Frankenweenie, animação em stop-motion de Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), ganhou mais uma nova imagem.
O longa é adaptação de curta-metragem homônimo do próprio Burton, de 1984, que ganhará versão em 3D nos cinemas. Conta a história do jovem Victor Frankenstien que realiza um desastrado experimento para trazer de volta à vida seu cachorro Sparky, atropelado por um carro.
Para dublar os personagens, Tim Burton chamou alguns velhos conhecidos como Winona Ryder (Edward Mãos de Tesoura), Catherine O'Hara (Os Fantasmas Se Divertem), Martin Short (Marte Ataca!) e Martin Landau (Ed Wood).
A estreia do filme está prevista para 2 de novembro deste ano. Abaixo, o terceiro filme da carreira deste grande diretor.
Quando Lewis Carroll – pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson – presenteou Alice Pleasance Liddell, uma garotinha de 11 anos, com seu manuscrito de Alice no País das Maravilhas, ele não imaginava que esta seria uma das obras mais adaptadas do mundo. No livro de 1865, o escritor britânico idealizou um universo de duplos sentidos que se divide entre o lúdico infantil e um dos melhores registros em inglês vitoriano.
Carroll se tornou referência em literatura nonsense com seus complexos enigmas de lógica e poemas emaranhados a um mundo delirante. “Em uma época em que vigorava um texto moralista, muitas vezes com cunho religioso, criar uma história imaginativa na qual não existe bem e mal foi bastante inovador”, comenta Adriana Peliano, presidente da Sociedade Brasileira Lewis Carroll (SBLC).
Existem associações focadas em disseminar o livro nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Japão e Canadá. Aqui no Brasil, a SBLC foi fundada em 2009 e organiza eventos com frequência. Grupos de estudiosos, artistas e leitores apaixonados colecionam edições raras, publicam dissertações e estão sempre tentando interpretar os densos textos da obra. “A história abre portas de compreensão do mundo e sempre se mostra diferente. As explicações são infinitas, por isso há tantas pessoas interessadas em explorá-la”, diz Adriana.
Um deles é o excêntrico diretor Tim Burton, com a nova versão do livro para o cinema. O filme 3D de Burton ganhou distorções bizarras, personagens pra lá de caricatos, além de um novo roteiro: Alice cresceu e está com 19 anos. Desconcertada por um pedido de casamento repentino, foge atrás de uma resposta e acaba caindo no conhecido buraco que a leva para o mundo subterrâneo. Burton deu a Alice ar feminista, com espírito livre e contra os costumes rígidos da Inglaterra vitoriana.
Myriam Ávila, professora de teoria da literatura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreveu seu mestrado baseado em Carroll. “Seria apenas sobre o autor, mas, ao ler Macunaíma, comecei a notar semelhanças entre Alice e ele. Então, resolvi explorar o assunto.” O resultado foi uma tese ousada e criativa. Myriam percebeu que o “herói sem caráter” tinha uma queda pelo estrangeiro. Assim como Alice, que transparece sua vontade de explorar mundos distintos. Ambos poderiam sentir interesse um pelo outro.
Loucura? Nem tanto. Afinal, o grande trunfo de Alice é justamente estimular o pensamento por meio de um diálogo não literal, no qual os símbolos, as figuras de linguagem e as metáforas usadas permitem que o leitor construa uma relação entre a fantasia e a realidade e que não queira mais sair desse lúdico universo.
Segundo o site Omelete, ele mal saiu do País das Maravilhas, entrará no mundo de fantasia mórbida da "Família Addams". O mencionado artigo conta que o cineasta dirigirá um longa em stop-motion 3-D, baseado nos primeiros desenhos do cartunista Charles Samuel Addams (1912-1988). Antes os desenhos eram propriedade da revista New Yorker, mas foram comprados pela Ilumination Entertainment, produtora sediada na Universal. Chris Meledandri, presidente da produtora desde 2007 (ano de sua fundação), será um dos produtores do filme. E ainda procura-se um roteirista.
Agora é esperar e ver no que vai, pra sentir a pitada de Burton, neste clássico, que teve muitas adaptações desde os anos 60, mas nunca a Tim Burton.
A Disney Brasil confirmou o lançamento dos dois CDs, contendo as trilhas sonoras de Alice no País das Maravilhas, no Brasil!
Um deles contém canções de vários artistas, e o outro (que particularmente me interessa MUITO) contém a trilha sonora composta por Danny Elfman para o filme. Os dois CDs serão lançados nas nossas terras quentes e calorentas no dia 24 de março. Aliás, o CD com a trilha de Elfman será vendido (por puro sadismo da Disney talvez) apenas pelas livrarias Saraiva.
Para quem ainda não sabe, e já que cada site anunciava uma data diferente, a Disney Brasil marcou para o dia 23 de abril o lançamento do filme no Brasil. Ou seja.............. a trilha sonora chega aqui quase UM MÊS antes do filme..........................
Desânimo à parte, a Disney liberou semana passada o tema principal do filme (e toda a trilha de Elfman) no Youtube.
E se você acordasse em meio a folhas rabiscadas, móveis caídos, poeira, e dezenas de outras coisas jogadas, e olhasse pela janela e visse centenas de metros - quilômetros - de desolação? Bem, esse é o desafio do protagonista de 9 - A Salvação, lançado em setembro de 2009 (aliás, em 09/09/09) pela Focus Features. O personagem vê carros batidos, muros destruídos, pixações e outras marcas de alguma revolução recente, em uma atmosfera de cores vazias. Vê pessoas - algumas - aos cantos, e vê que ele mesmo, enfim, não passa de um boneco. E não fala!
9 - A Salvação é um longa metragem com produção de Jim Lemley, Timur Bekmambetov e......... Tim Burton! Isso mesmo, o Sr. Burton faz parte da produção deste filme, porém a ideia original da história não vem dele, afinal. Baseado em curta metragem (intitulado somente "9") criado por Shane Acker como trabalho de graduação, o filme teve o apoio de Burton para que fosse iniciado, mas toda a concepção inicial e, por fim, a direção, é de Shane Acker. Mas, como fazer um curta é muito diferente de fazer um longa, Acker contou para o novo roteiro com a ajuda de Pamela Pettler, que já havia trabalhado com Burton no script de A Noiva Cadáver. Toda a atmosfera pós-apocalíptica presente no curta foi aumentada exponencialmente, em cenários magníficos, com cores quentes e acinzentadas e um detalhismo que imergem o expectador em um sentimento de silêncio.
Aliás, falando de silêncio, o filme tem poucas falas (um triunfo para a expressão!), o que é raro em animações por computação gráfica, devido à dificuldade de transmitir na CG expressões sutis dos personagens. Os primeiros 10 ou 15 minutos do filme não têm diálogos, e mesmo durante o desenrolar da história quem assiste não é banhado com uma enxurrada de falas desnecessárias. Aliás, com uma história marcante, por que as falas?
O protagonista - de nome 9! - encontra outros como ele, também bonecos, e consegue falar por meio de um "conserto" feito pelo boneco 2. Aos poucos ele percebe onde está: um mundo destruído por máquinas. Ok, lugar comum, Matrix e Exterminador ecoam na cabeça nessa hora, mas o que há de interessante neste filme em particular é a falta de esperança. Não há tendências visionárias de tentar restaurar a Terra, de trazer a humanidade à sua glória (?!) passada, há simplesmente o sentimento de que o erro foi cometido, e nada mais pode ser feito. E aí, o filme acaba aí?
Bom, isso talvez você queira descobrir por assistir o filme! Ou você achou que eu ia revelar o final???
Opinião! O filme conta com cenas de ação boas, mas nitidamente não se prende a isso. Não é, nesse ponto, como Exterminador do Futuro, Matrix ou outros do gênero pós-apocalíptico, que se perdem em meio a tiros, saltos estratosféricos etc. Há também suspense, mas novamente esse não é o maior foco, ou se é não segue pelo caminho comum. Uma das melhores cenas é quando os personagens acham que resolveram um problema, e tudo, inclusive a música, faz você acreditar nisso, e então surge um problema maior. Até aí, normal. A questão é que a música continuaotimista, continua alegre, então a sensação clara que se tem é que só você percebeu que há algo errado!
A história, como já foi dito, passa por lugares comuns, como a destruição por máquinas, mas vence no sentido de não forçar um final feliz. Além disso, há alusões - diretíssimas - a governos extremistas, como o fascismo e o nazismo, com seu patriotismo exacerbado, capaz de tudo pelo "bem geral da nação". Inclusive as cores do regime mostrado remetem a Mussolini e Stalin, e as roupas a Hitler.
A iluminação também é incomum. Lembra bastante a dos film noir da década de 50 e 60, com contrastes fortes e muitas sombras. Por fim, o cenário, todo visto como de uma lupa (já que os bonecos são pouco maiores que uma mão), lembra muito a Europa do pós-guerra.
Enfim, sem querer ser repetitivo, mas já sendo, o maior trunfo de 9 - A Salvação é a ausência de um final feliz (pelo menos os habituais hollywoodianos), presente tanto no curta metragem como no longa.
O Curta Abaixo você confere o curta 9, que deu origem ao filme:
Tim Burton é conhecido como um dos diretores mais malucos de Hollywood. Bem, todo maluco nos surpreende! E é o que ele fez.
Foi lançado recentemente o trailer oficial de Alice no País das Maravilhas. Diferente do trailer teaser, lançado anteriormente e que mostrava apenas cenas rápidas mas nenhuma história, este nos dá uma (ótima) ideia do que vem por aí.
Alice, com 19 anos de idade, é pedida em casamento de maneira inusitada por alguém que obviamente ela não deseja, e foge aflita para uma floresta próxima. Olhando por uma toca de coelho...... até aí nada de surpreendente. O que (me) surpreende é o uso maestral de todos os elementos da obra original de Lewis Carroll: as flores irritantemente falantes, Tweedledum e Tweedledee fugindo de um corvo misterioso, a insânia brincalhona do Chapeleiro Louco e a insânia megalomaníaca da Rainha Vermelha, além de outros personagens, como a Rainha Branca, tão tranquila e pacífica quanto no livro, e o porco aos pés da Rainha Vermelha (?!), que tem relação com várias partes dos livros originais.
Talvez você não tenha notado, mas aqui me refiro à Rainha de Copas como "Rainha Vermelha". Isto porque a personagem de Helena Bonham-Carter é uma fusão (muito bem feita) da Rainha de Copas de Alice in Wonderland, de 1865, todo ambientado em elementos do baralho, com a Rainha Vermelha de Through the Looking Glass (Alice no Reino do Espelho, ou Alice Através do Espelho, ou ainda Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá, nas versões brasileiras), de 1871, todo ambientado no xadrez. A Rainha Branca provém desse último livro, assim como Tweedledum e Tweedledee e o jardim de flores falantes e, claro, Jabberwocky, ou Jaguadarte (na melhor versão que conheço), "o que não morre", o tal monstro gigante que destrói tudo no trailer.
O trailer e o próprio site também prenunciam uma trilha sonora magnífica, uma das marcas registradas de Tim Burton. O site, aliás, apesar de estar ainda em construção exibe fotos e imagens interessantes.
O filme será lançado em 5 de março de 2010 nos EUA, e por aqui deverá ser lançado na segunda ou terceira semana de abril. Agora é esperar (ansiosamente) para ver e ouvir o épico retorno de Alice ao seu País de Maravilhas / Reino do Espelho!