24 de agosto de 2009

Victoria Francés


Se você já viu a imagem acima, já teve contato com a obra de Victoria Francés. Populares em blogs e sites com visual dark, suas pinturas remontam a um universo paralelo de fantasia, romantismo e terror.

Victoria Francés nasceu em 25 de outubro de 1982, em Valencia, e desde a infância era fascinada pela beleza dos bosques espanhóis, onde passou grande parte de sua infância. Viajou a cidades como Londres e Paris, ficando hipnotizada pelo ambiente que inspirou obras consagradas do gênero gótico. Há muito de Goethe, Edgar Allan Poe, Baudelaire, Bram Stoker, Anne Rice e autores do gênero em suas obras. Assim como Luis Royo (artista também espanhol), imprime uma textura característica à maioria de suas pinturas.

Licenciada em Belas Artes pela Faculdade de San Carlos de Valencia, Victoria chega a ilustrar capas de livros e outras obras do tipo, mas é em sua primeira publicação, Favole, que ela mostra seu real talento. Obra revelação do Saló del Cómic de Barcelona de 2004, Favole traz a atmosfera de Veneza, com um toque vampiresco, onírico e romântico. É publicado como série:

Favole 1. Lágrimas de Piedra
Favole 2. Libérame
Favole 3. Gélida Luz

Após um certo tempo, publica Angel Wings, mostrando a evolução no desenho de um vestido, desde os esboços a lápis até o resultado final. Surpreendendo pela criatividade, lança El Corazón de Arlene, em que a mendiga Arlene deve cruzar um mundo de sonhos e fantasia para recuperar o coração que perdeu durante uma forte doença. Nesta obra, Francés mostra toda a dor da vida cotidiana, de se sentir diferente, único.

Sua última publicação, Misty Circus Vol. 1, apresenta Sasha, uma criança que foge do orfanato para viver em um circo deprimente. Victoria delineia mais uma vez, com seu traço marcante e delicado, a melancolia imersa no cotidiano.

Para quem quiser saber mais sobre a artista,

Site oficial (em espanhol)
Fan site principal (em espanhol)

De todas as pinturas que eu vi (e foram muitas!) da artista, a minha preferida é La Dolorosa:
E se você ficou curioso, a pintura do começo do post se chama Anathème.