15 de agosto de 2009

Ódio


E ar se enche e penetra de ódio...
Ele queima como duas estrelas flamejantes...
Ele respira o ar dos pulmões...
Alimenta-se de fogo e de sonho.

Ele dança carente, 
Canta silente...
Arranhando a minha alma

Esse a inunda e encharca
De tanto...
Amor, veneno, amor.

Ele caminha livre
Viaja célere
É um corvo carregando a solidão.
É a borboleta que dorme com a morte

Esse ódio que baila, nos salões da minha alma
Que preenche o vazio...
O vácuo que esta em toda parte
Enche de vida o dia
E de desespero a noite

Ele é meu ódio,
Meu sonho...
E principalmente, meu amante indolor.