Queima a tarde
Arde a noite
No silêncio das horas soltas
Caí
Vinho de diferentes taças
Mas um gole apenas
Cada fruto, a sua agonia
Tal inverno que sempre surge
Maldição divina
Pois eis que provei
Do mesmo sangue enfermo
Que já um dia me matou
Arde a noite
No silêncio das horas soltas
Caí
Vinho de diferentes taças
Mas um gole apenas
Cada fruto, a sua agonia
Tal inverno que sempre surge
Maldição divina
Pois eis que provei
Do mesmo sangue enfermo
Que já um dia me matou
