina que se muda com os pais - que não lhe dão a menor atenção - para uma casa muito velha, ou mais precisamente para um dos apartamentos da casa. Há duas mulheres morando no apartamento abaixo, e um homem um tanto quanto maluco no apartamento acima. E há um apartamento vazio. E há uma porta que dá para uma parede de tijolos. Pelo menos, ao que parece.

Coraline atravessa a porta e descobre outro mundo, onde sua Outra Mãe e seu Outro Pai a acolhem com carinho, brincadeiras e comidas deliciosas. E aquele Outro Mundo parece ser tudo que ela sempre quis. Parece mesmo, se não fossem pelos botões costurados nos olhos de todos, pela altura estranha e mãos que mais parecem garras de sua Outra Mãe... A partir daí Gaiman nos lança numa atmosfera de terror e fantasia non-sense (com deliciosas citações de Alice no País das Maravilhas e filmes clássicos de terror) que retiram definitivamente o livro do rótulo "Infantil".

O livro é de 2002, e conta com ilustrações brilhantes (e aterrorizantes) de Dave McKean. No Brasil, foi lançado pela Editora Rocco. Em 2009 foi feito um filme, dirigido por Henry Selick (o mesmo diretor de O Estranho Mundo de Jack, cujo roteiro é de Tim Burton), totalmente em stop motion, que é a técnica de se filmar as cenas quadro por quadro - uma das mais trabalhosas e mais antigas do cinema. Mas, o filme segue o livro???


Como toda adaptação, há diferenças. A principal e mais gritante é a presença de Wybie, um menino que mora ao lado da casa de Coraline, porém a maneira com que Selick - que também escreveu o roteiro do filme - introduziu o personagem na história é genial. Algumas diferenças ocorrem na história, quanto à sequência dos fatos e outros, mas mesmo assim o filme é uma bela adaptação do livro.

Quanto ao filme ainda, vale a pena assistir aos extras e visitar o site, pois em ambos há vídeos mostrando a dificuldade e o milagre que é a arte do stop motion. Para não ficar só na vontade, aqui vai um deles:


O filme é um dos melhores do gênero stop motion já criados. Arrisco até dizer que as marionetes, a caracterização dos personagens e a animação em si são melhores do que em O Estranho Mundo de Jack.

Foi lançado ainda um jogo para o Nintendo Wii (que por experiência própria não vale a pena...) baseado no filme, e há versões em Blu-Ray e 3D do filme disponíveis.

Enfim, Neil Gaiman reinventa em Coraline a fantasia non-sense, que normalmente não é levada muito a sério, adicionando uma boa (tremenda) dose de terror à história e a todos os personagens. O filme vale a pena, mas o livro... é perfeito.

"Este livro conta uma história fascinante e perturbadora que quase me matou de susto. A menos que você queira se esconder debaixo de sua cama, com o dedo na boca, tremendo de medo e fazendo toda a espécie de sons estranhos, sugiro que largue o livro devagarinho e vá procurar uma diversão mais leve, algo assim como um crime sem solução, pra desvendar."
Lemony Snicker, autor de Desventuras em Série.

E ele tem razão! Li o livro em uma casa que não era a minha, num quarto com objetos que eu desconhecia. Ao menor barulho eu olhava em volta. Então, se você quer misturar Alice com um terror direto e certeiro, e ainda ficar com dúvidas sobre a segurança das suas janelas, sugiro que leia!



E abaixo você confere o trailer do filme (em inglês):



"Contos de fada são a pura verdade: não porque nos contam que os dragões existem, mas porque nos contam que eles podem ser vencidos." - G. K. Chersterton

1 de dezembro de 2009

Vício de livros


Pra mim bibliotecas sempre foram um ambiente mágico, um mundo de possibilidades infinitas onde com prazer eu me perdia.

O Shelfari, um site para amantes de livros colocou uma amostra da biblioteca de Neil Gaiman, autor de Sandman e Coraline (creio q não preciso dizer mais nada...), disponibilizando no site fotos variadas de seu acervo de livros.
Com um arranjo de dar inveja, a biblioteca de Gaiman foi fotografada por Kyle Cassidy.
Em algo assim quem não morre de vontade de se perder?


Links


11 de agosto de 2009

Morte - Neil Gaiman



Com uma novela  sobre a irmã do protagonista de sua história mais famosa, Sandman, Gaiman surpreende novamente. 

Embora esse personagem tenha criado boatos de que seria baseado em Tori Amos (boato que foi desmentido),  o visual é baseado em Siouxsie Sioux.

Morte, O preço da Vida:

Morte - 01

Morte - 02

Morte - 03

Morte, O grande Momento da Vida:

Morte - 01

Morte - 02

Morte - 03

obs.: Alguns arquivos são cdr, necessitando de um programa certo para visualiza-los.

Sandman - Neil Gaiman


É uma HQ criada em 1988 por Neil Gaiman para o selo Vertigo da Editora DC Comics, contando as histórias que Sonho, o governador de Sonhar, passa ao interagir com o Universo, diferentes pessoas e lugares. 

A HQ se tornou sucesso de critica e público, Gaiman escreve como ocorreu sua inspiração:

"O verão de 1967 foi uma época importante para mim. Tinha cerca de 7 anos e me deram uma "caixa de encantos"( na verdade, era um caixote de papelão com pilhas de revistas em quadrinhos)...

... Ainda não sei de quem era aquela caixa de revistas em 67. Imagino, se ele, ou seja lá quem for, sabia que aquilo não era apenas uma caixa de revistas... Era uma CAIXA DE SONHOS"

Por mim acho que vale muito a pena a leitura, então o link: 

sandman-Neil Gaiman

O arquivo é grande, contém uma quantidade imensa de prazer...

obs.: O arquivo exige que se tenha leitores de arquivos cdr.