13 de agosto de 2009

Sem Título



Quando o vento bate na alva flor que interpõem entre o inverno e a solidão eu ouço  ecos.

Que reverberam as visões de abismos em que outrora mergulhou, existindo nas sombras a alva delicadeza um sorriso anônimo de quem espera... 

Existe aquela pequena flor sobre a montanha, existe a pequena flor que quando semente vôo, vôo e vôo. Existe a pequena flor, regada de solidão, plantada pela ignorância. 

E a pequena criatura que de Deus somente a criação, se transformou, dos altos cumes, após galgar as escadas de nuvens e trovões admira de longe coisas que antes não contemplava pequena vê o mundo, longe ela lança seu odor, sobre a distante colina, sobre o verde vale, por que ela está no alto, onde o vento bate carinhoso sobre sua face, mas agora tão distante apenas o eco da sua existência. 

 A distante flor, que por entre a alva neve nasce e perdura tem somente o perfumado eco que lança sobre o vento para contar-nos de sua existência, apenas um indelével odor que no vento a dançar logo some. Ela se tornou rica demais para ser notada, se tornou tão grande que desapareceu. 


Quando o vento tocá-la novamente talvez alguém possa senti-la e dela se lembrar, perpetuar sua beleza e perfume nos doces mares de uma simples lembrança.


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