18 de dezembro de 2009

Quadrinhos


Segundo reportagem no site da Pesquisa FAPESP, revista de cunho científico, em 1944, a Revista do Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), do Ministério da Cultura, publicou ao longo de três edições um estudo bombástico a partir de uma pesquisa feita com professores e estudantes sobre as histórias em quadrinhos, um produto de massa surgido no país na década anterior. A conclusão era das mais alarmistas: os comics constituíam um nocivo instrumento que estava prejudicando o aprendizado escolar de diversas formas: desestímulo ao estudo das disciplinas, abandono dos livros infantis e, pior, causavam preguiça mental, ao viciar os estudantes com imagens e poucos textos. Seguiu-se, então, uma guerra em escolas de todo país, quando fogueiras foram organizadas para queimar gibis. Mais lenha foi jogada no incêndio quando o professor Antonio D’Ávila publicou, em 1958, A literatura infanto-juvenil, um tratado em defesa dos livros para crianças e contra as revistinhas.

Essa idéia persistiu durante muito tempo, duas décadas se passaram antes que editoras como Ibep e Ática adotassem essa linguagem em suas publicações.
A partir daí, as coisas foram mudando, e percebeu-se que as revistinhas eram quase sempre o primeiro contato de várias gerações de crianças ( e alguns adultos, pq não?!) com a leitura.

É o que argumenta em sua tese a pesquisadora Valéria Aparecida Bari, onde ela discute a importância das histórias em quadrinhos na formação do gosto pela leitura das crianças, a partir de experiências de 2 países (Brasil e Espanha).

Para ver a reportagem na íntegra clique.

Agora quando você estiver vendo aqueles quadrinhos, não se sinta culpado por lê-los ao invés daquele livro enorme de 500 págs., quadrinhos também podem ser um instrumento interessante para veiculação de cultura, lembrando também que ele é constituido de dois elementos distintos (texto e desenho) que se completam, formando uma arte única, diferente e própria.

No blog já foi postado quadrinhos, tirinhas como Garfield, Calvin & Haroldo, Sandman, Morte, e aqui vai mais um:





MAFALDA - Quino 

Mafalda é uma tirinha escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino, a personagem foi, de nome inspirado da novela Dar la cara (David Viñas e outros), foi criada em 1962 para um cartoon de propaganda que sairia, originalmente, no diário Clarín, mas com o cancelamento do contrato, a campanha foi cancelada.

Mafalda só veio a luz do público por sugestão de Julián Delgado, na epóca editor-chefe e amigo de Quino do hebdomadário (publicação semanal) Primera Plana.

Foi publicado no jornal de 29 de Setembro de 1964, apresentando somente as personagens de Mafalda e seus pais, e acrescentando Filipe em Janeiro de 1965. Uma disputa legal surgiu em Março de 1965, e assim a publicação acabou em 9 de Março de 1965.

Uma semana mais tarde, dia 15 de Março de 1965, Mafalda começou a aparecer diariamente no Mundo de Buenos Aires, permitindo ao autor cobrir eventos correntes mais detalhadamente. As personagens Manolito e Susanita foram criadas nas semanas seguintes, e a mamãe de Mafalda estava grávida quando o jornal faliu em 22 de Dezembro de 1967.

A publicação recomeçou seis meses mais tarde, em 2 de Junho de 1968, no hebdomadário Siete Días Illustrados. Como os quadrinhos tinham que ser entregues duas semanas antes da publicação, Quino era incapaz de comentar as notícias mais recentes. Ele decidiu acabar com a publicação das histórias em 25 de Junho de 1973.

Desde então, Quino ainda desenhou Mafalda algumas poucas vezes, principalmente para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Por exemplo, em 1976 ele fez um pôster para a UNICEF ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Na Cidade de Buenos Aires existe uma praça chamada Mafalda




O mundo de Mafalda

A maioria das histórias que não eram intimamente relacionadas com a atualidade da época e com eventos hoje esquecidos têm sido reeditadas em livros. Isso exclui os primeiros, publicados no Primera Plana, mas jamais reimpressos em livros até 1989.

Mafalda (1966)
Así es la cosa, Mafalda (1967)
Mafalda 3 (1968)
Mafalda 4 (1968)
Mafalda 5 (1969)
Mafalda 6 (1970)
Mafalda 7 (1972)
Mafalda 8 (1973)
Mafalda 9 (1974)
Mafalda 10 (1974)
Mafalda Inédita (1989)
10 Años con Mafalda (1991)
Toda Mafalda (1992)
El Mundo de Mafalda (1981) (desenho animado)


Apesar de a maioria das histórias terem sido traduzidas em diferente línguas européias, bem como em chinês tradicional e simplificado, elas foram raramente publicadas em inglês; na verdade, jamais nos Estados Unidos.
Uma adaptação de Mafalda foi criada em desenho animado por Carlos Márquez em 1982, apesar da oposição de Quino em adaptações ao cinema ou teatro. O desenho é pouco conhecido e divulgado.


Links para alguns arquivos:


Fonte: Wikipédia e Pesquisa FAPESP online.