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2 de fevereiro de 2014

Medusas

     Na mitologia grega, Medusa era uma bela mulher. Desejada por todos os homens e invejada por todas as mulheres.
     No entanto, como sacerdotisa de Atena, devia se manter virgem em honra a Deusa Guerreira. Sendo assim, sempre declinou o assédio de todos os pretendentes que a cortejavam.
     Mas sua beleza chamou atenção não somente dos homens, mas do Deus Poseidon, que invadiu o templo de Atena e violentou Medusa.
    O ocorrido despertou a ira da Deusa, que puniu Medusa, transformando-a em um monstro horroroso. Logo, Medusa, a mais bela das mulheres ficaria conhecida como Górgona, a feia criatura que petrificaria a todos que ousassem olhar em seus olhos.
    Antes caçada por sua beleza, Medusa agora é caçada por sua maldição, muitos heróis buscaram matá-la para se apoderar de seu poder, uma arma importante em uma batalha.
    Simplificando, eis o mito de Medusa! Se observarmos que muitos mitos nascem de situações cotiadianas, vemos até hoje tantas medusas, poseidons e atenas espalhados pelo mundo...
 
 
    Ler nos jornais que há um aumento no número de casos de estupro no Brasil, segundo o Ministério Público são 50 mil por ano, os estupros coletivos na Índia, a prática de retirada do clitóris na África, tantos e tantos abusos contra a mulher, sempre as mesmas histórias, tão exaustivamente retratadas em filmes, livros, documentários. A pergunta que fica é: por que não muda?
    Como sociedade, entendemos que somos criaturas civilizadas aptas a partilhar de uma vida em conjunto, contudo uma mulher que tenha sido violentada frequentemente sofre escárnio das autoridades que a atendem, de seus vizinhos, até de seus familiares. É pensamento comum que ela pediu para que acontecesse ao sair na rua com uma saia mais curta, um decote ou mesmo por andar desacompanhada! Mas paro e penso, que bando de animais somos nós, que não podemos observar uma mulher passar na rua com uma roupa curta que devemos sair por ai gritando e urrando atrás dela!?
   Existe uma clara falta de respeito para com o próximo, observá-lo como pessoa e não como um objeto para quaisquer que sejam os fins. Perpetrado em novelas, em filmes, em música, no boca a boca, esta cultura, vejo com pesar, se intensifica. Não há homens e mulheres, mas machos e fêmeas no sentido mais primevo da palavra.
    A quem podemos culpar? Ao homem que sem carater violentou uma mulher? Fazendo as vias de advogado do diabo, existe toda uma série de reforços ao longo de toda sua criação como pessoa que lhe dizem que ele pode tomar, é de seu direito e instinto, um "não" saído da boca de uma mulher sempre pode virar um "talvez" se insistir...
   Deve-se culpar as mulheres, que deixaram esta situação se reforçar através dos anos. De permitir e educar seus filhos a esta maneira tão "machista"? De rotular uma mulher devido a seu comportamento?
   Não se pode culpar indivíduos, não quando eles vivem em sociedade, a culpa tem de ser minha, sua, partilhada por todos... Não importa se estas situações ocorrem aqui no Brasil, na Índia, na África, lembrando um pouco de Boff, somos cidadãos do mundo! Cabe a nós passar adiante, sempre reforçando sem esmorecer a ideia de seres humanos, não mais de gêneros, crenças ou quaisquer outros rótulos, uma mentalidade mais empática e racional... Do contrário, deixemos de lado toda a civilidade e voltemos as cavernas!
 

Campanha contra estupros em prisões nos EUA da Ong Stop Prisoner Rape
 

     Deixo duas obras sobre o tema e a campanha (famosa na web) que humoristas indianas fizeram contra o estupro em seu país, faço um adendo sobre o termo Bhaiya que significa "irmão", sendo utilizado entre amigos, quando próximos. Muitos sacerdotes (homens-santos mencionados), condenaram as ações de estupro, no entanto, alguns sugeriram que as vítimas deveriam tratar seus estupradores como irmãos, demonstrando amor e compaixão para com eles.
 
 
 
     Beautiful: drama coreano de 2008 que conta a história de Eunyoung, uma mulher de beleza deslumbrante, mas que se sente triste pelas situações que passa em razão dessa beleza. Até que após um acontecimento terrível em sua vida ela começa a matar sua aparência, considerando sua beleza uma maldição...
     Um filme bem intenso, que passa muito do que as mulheres passam, desde de abusos até os rótulos como beleza, forma de vestir.


 
     O Harém de Kadafi: este livro escrito pela jornalista Annick Cojean, do jornal Le Monde, é um relato sobre as barbáries perpetradas contra as mulheres durante a ditadura de Muamar Kadafi. Sequestros, estupros, drogas, tudo era permitido para este ditador que se proclamava o libertador das mulheres.
     No livro vemos a história de uma dessas garotas, que foi vista na escola pelo ditador quando tinha 15 anos. Levada para casa dele foi estuprada, mantida em cárcere para satisfazer os desejos do "Guia". Lá ela se vê junto a outras garotas que tiveram o mesmo fim, recrutadas em escolas, faculdades, filhas de generais, soldados... O apetite de Kadafi não tinha fim!
     Após sua morte essas mulheres que esperavam se ver livres, foram perseguidas pela própria Líbia, que as via como um símbolo de vergonha. Muitas foram mortas por seus parentes, outras passaram a se prostituir para manter sua vida, porém outras lutaram para que suas histórias fossem ouvidas, e parte desta história pode ser vista no livro.

 
Upload por Livrandante, prestigie o site!
  

19 de setembro de 2013

A matéria da mente

    Momentos de tédio podem proporcionar grandes descobertas, não é de hoje que sites do tipo "clickjogos", "armor games" me fazem perder tempo! Inutilidades, acabei por me deparar com o jogo Axon!
    O jogo simula, de maneira simples, o comportamento das células neurais. O jogador deve realizar conexões com o maior número possível de proteínas. 
     O jogo é simples, porém a ideia é extremamente interessante! Lançado com o intuito de promover a exposição "Brains - The Mind as Matter" que estará aberta no Museum of Science and Industry, até o dia 4 de janeiro de 2014, o jogo aguça nossa curiosidade.
     A amostra trata sobre este órgão nobre e tão pouco conhecido, a despeito dos avanços da ciência.
   Com um acervo impressionante de peças anatômicas, fotografias, entre outros registros, a exposição expõem a beleza desta misteriosa máquina biológica.


Cresça as conexões do seu neurônio, através das proteínas (bolinhas brancas).

 As bolinhas brancas representam proteínas, clique sobre elas o mais rápido possível, sem deixar que o círculo branco diminua (círculo de influência sobre outras proteínas).

 Cuidado com o neurônio rival (em vermelho), ele irá competir por suas proteínas atrapalhando o avanço de suas conexões.

Algumas proteínas são especiais.

A proteína "Chain" fará ligações instantâneas com várias outras proteínas, depois que ligar a três "Chains" consecutivas.

A proteína "Frezze" irá congelar durante 1 segundo seu círculo de influência, possibilitando mais conexões. Além disso, ela também impede a ação do neurônio rival.


A proteína "Range" aumenta seu círculo de influência.

A proteína "Force" liga vários pontos instantaneamente.

Ao final, você descobre que tipo de célula nervosa pode ser, clicando no nome, você é redirecionado para informações sobre ela.

7 de setembro de 2012

Ao despertar de um sonho inquieto, certa manhã, Gregor descobriu que se havia transformado num gigantesco inseto. - Kafka.

Laurent Seroussi, fotógrafo francês, realizou um ensaio bem interessante. Um misto de beleza e estranheza, o artista mesclou a imagem de modelos com insetos.

O Projeto Insectes é uma obra que busca unir o atraente e o repulsivo, não possuindo uma relação com o Gregor de A Metamorfose de Kafka, como podemos pensar em uma primeira análise.

Com cores e uma visão delicada deste mundo entomológico, a produção ficou bem interessante! Confira abaixo o resultado:

21 de junho de 2012

E Nós o recriamos...

Neste tempo louco de junho sai a graphic novel de Rafael Campos Rocha, artista plástico e quadrinhista, Deus, essa gostosa.

Com heresia no nome e em sua descrição, a graphic novel traz uma leitura interessante dos personagens bíblicos e de temáticas complexas como religião e sexo.

Deus, essa gostosa tem ganhado muitos fãs na mesma proporção do desconforto que causou, pois nesta narrativa o leitor acompanha sete dias da vida desta Criadora incomum, fã de futebol, amiga de Karl Marx e do Diabo, dona de sex shop, envolvida em movimentos exóticos/esotéricos do amor carnal.

Embora ainda não tenha lido, achei a proposta bem interessante!

6 de abril de 2012

Qual o valor de um livro?

Já diria alguém que o preço de um produto não tem absolutamente nada a ver com o seu valor real. Se é realmente assim, é fácil lembrar de produtos caros que não valem realmente muito, e de pequenas coisas que possuímos que valem muito. Uma foto antiga, uma anotação em um caderno, um presentinho comprado em alguma lojinha de artesanato... Um livro....

Particularmente guardo um grande afeto pelos livros que tenho. Não que eu os guarde a sete chaves (na realidade amigos acabam levando alguns dos melhores), mas eles tem um grande valor pra mim. Por isso, quando fui confrontado, há alguns dias, com a pergunta título deste artigo, fiquei um certo tempo pensando sobre o real valor de um bom livro...

Em algumas estações dos metrôs das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro é possível se deparar com aquela pergunta, e com uma agradável surpresa: máquinas contendo livros, semelhante àquelas de refrigerante. Porém, o preço não é fixado! Ao invés disso, é possível ler, em letras garrafais, acima das máquinas: Pague quanto acha que vale. Possível?

Algumas pessoas se aglomeravam em volta das máquinas, surpresas tanto quanto eu com aquilo. Alguns descrentes iam embora achando se tratar de alguma brincadeira, mas alguns livros eram pescados de tempos em tempos (inclusive pesquei o meu, Manon Lescaut, de Prévost).

Para ver os livros nesta máquina, clique na imagem

A iniciativa é da 24X7 Cultural, uma empresa com fins lucrativos cuja missão, segundo seu próprio site, é de facilitar a formação de novos leitores, incentivar o hábito da leitura de forma sustentável e consequentemente melhorar os indíces de alfabetização funcional do Brasil. A primeira máquina de livros, como é chamada pela própria empresa, começou a funcionar em 2003, na estação São Joaquim do metrô de São Paulo.

De lá pra cá, com treze máquinas em São Paulo e mais de um milhão e duzentos mil livros já vendidos, o que era um projeto experimental se tornou uma solução viável em distribuição e comercialização de livros de qualidade a um custo baixíssimo e acessível à população. A uma população que supostamente não lê. E que, segundo o próprio fundador da 24X7, compra Nietzsche, Maquiavel, Platão, Diderot e Sun Tzu - autores mais vendidos nas máquinas. Um sinal de mudança, ou uma mudança de fato?


As fotos deste artigo foram tiradas na estação Barra Funda do metrô de São Paulo.


18 de janeiro de 2012

O pequeno Frank de Burton

Frankenweenie, animação em stop-motion de Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), ganhou mais uma nova imagem.

O longa é adaptação de curta-metragem homônimo do próprio Burton, de 1984, que ganhará versão em 3D nos cinemas. Conta a história do jovem Victor Frankenstien que realiza um desastrado experimento para trazer de volta à vida seu cachorro Sparky, atropelado por um carro.

Para dublar os personagens, Tim Burton chamou alguns velhos conhecidos como Winona Ryder (Edward Mãos de Tesoura), Catherine O'Hara (Os Fantasmas Se Divertem), Martin Short (Marte Ataca!) e Martin Landau (Ed Wood).

A estreia do filme está prevista para 2 de novembro deste ano. Abaixo, o terceiro filme da carreira deste grande diretor.


5 de outubro de 2011

A Invenção de Hugo Cabret

O livro conta a história do órfão Hugo Cabret, que vive em uma estação de trem na França no início do século XXI, onde cuida da manutenção dos relógios do lugar. Hugo possui um segredo, e este segredo lhe consome, porém sua vida muda ao ser pego roubando da loja de brinquedos da estação, onde o idoso dono do lugar e sua sobrinha aos poucos descobrem a verdade sobre o menino, e este aos poucos descobre que o seu segredo é bem maior e mais profundo.

O enredo do livro nos apresenta um pouco da origem do cinema, trazendo as emoções das primeiras apresentações de filmes ao grande público, a sensação de novidade, o medo, e principalmente toda a magia contida.

Lembrando um pouco de Will Eisner, o livro mescla ilustrações com texto, onde o autor tenta impregnar seu livro com um ar cinematográfico. Com ilustrações bem feitos, cenários bem construídos por meio do desenho, o autor não perde tempo descrevendo nada, concentra-se somente na história. Existem partes puramente visuais, e os efeitos de edição, os desenhos, além das sombras e enquadramentos, conferem uma atmosfera de suspense e perseguição como em um cinema.

O livro já foi adaptado para os cinemas sob a direção de Martin Scorsese ("Ilha do Medo"), e conta no elenco com: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Jude Law, Helen McCrory, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Christopher Lee, Sacha Baron Cohen, Ray Winstone. Deve estrear nos cinemas em 2012.

Um livro que vale a pena ler, uma leitura fácil, rápida (ainda que ele tenha 500 páginas), e leve. Vale a pena conferir o site do livro!

20 de junho de 2011

Biblioteca Sustentável


A criatividade das pessoas não tem limites, e enquanto muitos países vivem a falácia de atitudes mais sustentáveis uma cidade da Alemanha inova com um projeto sócio-ambiental que deveria inspirar muitas outras cidades.

A Open Air Library é uma biblioteca construída basicamente com caixas de cerveja doadas por uma empresa local. A população ajudou na construção da estrutura e um escritório de design realizou o acabamento, reutilizando partes da fachada de um armazém abandonado da cidade.

Um projeto completo, a Open Air Library também tem como iniciativa o incentivo a leitura entre a população que doou cerca de 2 mil livros para o acervo. A biblioteca fica aberta 24 horas, sem seguranças, o que não acarretou nenhum sumiço do acervo.

Lições a parte, fica a inspiração para outros países, afinal não foi o dinheiro que construiu a biblioteca, mas a vontade coletiva e o amor ao conhecimento!


Moda Vamp?!


A nova febre do momento sem dúvida é a imagem do Vampiro, nunca ela foi tão aclamada, tão copiada e reinventada como antes. Nessa onda o site Fottus, fez montagens de famosos em versões vampíricas. Alguns ficaram muito bons, outros, nem tanto!

Scarlett Johansson

Madonna

Alanis Morissette
Fonte: Fottus.

7 de novembro de 2010

Alice: Madness Returns

E se você construísse um refúgio?
Cuidadosamente montasse as peças
Do intrincado quebra-cabeça
E fizesse um mundo de maravilhas?

E se ao voltar ao seu refúgio
Buscando paz e segurança
Cada pequeníssimo detalhe
Estivesse torto e distorcido?

E se o mundo que você construiu
Se tornasse o seu pior inimigo?


          No ano de 2000, o designer de jogos American McGee, juntamente com o estúdio Rogue Entertainment, desenvolveu um jogo, publicado e distribuído pela EA Games, intitulado American McGee's Alice. Com gráficos impressionantes para a época, o jogo fez muito sucesso com seus cenários macabros e personagens horripilantes, baseados nas obras de Lewis Carroll (autor de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho).
          Agora, onze anos depois (o jogo será lançado em 2011), American McGee e EA se reúnem novamente, para dar sequência à história, que se passa também onze anos depois dos acontecimentos do primeiro jogo.
Screenshot de Alice: Madness Returns
           O primeiro jogo se passa alguns anos depois da história dos livros. A casa de Alice é destruída em um incêndio acidental, do qual Alice é a única sobrevivente. Após sofrer de alucinações (e tentar suicídio), ela é internada em um hospital psiquiátrico, onde encontra, em uma noite nada normal, o mesmo coelho branco a chamando de volta ao seu País de Maravilhas. Mas o seu antigo refúgio já não é o mesmo. A falta de Alice permitiu que a Rainha de Copas tomasse o poder absoluto no País das Maravilhas, transformando o antigo mundo de sonhos e loucuras em um cenário decadente de escuridão e violência. A missão de Alice é trazer a antiga paz de volta ao mundo que a sua própria imaginação criou.

Concept art de Alice: Madness Returns
          Alice: Madness Returns traz um objetivo um pouco diferente. Alice conseguiu sua liberação do hospital psiquiátrico, depois de tanto tempo internada, e passou a ser tratada por um psiquiatra em Londres. Porém, o que era para ser uma libertação se torna um regresso ao pesadelo. Confrontando seus antigos demônios, Alice se vê novamente no País das Maravilhas (cujo nome já não faz mais nenhum sentido), que como antes se encontra distorcido e decadente. Porém, nesta sequência da história Alice percebe finalmente que não é a Rainha de Copas, ou qualquer outro personagem de sua mente, a "culpada" por essa decadência, mas sim a sua própria mente. Alice deve então combater, mais do que nunca, a sua própria decadência, a sua própria distorção, deve interromper a sua descida ao inferno.

Screenshot de Alice: Madness Returns
          Com gráficos bonitos, porém nada impressionantes para a realidade atual dos jogos eletrônicos (ainda mais falando de EA Games), Alice: Madness Returns reinventa, como seu predecessor, uma das histórias mais férteis e propensas a interpretações da literatura universal. Sua história é semelhante à de outras adaptações, como Alice de Tim Burton, com o mesmo maniqueísmo desagradável, totalmente ausente nos livros de Carroll. Resta dizer que o primeiro jogo, American McGee's Alice, não tinha uma história muito bem elaborada, o que tornava a jogabilidade enjoativa após pouco tempo. Fica a espera de que esta sequência traga algo realmente novo e criativo.

          O lançamento é previsto, como já dito, para 2011, para as plataformas XBOX 360, Playstation 3 e PCs.

27 de setembro de 2010

Prêmio Abril de Personagens



A Editora Abril está lançando o "Prêmio Abril de Personagens" com intuito de estimular a criação de narrativas para público infanto-juvenil, ou seja, entre 7 e 12 anos, de ambos os sexos.

Os trabalhos serão selecionados pela Editora Abril, pela Associação Brasileira de Produtores Independentes d Televisão (ABPI-TV) e também serão colocados a disposição do voto popular.
O ganhador irá garantir um contrato com a Editora Abril e terá sua obra publicada.

O prazo para as inscrições vai de 27 de setembro a 24 de outubro de 2010.

Para quem se interessar, mais informações no site.

28 de julho de 2010


Em algumas cenas da consagrada série de House M.D., o protagonista Hugh Laurie (que vive o papel do doutor Gregory House) é visto tocando guitarra. Ao contrário do que alguns céticos podem imaginar, não se trata de um dublê em cena. O próprio ator é quem se incumbe do instrumento.

O astro britânico também toca piano, bateria e sax. Para quem ainda tem dúvidas sobre sua capacidade como músico, uma notícia. Ele acaba de assinar contrato com a gravadora Warner, para a gravação de um álbum de blues e demonstrou sua felicidade em declaração ao site americano aceshowbiz.

- Estou excitado com essa oportunidade. Sei que muitos atores que entraram no meio musical se deram mal, mas prometo que no meu caso ninguém sairá ferido. Estou emocionado de trabalhar com o produtor Joe Henry, que produziu alguns de meus discos favoritos.

Recentemente, Laurie participou, tocando piano, do álbum Hang Cool Teddy Bear, do roqueiro americano Meat Loaf, lançado em maio. Loaf postou no Youtube um vídeo com o ator tocando piano. O primeiro disco solo de Laurie ainda não tem previsão de lançamento. Abaixo um pouco desta parceria:




Fonte: R7

16 de julho de 2010

O Cemitério de Gaiman


Neil Gaiman lança no Brasil pela editora Rocco no selo Jovens Leitores, O Livro dos Cemitérios, uma história que lança um olhar mágico e surpreendente, em um universo já conhecido por seu terror, mas nunca por sua essência.

Ninguém Owens, antes de assim ser chamado, era um bebê bem ativo que não fazia ideia do que lhe esperava. Em uma noite nevoenta, um homem chamado Jack entra em sua casa, mata seus pais e sua irmã mais velha e deixa o último membro da família escapar. O pequeno garoto, sem saber do que acontecia, vê a porta aberta e foge para o cemitério próximo de casa, um lugar repleto de fantasmas que o adota e protege. Assim “nasce” Ninguém Owens, ou Nin, ou o menino vivo.

Mas o lugar não é um simples cemitério assombrado. Ele é mágico. Nin tem a liberdade de poder andar por onde quiser entre os limites do solo sagrado, podendo inclusive desaparecer e passar pelas paredes. O que o diferencia dos outros moradores do lugar é a sua condição de vivente. Lá dentro ele cresce, é educado por Silas, seu guardião misterioso que também não pertence àquele lugar. Em meio a histórias contadas pelos fantasmas, ele se transforma em um garoto curioso e querido por todos que lá vivem. Um lugar que mete medo em muitos é aquele que o protege dos perigos de fora.

Cada capítulo de O Livro do Cemitério mostra Nin em tempos diferentes vivendo várias aventuras. Há um fino fio que liga diretamente um capítulo ao outro, que superficialmente parecem ser histórias separadas. Mas o perigo sempre ronda o protagonista, e no fim esses vários elementos tratados durante a trama se unem transformando o desfecho da história de Nin em algo único. O garoto é encantador, mostrando ser mais sensato que muitos adultos, tendo um pensamento aguçado e sincero por ter crescido em ambiente tão diferente. Ele é mágico, assim como o lugar onde vive.

Gaiman faz o leitor simpatizar instantaneamente pelo protagonista e os fantasmas que vivem com ele. Narrando de forma simples e detalhando apenas o principal para montar os cenários, ele utiliza formas de linguagem pertinentes à época em que cada fantasma viveu e familiariza o leitor com o cemitério detalhando inclusive as lápides de cada personagem importante para a trama. Por mais fantasiosa que a história possa ser, Gaiman faz parecer que tudo poderia ser realmente real.

O Livro no Cemitério convida a explorar não só a história de Nin, mas o mundo onde o próprio leitor vive. É isso o que o garoto faz durante toda a trama, e é essa a mensagem que Neil Gaiman deixa no final. Aproveitar enquanto se é vivo para conhecer tudo o que está ao alcance e tentar chegar àquilo que não está. O livro encanta por tratar de forma tão leve e bem humorada um assunto como a morte, e ainda traz boas passagens fantásticas que misturam o real ao imaginário onde tanto a trama quanto as personagens cativam.

Assim como fez em Coraline e Os lobos dentro das paredes, Neil Gaiman cria um mundo fantástico e fascinante, desta vez dentro de um pequeno cemitério. Ninguém e seus companheiros de cemitério são personagens adoráveis e mesmo os mortos são cheios de vida e alegria como raramente se acha em outros livros. Mais uma vez com o acompanhamento de luxo das belas (e sombrias) ilustrações de seu velho colaborador Dave Mckean, Gaiman apresenta um livro estupendo. E fica claro porque é um dos mais badalados escritores da atualidade.

Retirado na íntegra de Ambrosia, com alterações.

Outras fontes: Livrorama

22 de junho de 2010

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada


E na onda dos filmes 3D, chega as telas do cinema no dia 10 de dezembro, o terceiro filme da série "As Crônicas de Nárnia" que conta as aventuras dos Irmãos Pevensie ao lado de seu primo Eustáquio e do Príncipe Caspian, em busca de descobrir o que aconteceu com 7 fidalgos enviados para desbravar o Oriente.
As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader) já possui um trailer, agora é esperar e apreciar!



Fonte: Ambrosia

O Ateísta de Fé


Este artigo é uma pequena homenagem a José Saramago, escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta, que morreu recentemente, é certo que a literatura perde muito, em especial a portuguesa.

José de Sousa Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, em 16 de novembro de 1922, em uma família de agricultores. Passou grande parte de sua vida em Lisboa, para onde a família se mudou em 1924.
Não cursou a universidade devido as dificuldades financeiras de sua família, mas mesmo assim Saramago demonstra desde cedo interesse pela cultura e estudos. Formou-se em uma escola técnica, sendo seu primeiro emprego serralheiro mecânico. Contudo, fascinado por livros, durante a noite visitava a Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias com frequência.
Aos 25 anos de idade publica "Terra do Pecado (1947)", seu primeiro romance. Após este primeiro, apresentou ao seu editor, tempos depois o livro "Clarabóia", que depois de rejeitado, permanece inédito até a data de hoje.
Não deixando a literatura, Saramago após 19 anos lança "Os poemas Possíveis". Em um espaço de 5 anos, publica, sem grandes alardes, mais 2 livros de poesia: "Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). Trabalhando até está época no Editorial Estudos Cor muda para Diário de Notícias, e depois para o Diário de Lisboa.
Em 1975 retorna ao Diário de Notícias como Diretor - Adjunto, onde fica por 10 meses até o dia 25 de novembro do mesmo ano, quando militares portugueses intervêm na publicação, desta forma Saramago passa a dedicar-se somente a literatura.
Remanescentes da fase jornalista de Saramago são quatro crônicas: Deste Mundo e do Outro (1971), A Bagagem do Viajante (1973), As Opiniões que o DL Teve (1974) e Os Apontamentos (1976).
Após três décadas da publicação de seu primeiro romance, Saramago retorna com "Manual de Pintura e Caligrafia", porém não foi neste livro em que pode-se definir seu estilo, que só viria a aparecer em "Levantado do Chão (1980)".
Dois anos depois lança "Memorial do Convento", onde finalmente atinge destaque. Entre 1980 e 1991 o autor lançou mais 4 romances que misturam realidade e interpretação do fato oficial: "Ano da Morte de Ricardo Reis (1984)", "A Jangada de Pedra (1986)", "História do Cerco de Lisboa (1989)" e "O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)", sendo está última sua obra mais controversa.
De 1995 a 2005, publicou mais 6 romances, onde inaugura um nova fase em seus enredos, onde a história se desenrola mais em locais ou épocas determinados do que em personagens: "Ensaio Sobre a Cegueira (1995)", "Todos os Nomes (1997)", "A Caverna (2001)", "O Homem Duplicado (2002)", "Ensaio Sobre a Lucidez (2004)" e " As Intermitências da Morte (2005)".

De entre as premiações destacam-se o Prêmio Camões (1995) - distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa; o Nobel de Literatura (1998) - o primeiro concedido a um escritor de língua portuguesa.

No fim Saramago olha para a humanidade condenada a uma breve existência, recheada de questionamentos, de virtudes e principalmente de vícios. Como escritor e crítico, ele se torna um espelho sincero.

Saramago morreu em sua casa, em Lanzarote, no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos de idade vítima de leucemia crônica. Seu funeral teve Honras de Estado, e seu corpo foi cremado.


Obras:

Romances: Terra do Pecado, 1947 - Manual de Pintura e Caligrafia, 1977 - Levantado do Chão, 1980 -Memorial do Convento, 1982 -
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984 - A Jangada de Pedra, 1986 - História do Cerco de Lisboa, 1989 - O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991 - Ensaio Sobre a Cegueira, 1995 - Todos os Nomes, 1997 - A Caverna, 2000 - O Homem Duplicado, 2002 -
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004 - As Intermitências da Morte, 2005 - A Viagem do Elefante, 2008 - Caim, 2009.

Peças teatrais: A Noite - Que Farei com Este Livro? - A Segunda Vida de Francisco de Assis - In Nomine Dei - Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido.

Contos: Objecto Quase, 1978 - Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979 - O Conto da Ilha Desconhecida, 1997.

Poemas: Os Poemas Possíveis, 1966 - Provavelmente Alegria, 1970 - O Ano de 1993, 1975.

Crônicas: Deste Mundo e do Outro, 1971 - A Bagagem do Viajante, 1973 - As Opiniões que o DL Teve, 1974 - Os Apontamentos, 1977.

Diário e Memórias: Cadernos de Lanzarote (I-V), 1994 - As Pequenas Memórias, 2006.

Viagens: Viagem a Portugal, 1981.

Infantil: A Maior Flor do Mundo, 2001







Links Interessantes:



Neste Blog: Caim.


Fonte: Wikipédia 

2 de junho de 2010

Ao número um sua justa premiação...


Se você parasse para pensar em um personagem marcante, o número um, aquele que inspira as melhores qualidades, aquele que deixa de ser um personagem para virar uma lenda, um mito...

Aquele herói que salva moçinhas indefesas, gatos burros presos em árvores, prende vilões faladores? Qual seria? Superman, Dr. House, Batman, Curinga?!


Esqueça tudo isso...


O Number One é... Homer Simpson!


O chefe da família da animação "The Simpsons", criada por Matt Groening, foi eleito pelos leitores da "Entertainment Weekly", que votaram pelo site da revista, o maior personagem criado para a televisão e cinema nos últimos 20 anos.

"As pessoas se identificam com Homer porque todos são movidos secretamente por desejos que não podemos admitir", disse Matt. "Homer é capaz de mergulhar de cabeça em cada pensamento único e impulsivo que lhe ocorre", completou o desenhista.

O pai de Bart, Lisa e Maggie venceu o bruxinho Harry Potter, que ficou em segundo luga, seguido de Buffy, a caça-vampiros, o mafioso Tony Soprano e o vilão Coringa, de "Batman".

Ainda na votação virtual - que comemorou os 20 anos da publicação - personagens como Fox Mulder e Dana Scully do "Arquivo X", David Brent, do "The Office", Cartman, da animação "South Park" e o cômico espião Austin Powers foram lembrados entre os cem inesquecíveis. A lista completa será publicada na edição comemorativa da publicação, que divulgou, apenas, os primeiros lugares entre os personagens.


Fonte: Yahoo!

21 de abril de 2010

Type O Negative



Type O Negative é uma banda que surgiu em 1990, sendo uma idealização de Peter Steele, que em um primeiro momento formou a banda Carnivore, lançando dois álbuns, o primeiro homônimo e o segundo intitulado "Retaliation".
Com o fim desta banda, Peter abandona o meio musical e começa a procurar outros músicos. Assim, no ano de 1990, a banda já com o nome e formação já conhecida (Peter Steele, Sal Abruscato, Kenny Hickey e Josh Silver) prepara o álbum de estreia.

"Slow, Deep and Hard" é o primeiro álbum da banda, que foi bem recebido pela crítica e pelo público. 
Outros álbuns vieram que levaram a banda a consolidar seu sucesso. A sonoridade não se define e nem enquadra em um estilo, a banda faz suas músicas, seu som de forma extremamente sincera e livre. Em cada álbum pode se observar os demônios e fantasias da banda, e principalmente de Peter Steele, moldados em uma atmosfera verde e preta.
















* Este post é uma pequena homenagem a Peter Steele, vocalista do Type O' Negative que morreu aos 48 anos de causas não divulgadas (reportagem).


Fonte: Uploads by Elegia em Canto

5 de abril de 2010

A poetisa atrás do véu...

Uma poeta saudita que faz versos criticando clérigos islâmicos extremistas se tornou favorita para vencer um popular e milionário concurso de poesia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Vestindo o niqab, tradicional véu islâmico que deixa apenas os olhos da mulher à mostra, Hissa Hilal recitou seu poema de 15 versos "O Caos das Fatwas", no concurso Poeta Milionário (em tradução livre), transmitido pela televisão estatal.
O poema, que faz uma crítica à influência do fundamentalismo e das fatwas - pronunciamento legal emitido por um especialista em lei islâmica quando existem dúvidas sobre como proceder em determinadas situação - na sociedade árabe, recebeu elogios do público e dos juízes.
O vencedor do concurso, que ganhará o prêmio equivalente a US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 2,3 milhões), será anunciado na próxima semana.
Ameaças
Em entrevista ao Serviço Mundial de Rádio da BBC, Hissa Hilal dise que recebeu ameaças de morte pela internet, mas que um número maior de pessoas havia demonstrado apoio à sua iniciativa.
"A maioria das pessoas amou o que eu disse. Eles acham que sou muito corajosa de dizer o que digo. Mas também há muitos que me atacam e que dizem que sou uma má mulher e que quero que todas as mulheres sejam como eu", afirmou Hilal.
A poeta explicou que decidiu escrever o poema ao notar que "a sociedade árabe está cada vez mais fechada em si mesma e não como era antes, quando todos eram bem-vindos e mesmo um estranho se sentia aceito pela sociedade".
"Hoje em dia mesmo se você quer ser bom com as outras pessoas tem que perguntar antes se é permitido ou não falar com estrangeiros. Eu culpo aqueles que guiaram as pessoas nesta direção", disse Hilal.

A notícia é da BBC Brasil, publicada em 25 de março de 2010.

É realmente maravilhoso ver que mesmo na escuridão do fundamentalismo islâmico, pode surgir poesia. E mais: uma poetisa, uma mulher, numa cultura profundamente e radicalmente machista!

Como o escritor Franz Kafka disse certa vez, o poeta "tem uma tarefa profética". As pessoas podem até tentar acabar com a sensibilidade. Mas ela, a poesia, nunca morre.

Fonte da notícia: BBC Brasil

18 de março de 2010

Família Burton...ou melhor: Addams!




E Tim Burton não para...

Segundo o site Omelete, ele mal saiu do País das Maravilhas, entrará no mundo de fantasia mórbida da "Família Addams".
O mencionado artigo conta que o cineasta dirigirá um longa em stop-motion 3-D, baseado nos primeiros desenhos do cartunista Charles Samuel Addams (1912-1988). 
Antes os desenhos eram propriedade da revista New Yorker, mas foram comprados pela Ilumination Entertainment, produtora sediada na Universal.
Chris Meledandri, presidente da produtora desde 2007 (ano de sua fundação), será um dos produtores do filme. E ainda procura-se um roteirista.



Agora é esperar e ver no que vai, pra sentir a pitada de Burton, neste clássico, que teve muitas adaptações desde os anos 60, mas nunca a Tim Burton.

15 de março de 2010

Você é um bom homem, Charlie Brown!

Estreou nesse sábado (dia 13 de março), no Teatro Shopping Frei Caneca em São Paulo, um dos espetáculos musicais com maior número de montagens na história do teatro americano. Meu Amigo, Charlie Brown (You’re a Good Man, Charlie Brown) chega pela primeira vez aos palcos brasileiros. Uma superprodução para todas as idades, baseada na célebre história em quadrinhos, a Turma do Snoopy (Peanuts no original americano), criada pelo desenhista Charles M. Schulz, em 1950, que até hoje é publicada em diversos jornais de todo o mundo.

O texto original de Schulz foi traduzido e adaptado por Mariana Elisabetsky, com direção geral de Alonso Barros, cenografia de Chris Aysner e iluminação de Paulo César Medeiros. Os figurinos de Jô Resende são uma releitura da criação do autor, em que os personagens estão sempre com as mesmas roupas. A montagem conta com uma pequena orquestra com sete músicos, regida pelo diretor musical Marconi Araújo, que tocará a trilha que será interpretada no palco pelo elenco.

O elenco da adaptação brasileira é formado por Leandro Luna (Charlie Brown), Frederico Silveira (Snoopy), Mariana Elisabetsky (Sally Brown), Paula Capovilla (Lucy Van Pelt), Felipe Caczan (Schroeder), Thiago Machado (Linus Van Pelt), Maria Bia Martins (Swing Feminino) e Beto Sargentelli (Swing Masculino). As canções originais são de Clark Gesner e canções adicionais de Andrew Lippa.

Uma das histórias em quadrinhos mais populares e queridas de todos os tempos, a turma de Charlie Brown, Snoopy, Lucy e companhia foi adaptada para  o cinema, séries e especiais de TV, discos, livros, parques temáticos e, claro, espetáculos musicais. You’re a Good Man, Charlie Brown estreou Off-Broadway, em 1967, com cerca de 1600 apresentações. Uma segunda versão foi montada em 1971. A versão definitiva é a de 1999.
A trama

Os autores resumem a história como um dia normal na vida de Charlie Brown. Um dia recheado de pequenos momentos da vida do personagem. Do Dia dos Namorados à temporada de beisebol, do extremo otimismo ao desespero total, tudo isso misturado às vidas de seus amigos, com a ação se passando em um único dia, de uma linda e incerta manhã a uma noite estrelada e cheia de esperança.

O universo de Charlie Brown se caracteriza pelo humor delicado e melancólico, com personagens inteligentes, sensíveis, mordazes e criativos, que provocaram uma revolução no mundo das histórias em quadrinhos. Afinal, o protagonista é um menino cheio de preocupações e com algumas frustrações; Schroeder vive debruçado ao piano e tem Beethoven como herói; Linus não desgruda de seu cobertor; Lucy tem uma banca de analista e Snoopy é absolutamente extraordinário. Todos os personagens refletem sobre a simplicidade e a complexidade do cotidiano, além de questionarem e tentarem entender tudo o que os rodeia


Charles Schulz

Em 1947, Charles Schulz vendeu uma tira chamada Lil' Folks para um jornal de sua cidade natal, o St. Paul Pioneer Press. Lil' Folks foi publicado semanalmente por dois anos. Porém, quando Schulz pediu para que a tira fosse diária, acabou sendo despedido.

Em 1948, Schulz vendeu um painel de tira cômica para o Saturday Evening Post e continuou a vendê-los entre 1948 e 1950.

Em 1950, Schulz foi para Nova Iorque com muitos projetos de desenhos para uma reunião que foi muito importante em sua carreira. Ele foi a uma reunião da United Feature Syndicate. E então, no dia 2 de outubro de 1950, Peanuts, nome de que no começo Schulz não gostou, fez sua estréia em sete jornais dos Estados Unidos e logo transformou-se em um grande sucesso.

O sucesso das tiras nos jornais foi tão grande que em 1973 transformaram-se em desenho animado, com o episódio A Charlie Brown Thanksgiving (algo como O Dia de Ação de Graças de Charlie Brown). A popularidade tornou-se maior ainda, levando à criação de vários produtos com o tema Peanuts, desde cadernos e camisetas a pastas de dente. Peanuts teve também quatro longas-metragens.

Em dezembro de 1999, Schulz anunciou sua despedida dos jornais, devido a problemas de saúde. Um mês após a publicação de sua última tira, em 3 de janeiro de 2000, Charles Monroe Schulz faleceu em Santa Rosa, EUA, no dia 12 de fevereiro de 2000, aos 77 anos de idade. Porém seus desenhos e personagens mantêm-se imortalizados no mundo todo.
 

Fontes: